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Cada livro edificante é porta
libertadora.
*
O livro espírita, entretanto, emancipa a
alma, nos fundamentos da vida.
*
O livro científico livra da incultura, mas
o livro espírita livra da crueldade, para que os louros intelectuais são se
desregrem na delinquência.
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O livro filosófico livra do preconceito,
no entanto, o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a
elucidação não se converta em palavras inúteis.
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O livro piedoso livra do desespero, mas o
livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em
fanatismo.
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O livro jurídico livra do desespero, mas o
livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o direito não se faça
instrumento de opressão.
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O livro técnico livra da insipiência, mas
o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada
em prejuízo dos outros.
*
O livro de agricultura livra do
primitivismo, no entanto, o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim
de que o trabalho da gleba não se envileça.
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O livro de regras sociais livra da rudeza
de trato, mas o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes,
transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.
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O livro de consolo livra da aflição, no
entanto, o livro espírita livra do êxtase inoperante, para que o reconforto não
se acomode em preguiça.
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O livro de informações livra do atraso,
mas o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos
arraste à queda em dívidas escabrosas.
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Amparemos o livro respeitável que é luz de
hoje, no entanto, auxiliemos e divulguemos, quanto nos seja possível, o livro
espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre.
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O livro nobre livra da ignorância, mas o
livro espírita livra da ignorância e livra do mal.
(Livro: Mentores e seareiros.
Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

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