Doutrina Espírita
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
TÓPICOS DA IRRITAÇÃO
Se a irritação já se te fez um hábito, pensa nas desvantagens dela para que te livres de semelhante desajuste espiritual.
Ora, pedindo à Divina Providência a força precisa a fim de que te resguardes na tolerância.
Imagina o azedume como sendo um espinheiro magnético, arremessando raios de energia destruidora em todas as direções.
A intemperança mental nunca auxilia a ninguém.
Uma frase carregada de aspereza, na maioria dos casos, pode ser figurada como sendo murro no rosto das melhores oportunidades que te procuram.
Ânimo violento apenas agrava situações e complica problemas.
O costume de enraivecer-se é um predisponente a moléstias de trato difícil.
Condenação não edifica.
Ainda que o coração se te mostre ferido, conversa com serenidade e esclarece com paciência.
Um gesto de gentileza opera prodígios.
Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. In: CALMA
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
A MELODIA DO SILÊNCIO
Na fase terminal de nossas tarefas na noite
de 10 de junho de 1954, tivemos a afetuosa
visita de Meimei, a nossa companheira de
sempre, que, utilizando os recursos psicofônicos
do médium, falou-nos sobre os méritos do
silêncio, em nossa construção espiritual.
Repara a melodia do silêncio nas criações
divinas.
No Céu, tudo é harmonia sem ostentação de
força.
O Sol brilhando sem ruído...
Os mundos em movimento sem desordem...
As constelações refulgindo sem
ofuscar-nos...
E, na Terra, tudo assinala a música do
silêncio, exaltando o amor infinito de Deus.
A semente germinando sem bulício...
A árvore ferida preparando sem revolta o
fruto que te alimenta...
A água que hoje se oculta no coração da
fonte, para dessedentar-te amanhã...
O metal que se deixa plasmar no fogo
vivo, para ser-te mais útil.
O vaso que te obedece sem refutar-te as
ordens...
Que palavras articuladas lhes definiriam
a grandeza?
É por isso que o Senhor também nos
socorre, através das circunstâncias que não falam, por intermédio do tempo, o
sábio mudo.
Não quebres a melodia do silêncio, onde
tua frase soaria em desacordo com a Lei de Amor que nos governa o caminho!
Admira cada estrela na luz que lhe é própria...
Aproveita cada ribeiro em seu nível...
Estende os braços a cada criatura dentro
da verdade que lhe corresponda à compreensão...
Discute aprendendo, mas, porque desejes
aprender, não precisas ferir.
Fala auxiliando, mas não te antecipes ao
juízo superior, veiculando o verbo à maneira do azorrague inconsciente e
impiedoso.
«Não saiba tua mão esquerda o que deu a
direita» — disse-nos o Senhor.
Auxilia sem barulho onde passes.
Recorda a ilimitada paciência do Pai
Celestial para com as nossas próprias faltas e ajudemos, sem alarde, ao
companheiro da romagem terrestre que, muitas vezes, apenas aguarda o socorro de
nosso silêncio, a fim de elevar-se à comunhão com Deus.
Do livro: Instruções Psicofônicas, Médium: Francisco Cândido Xavier
terça-feira, 27 de outubro de 2026
NO FUTURO
“E não mais ensinará cada um a
seu próximo,nem cada um a seu irmão,
dizendo: – Conhece oSenhor! Porque todos me
conhecerão, desde omenor deles até ao maior.”
Paulo (Hebreus, 8:11)
Quando o
homem gravar na própria alma
Os parágrafos
luminosos da Divina Lei,
O
companheiro não repreenderá o companheiro,
O irmão
não denunciará outro irmão.
O cárcere
cerrará suas portas,
Os
tribunais quedarão em silêncio.
Canhões
serão convertidos em arados,
Homens de
armas volverão à sementeira do solo.
O ódio
será expulso do mundo,
As
baionetas repousarão,
As
máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,
Mas
cuidarão pacificamente do progresso planetário.
A justiça
será ultrapassada pelo amor.
Os filhos
da fé não somente serão justos,
Mas bons,
profundamente bons.
A prece
constituir-se-á
de alegria
e louvor
E as casas
de oração estarão consagradas ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação
da Lei
Viverá nos
atos e pensamentos de todos,
Porque o
Cordeiro de Deus
Terá
transformado o coração de cada homem
Em
tabernáculo de luz eterna,
Em que o
seu Reino Divino
Resplandecerá
para sempre.
Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
PROVAÇÕES DOS ENTES QUERIDOS
Não temos pela frente tão-só as
nossas dificuldades, mas igualmente as dificuldades das pessoas queridas, pela
quais, muitas vezes, sofremos muito mais que por nós próprios.
Forçoso,
porém, anotar que, em nos interessando pelo apoio aos entes queridos, nunca
estamos a sós, porquanto Deus, que no-los emprestou ao convívio, permanece
velando sem olvidá-los.
Nos dias de
cinza e sombra da provação, doemos aos entes amados o melhor de nossa ternura,
mas evitemos insuflar-lhes pessimismo ou desconfiança, ansiedade ou
inquietação.
Se nos pedem
conselhos, não descambemos para sugestões pessoais, e sim, ajudemo-los a buscar
a Inspiração Divina, através da prece, porque Deus lhes conhece as necessidades
e lhes traçará seguro roteiro ao comportamento.
Se doentes,
mais que justo lhes ministremos assistência e carinho; todavia, empenhemo-nos
em guiar-lhes o pensamento para o otimismo, convencidos de que Deus lhes
resguarda a existência em cada batimento do coração.
Se
empreendem mudanças em seu próprio caminho, abstenhamo-nos de interferir nas
decisões que assumam, e sim, em vez disso, diligenciemos abençoar-lhes os
planos de renovação e melhoria, compreendendo que a Divina Providência vigia
sobre nós, orientando-nos os passos.
Se resvalam
em duras provas, trabalhemos por aliviá-los e libertá-los, que isso é dever
nosso, mas sem tortura-los com a nossa inconformidade e aflição, na certeza de
que Deus não está ausente do quinhão de lutas regenerativas ou edificantes que
nos cabem a todos, em certas faixas de tempo.
Auxiliemos
nossos entes queridos a serem autênticos, como são e como devem ser perante a
vida.
Indiscutivelmente, tanto quanto irrompem problemas em nossa estrada, inúmeros
outros problemas aparecem no campo de ação daqueles que mais amamos; no
entanto, a fim de ampará-los com eficiência e segurança, atuemos em favor
deles, em bases de equilíbrio e de amor, reconhecendo que não estamos sozinhos
na empresa socorrista, de vez que, muito antes de nós, Deus estava e continua a
estar no caso de cada um.
(De “Alma e Coração”. Francisco
Cândido Xavier por Emmanuel)
domingo, 25 de outubro de 2026
A PALAVRA DA CRUZ
“Porque a palavra da cruz é loucura para os
que perecem, mas para nós que somos
salvos é o poder de Deus.”
– Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 1:18)
A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos.
Do Calvário desceu para o mundo uma voz, a princípio
desagradável e incompreensível.
No martirológio do Mestre situavam-se todos os argumentos
de negação superficialmente absoluta.
O abandono completo dos mais amados.
A sede angustiosa.
Capitulação irremediável.
Perdão espontâneo que expressava humilhação plena.
Sarcasmo e ridículo entre ladrões.
Derrota sem defensiva.
Morte infamante.
Mas o Cristo usa o fracasso aparente para ensinar o
caminho da Ressurreição Eterna, demonstrando que o “eu” nunca se dirigirá para
Deus, sem o aprimoramento e sem a sublimação de si próprio.
Ainda hoje, a linguagem da cruz é loucura para os que
permanecem interminavelmente no círculo de reencarnações de baixo teor
espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão mancomunar-se com a
morte, exterminando as mais belas florações do sentimento.
Dominam a muitos, incapazes do próprio domínio, ajuntam
tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões obcecantes em
que sucumbem, vezes sem conta, à maneira da aranha encarcerada nas próprias
teias.
Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na
carne e ele nos classificará à conta de loucos, mas todos nós, que temos sido
salvos de maiores quedas pelos avisos da fé renovadora, estamos informados de
que, nos supremos testemunhos, segue o discípulo para o Mestre, quanto o Mestre
subiu para o Pai, na glória oculta da crucificação.
Fonte Viva. Francisco C Xavier por
Emmanuel
sábado, 24 de outubro de 2026
NÓS E O MUNDO
“Dai-vos e ser-vos-á dado” -
JESUS – LUCAS, 6; 38.
“Vós, porém, que vos retirais do mundo,
para lhe evitar as seduções e viver no
insulamento,
que utilidade tendes na Terra?
Onde a vossa coragem nas provações,
uma vez que fugis à luta e desertais do
combate?
Cap. V, 26”
Muitos religiosos afirmam que o mundo é poço de tentações e culpas, procurando
o deserto para acobertar a pureza, entretanto, mesmo aí, no silencioso retiro
em que se entregam a perigoso ócio da alma, por mais humildes se façam, comem
os frutos e vestem a estamenha que o mundo lhes oferece.
Muitos escritores alegam que o mundo é vasto arsenal de incompreensão e
discórdia, viciação e delinquência, como quem se vê diante de um serpentário,
contudo, é no mundo que recolhemos precioso material em que gravam as próprias
ideias e encontram os leitores que lhes compram os livros.
Muitos pregadores clamam que o mundo é vale de malícia e perversidade, qual se
as criaturas humanas vivessem mergulhadas em piscina de lodo, todavia, é no
mundo que adquirem os conhecimentos com que ornam o próprio verbo e acham os
ouvintes que lhes registram respeitosamente a palavra.
Muitas pessoas dizem que o mundo é antro de perdição em que as trevas do mal
senhoreiam a vida, no entanto, é no mundo que receberam o regaço materno para
tomarem o arado da experiência e é no mundo que se nutrem confortavelmente a
fim de demandarem mais altos planos evolutivos.
O mundo, porém, obra-prima da Criação, indiferentes às acusações gratuitas que
lhe são desfechadas, prossegue florindo e renovando, guiando o progresso e
sustentando as esperanças da Humanidade.
*
Fugir de trabalhar e sofrer no mundo, a título de resguardar a virtude, é
abraçar o egoísmo mascarado de santidade.
O aluno diplomado em curso superior não pode criticar a bisonhice das mentes
infantis, reunidas nas linhas primárias da escola.
Os bons são realmente bons se amparam os menos bons.
Os sábios fazem jus à verdadeira sabedoria se buscam dissipar a névoa da
ignorância.
O Espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar.
Doemos, pois, ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele,
compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e
desajustes que estão em nós.
De “Livro
da Esperança”
de
Francisco Cândido Xavier
pelo
Espírito Emmanuel
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
MÃOS À OBRA
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos
ajuntais, cada um de vós tem doutrina,
tem revelação, tem língua, tem
interpretação.
Faça-se tudo para edificação.”
– Paulo (1ª Epístola aos Coríntios, 14:26)
A igreja de Corinto lutava com certas dificuldades mais fortes, quando
Paulo lhe escreveu a observação aqui transcrita.
O conteúdo da carta apreciava diversos problemas espirituais dos
companheiros do Peloponeso, mas podemos insular o versículo e aplicá-lo a
certas situações dos novos agrupamentos cristãos, formados no ambiente do
Espiritismo, na revivescência do Evangelho.
Quase sempre notamos intensa preocupação nos trabalhadores, por novidades
em fenomenologia e revelação.
Alguns núcleos costumam paralisar atividades quando não dispõem de médiuns
adestrados.
Por quê?
Médium algum solucionará, em definitivo, o problema fundamental da
iluminação dos companheiros.
Nossa tarefa espiritual seria absurda se estivesse circunscrita à
freqüência mecânica de muitos, a um centro qualquer, simplesmente para
assinalarem o esforço de alguns poucos.
Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a
todos e que é imprescindível se movimente cada qual no serviço edificante que
lhe compete. Ninguém alegue ausência de novidades, quando vultosas concessões
da esfera superior aguardam a firme decisão do aprendiz de boa-vontade, no
sentido de conhecer a vida e elevar-se.
Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar
e de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da
luz, no aperfeiçoamento indispensável.
Pão
Nosso. Francisco C. Xavier por Emmanuel
TÓPICOS DA IRRITAÇÃO
Se a irritação já se te fez um hábito, pensa nas desvantagens dela para que te livres de semelhante desajuste espiritual. Ora, pedindo à ...
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“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre.” – Paulo. (Filipenses, 4:20) Quando o vaso se retirou da cerâmi...
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“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.” - Jesus. (Lucas, 13:24) ...
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“Ora, temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão.” – João: I JOÃO, 4:21 Construirá...

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