segunda-feira, 27 de julho de 2026

PACIÊNCIA E CONSTRUÇÃO


“A caridade é paciente...” – Paulo.  (I Coríntios, 13:4)


          Indiscutivelmente não consegues corrigir, como talvez desejes, os desacertos da Humanidade, mas é possível ajustar o próprio coração à lei do amor a fim de que a redenção do mundo encontre em ti mesmo o ponto necessário de expansão.
          Não julgues, porém, que pressa ou violência sejam climas adequados de ação para a vitória do bem.


          Amarás e servirás; entretanto, não só isso: ampararás também.


          Compreensão pede amadurecimento de raciocínio nos refolhos da alma. Que dizer do lavrador que propiciasse leito e adubo à semente, sob a condição de ser correspondido com o fruto em apenas algumas horas? Do professor que instituísse o apoio da escola exigindo, por isso, que o aluno efetue a conquista de todos os louros culturais numa semana?


          Auxilia a quem amas; no entanto, não lhes solicites espetáculos de entendimento e gratidão que não sejam capazes de oferecer. Que seria de nós se fôssemos constrangidos a pagar de improviso as contas do amor que temos recebido e com que temos sido sustentados na longa fieira de nossas reencarnações, através dos séculos? Pensa nisso e semeia o bem quanto possas, porque a caridade é paciente e na caridade infatigável se edifica, em favor de nós todos, a paciência de Deus.

 


(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Bênção de Paz)

sexta-feira, 24 de julho de 2026

PROBLEMAS PESSOAIS


A fé viva não é patrimônio transferível.

É conquista pessoal.

 

A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta.

É realização íntima.

 

A graça do Céu não desce a esmo.

Tem que ser merecida.

 

A melhor caridade não é a que se faz por substitutos.

Cabe-nos executá-la por nós mesmos.

 

A fortaleza moral não é produto de rogos alheios.

Provém do nosso esforço na resistência para o bem.

 

A esperança fiel não se nos fixa no coração

através de simples contágio.

É fruto de compreensão mais alta.

 

O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo.

É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.

 

O conhecimento real não é construção de alguns dias.

É obra do tempo.

 

O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra.

É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.

 

A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra.

Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!...

 



ANDRÉ LUIZ – Francisco Cândido Xavier - Agenda Cristã

quinta-feira, 23 de julho de 2026

AFIRMAÇÃO ESCLARECEDORA

 

“E não quereis vir a mim para terdes vida.”

– Jesus. (João, 5:40)

 

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.

Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.

Creem e descreem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança...

É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.

Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes.

Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos.

Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem.

Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão desvairada e enferma.

Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.

Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.

Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.

Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.

Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.



 Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

quarta-feira, 22 de julho de 2026

VOLTARÁS AMANHÃ


Não repouses na gleba de possibilidades que o Divino Amor te confiou no coração da Terra.

 

Voltarás amanhã para colher o que hoje semeias.

 

Ninguém te pede milagres de santidade num dia.

 

-o-

 

A árvore vigorosa não cresceu de improviso.

 

A cidade em que renasceste não se levantou de repente.

 

Tudo se desenvolve, minuto a minuto...

 

-o-

 

A vida impõe-te “agora” as conseqüências do “antes”.

 

Somos hoje no espaço e no tempo, a projeção do que fomos...

 

-o-

 

Se a dor é a tua mestra constante, agradece-lhe o serviço e aprende a lição. 
Ela é o recurso invisível com que a Bondade do Senhor te arrebata ao labirinto das sombras de ti mesmo.

 

Se recebeste alguma facilidade para atravessar, com êxito, a escura região terrestre, 
não te confies à preguiça ou à vaidade, para que o sofrimento não seja convidado 
a desintegrar a gelada neblina em que te sepultarás sem perceber.

 

-o-

 

Não te esqueças.

 

A oportunidade passa, mas a luta adiada volta sempre.

 

Amanhã reencontrar-te-ás contigo mesmo, na paisagem que o mundo te oferece, 
nos ideais que esposas, nos trabalhos confiados à tua mão 
ou na pessoa do próximo que honras ou menosprezas...

 

-o-

 

Cumpramos, agora, os nossos iluminados deveres à face da Lei. 
Convertamos nossa experiência pessoal em serviço a todos, transformando as horas, 
que Deus nos empresta, em bênçãos de utilidade, beleza, graça e harmonia 
e o futuro constituir-se-á para nossa alma em abençoado e celeste caminho de ascensão.

 

-o-

 

Não critiques destruindo.

 

Não julgues o mal por mal.

 

Não firas a ninguém.

 

Não revides os golpes da sombra para que te não demores nas malhas da treva.

 

Não retribuas ofensa por ofensa, amargura por amargura, incompreensão por incompreensão.

 

Ama, auxilia e passa, e, quando regressares à Terra, amanhã, o mundo receberá teus pés, em chuva de bênçãos.

 

 

Francisco Cândido Xavier/Emmanuel.
In: Instrumentos do Tempo

A LIÇÃO DO ESQUECIMENTO

 

        Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se degladiarem indefinidamente.

       Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre e o ódio viveria eternizado, transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.

       A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo, suscetível de valorizar-lhe a replantação do destino, no rumo do porvir.

       De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.

       O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas interiores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.

       Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência a experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas faltas recíprocas, dia a dia.

       Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.

       Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.

       Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.

       O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.

       Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixa, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.

       Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim, aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.

 


 

Emmanuel
(De “Família”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)

terça-feira, 21 de julho de 2026

PRECE DE EUSÉBIO


(do Livro: Mundo Maior)


Senhor da Vida,
Abençoa-nos o propósito
De penetrar o caminho da Luz!...

Somos Teus filhos,
Ainda escravos de círculos restritos,
Mas a sede do Infinito
Dilacera-nos os véus do ser.

Herdeiros da imortalidade,
Buscamos-Te as fontes eternas
Esperando, confiantes, em Tua misericórdia.

De nós mesmos, Senhor, nada podemos.
Sem Ti, somos frondes decepadas
Que o fogo da experiência
Tortura ou transforma...

Unidos, no entanto, ao Teu Amor,
Somos condicionadores gloriosos
De Tua Criação interminável.

Somos alguns milhares
Neste campo terrestre;
E, antes de tudo,
Louvamos-Te a grandeza
Que não nos oprime a pequenez...

Dilata-nos a percepção diante da vida,
Abre-nos os olhos
Enevoados pelo sono da ilusão
Para que divisemos Tua glória sem fim!...
Desperta-nos docemente o ouvido,
A fim de percebermos o cântico
De tua sublime eternidade.
Abençoa as sementes de sabedoria
Que os teus mensageiros esparziram
No campo de nossas almas;
Fecunda-nos o solo interior,
Para que os divinos germens não pereçam.

Sabemos, Pai,
Que o suor do trabalho
E a lágrima da redenção
Constituem adubo generoso
A floração de nossas sementeiras;
Todavia,
Sem Tua bênção,
O suor elanguesce
E a lágrima desespera...
Sem Tua mão compassiva,
Os vermes das paixões
E as tempestades de nossos vícios
Podem arruinar-nos a lavoura incipiente.

Acorda-nos, Senhor da Vida,
Para a luz das oportunidades presentes;
Para que os atritos da luta não as inutilizem,
Guia-nos os pés para o supremo bem;
Reveste-nos o coração
Com a Tua serenidade paternal,
Robustecendo-nos a resistência!
Poderoso Senhor,
Ampara-nos a fragilidade,
Corrige-nos os erros,
Esclarece-nos a ignorância,
Acolhe-nos em Teu amoroso regaço.

Cumpram-se, Pai Amado,
Os Teus desígnios soberanos,
Agora e sempre.
Assim seja.



(Ditado pelo Espírito André Luiz . Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
In: No Mundo Maior, 2º Capítulo)

segunda-feira, 20 de julho de 2026

NOS DOMÍNIOS DA VOZ

 

Observe como vai indo a sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um. A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos.

Fale em tonalidade não tão alta que assuste e nem tão baixa que crie dificuldade a quem ouça.

Sempre aconselhável repetir com paciência o que já foi dito para o interlocutor, quando necessário, sem alterar o tom de voz, entendendo-se que nem todas as pessoas trazem audição impecável.

A quem não disponha de facilidades para ouvir, nunca dizer frases como estas: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes quer você que eu fale?" ou "Já cansei de repetir isso".

A voz descontrolada pela cólera, no fundo, é uma agressão e a agressão jamais convence. Converse com serenidade e respeito, colocando-se no lugar da pessoa que ouve, e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito.

Em qualquer telefonema, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de sua calma, a fim de manter a própria tranquilidade.

 

 

Sinal Verde. Francisco C. Xavier por André Luiz

PACIÊNCIA E CONSTRUÇÃO

“A caridade é paciente...” – Paulo.  (I Coríntios, 13:4)           Indiscutivelmente não consegues corrigir, como talvez desejes, os desa...