quarta-feira, 18 de novembro de 2020

NOSSOS IRMÃOS



“E dele temos este mandamento: que

quem ama a Deus, ame também

a seu irmão.” - João. (I João, 4:21)

 

Em verdade, amamos a Deus, em todos os motivos de júbilo dentro da nossa marcha evolutiva. O Evangelho, entretanto, é farto de recomendações, no sentido de amarmos também os nossos irmãos, entre as pedras e sombras da escabrosa subida.

Certo, a palavra da Boa Nova não se reporta aos companheiros amados e felizes que já solucionaram conosco as questões de harmonia mental, e sim aos que respiram em nossa atmosfera, exigindo auxílio fraterno e seguro.

São eles:

•     os nossos irmãos doentes que reclamam remédio;

•     os infortunados que pedem consolo;

•     os fracos que esperam defesa;

•     os ignorantes que anseiam por esclarecimento;

•     os desajustados que necessitam de compreensão;

•     os criminosos distanciados do socorro e da luz;

•     os insubmissos que nos desafiam a tolerância;

•     os desequilibrados que nos induzem a vigiar para o bem;

•     os demolidores que nos oferecem o ensejo de reconstruir;

•     os revolucionários que nos auxiliam a reconhecer os benefícios da ordem;

•     os que nos ferem, ajudando-nos a desbastar as próprias imperfeições;

•     os que nos perseguem e caluniam, proporcionando-nos a oportunidade de suportar com o Cristo, na prática do Evangelho.

O irmão iluminado e bondoso, em si, já representa uma obra viva do Pai, através da qual O conhecemos e admiramos; o irmão ignorante ou infeliz, porém, é uma obra que o Céu nos convida a amparar e embelezar, no rumo da perfeição, em nome do Todo- Misericordioso.

Se amas a Deus no irmão que te entende e ajuda, não te esqueças de honrá-lo e querê-lo no irmão que ainda te não pode amar.

 

 

 

De “Vinha de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

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