sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CONVITE À ESPERANÇA

 

“Tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”

(1ª Epístola aos Coríntios: capítulo 13º, versículo 7)

 

 

Não obstante estejam carrancudas as nuvens do teu céu, prenunciando borrasca próxima aflitiva, espera. Após a tempestade que, talvez advenha, talvez não, defrontarás dia claro pelo caminho.

Embora a soledade amarga a fazer-te sofrer fel e dor como se já não suportasses mais a lenta e silenciosa agonia, espera. Amanhã, possivelmente dois braços amigos estarão envolvendo-te e voz veludosa cantará aos teus ouvidos gentil canção...

Mesmo que tudo conspire contra os propósitos abraçados, ameaçando planos zelosamente cuidados, espera. Há surpresas que constituem interferência Divina, modificando paisagens humanas, alterando rumos considerados corretos.

Apesar de a chibata caluniosa fazer-te experimentar reproche e desconsideração, arrojando-te à rua do descrédito, espera. A verdade chega após a calamidade da intrujice para demonstrar a grandeza da sua força, renovando conceituações.

À borda do abismo do desespero, incompreendido e em sofrimento, estuga o passo e espera.

Reconsidera atitudes mentais e recomeça o labor. O futuro se consolida mediante as realizações do presente..

Esperança expressa integração no organograma da vida.

O rio muda o curso, a montanha desaparece, a árvore fenece, o grão germina, enquanto esperam... A mão grandiloquente do tempo tudo muda. O que agora parece sombras, logo mais surge e ressurge em ouro fulvo de luz.

Espera, diz o Evangelho, e ama. Espera, responde a vida, e serve. Espera, proclamam os justos, e perdoa. Espera no dever distribuindo consolo e compreensão, porquanto, a fim de que houvesse a gloriosa ascensão do Senhor, na montanha da Betânia, aconteceram a traição infame, o cerco da inveja, a gritaria do julgamento arbitrário e a Cruz odienta, que em sublime esperança o Justo transformou na excelsa catapulta para o Reino dos Céus.

     



FRANCO, Divaldo Pereira

Convites da Vida

Joanna de Ângelis

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

COISAS INVISÍVEIS


“Porque as suas coisas invisíveis, desde
a criação do mundo, tanto o seu eterno
poder como a sua divindade se estendem
e claramente se vêem pelas coisas que
estão criadas.” Paulo (Romanos, 1:20)
 

O espetáculo da Criação Universal é a mais forte de todas as manifestações contra o materialismo negativista, filho da ignorância ou da insensatez.

São as coisas criadas que falam mais justamente da natureza invisível.

Onde a atividade que se desdobre sem base?

Toda forma inteligente nasceu de uma disposição inteligente.

O homem conhece apenas as causas de suas realizações transitórias, ignorando, contudo, os motivos complexos de cada ângulo do caminho. A paisagem exterior que lhe afeta o sensório é uma parte minúscula do acervo de criações divinas, que lhe sustentam o habitat, condicionado às suas possibilidades de aproveitamento.

O olho humano não verá além do limite da sua capacidade de suportação. A criatura conviverá com os seres de que necessita no trabalho de elevação e receberá ambiente adequado aos seus imperativos de aperfeiçoamento e progresso, mas que ninguém resuma a expressão vital da esfera em que respira no que os dedos mortais são suscetíveis de apalpar.

Os objetos visíveis no campo de formas efêmeras constituem breve e transitória resultante das forças invisíveis no plano eterno.

Cumpre os deveres que te cabem e receberás os direitos que te esperam.

Faze corretamente o que te pede o dia de hoje e não precisarás repetir a experiência amanhã.



Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CONTA PARTICULAR


“Ah! se tu conhecesses também, ao menos
neste teu dia, o que à tua paz pertence!”
Jesus (Lucas, 19:42)
 

A exclamação de Jesus, junto de Jerusalém, aplica-se muito mais ao coração do homem – templo vivo do Senhor – que à cidade de ordem material, destinada à ruína e à desagregação nos setores da experiência.

Imaginemos o que seria o mundo, se cada criatura conhecesse o que lhe pertence à paz íntima.

Em virtude da quase geral desatenção a esse imperativo da vida, é que os homens se empenham em dolorosos atritos, assumindo escabrosos débitos.

Atentemos para a assertiva do Mestre – “ao menos neste teu dia”. Estas palavras convidam-nos a pensar na oportunidade de serviço de que dispomos presentemente e a refletir nos séculos que perdemos; compelem-nos a meditar quanto ao ensejo de trabalho, sempre aberto aos espíritos diligentes.

O homem encarnado dispõe dum tempo glorioso que é provisoriamente dele, que lhe foi proporcionado pelo Altíssimo em favor de sua própria renovação.

Necessário é que cada um conheça o que lhe toca à tranqüilidade individual. Guarde cada homem digna atitude de compreensão dos deveres próprios e os fantasmas da inquietude estarão afastados. Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular e dois terços dos problemas sociais do mundo surgirão naturalmente resolvidos.

Repara as pequeninas exigências de teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo.

Não caminharás entre as estrelas, antes de trilhares as sendas

 

humildes que te competem.

 



Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

COM JESUS


    A renúncia será um privilégio para você. 
    O sofrimento glorificará sua vida. 
    A prova dilatará seus poderes. 
    O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho. 
    O sacrifício sublimará seus impulsos. 
    A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma. 
    A calúnia lhe honrará a tarefa. 
    A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos. 
    A angústia purificará suas esperanças. 
    O mal convocará seu espírito à prática do bem. 
    O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor. 
    A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.

 


Francisco Cândido  Xavier por André Luiz. In:  Agenda Cristã

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ASPECTOS DA DOR

 
 

Os soluços de dor são compreensíveis até o ponto em que não atingem a fermentação da revolta, porque, depois disso, se convertem todos eles em censura infeliz aos planos do Céu.

*

A enfermidade jamais erra o endereço para suas visitas.

*

As lágrimas, em verdade, são iguais às palavras. Nenhuma existe destituída de significação.

*

Somente chega a entender a vida quem compreende a dor.

*

A evolução regula também o sofrimento das criaturas e nelas se evidencia mais superficial ou mais profunda, conforme o aprimoramento de cada uma.

*

Se você pretende vencer, não menospreze a possibilidade de amargar, algumas vezes, a aflição da derrota como lição no caminho para o triunfo.

*

Aprende melhor quem aceita a escola da provação, porquanto, sem ela, os valores da experiência permaneceriam ignorados.

*

A dor não provém de Deus, de vez que, segundo a Lei, ela é uma criação de quem a sofre.

André Luiz

       

Livro: Estude e Viva

Francisco Cândido Xavier, Waldo Vieira,

pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

domingo, 1 de fevereiro de 2026

PORTA ESTREITA

 

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque

eu vos digo que muitos procurarão entrar,

e não poderão.” - Jesus. (Lucas, 13:24)


Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

“Ah! se fosse possível voltar!...” - pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros!...

Mas... é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

 

  

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Vinha de Luz

sábado, 31 de janeiro de 2026

NA SENDA ESCABROSA

  

“Nunca te deixarei, nem te desampararei.”

– Paulo. (Hebreus, 13:5)


A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.

Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.

Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.

Há momentos de profunda exaustão em nossas reservas mais íntimas.

As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas. Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.

E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa-vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações.

O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior.

“Nunca te deixarei, nem te desampararei” – promete a Divina Bondade.

Nem solidão, nem abandono.

A Providência Celestial prossegue velando...

Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer.

 

 

 

Livro: Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

CONVITE À ESPERANÇA

  “Tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.” (1ª Epístola aos Coríntios: capítulo 13º, versículo 7)     Não obstante estej...