quinta-feira, 16 de abril de 2026

OBJETIVO DA FÉ

 

“Alcançando o fim da vossa fé, que é a

salvação das vossas almas.”

– Pedro. (I Pedro, 1:9)


“Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?” Esta é a interrogação que todos os crentes deveriam formular a si mesmos, frequentemente.

O trabalho de auto esclarecimento abriria novos caminhos à visão espiritual.

Raramente se entrega o homem aos exercícios da fé, sem espírito de comercialismo inferior. Comumente, busca-se o templo religioso com a preocupação de ganhar alguma coisa para o dia que passa.

Raciocínios elementares, contudo, conduziriam o pensamento a mais vastas ilações.

Seria a crença tão-somente recurso para facilitar certas operações mecânicas ou rudimentares da vida humana? Os irracionais, porventura, não as realizam sem maior esforço? Nutrir-se, repousar, dilatar a espécie, são característicos dos próprios seres embrionários.

O objetivo da fé constitui realização mais profunda. É a “salvação” a que se reporta a Boa Nova, por excelência. E como Deus não nos criou para a perdição, salvar, segundo o Evangelho, significa elevar, purificar e sublimar, intensificando-se a iluminação do espírito para a Vida Eterna.

Não há vitória da claridade sem expulsão das sombras, nem elevação sem suor da subida.

A fé representa a bússola, a lâmpada acesa a orientar-nos os passos através dos obstáculos; localizá-la em ângulos inferiores do caminho é um engano de consequências desastrosas, porque, muito longe de ser uma alavanca de impulsão para baixo, é asa libertadora a conduzir para cima.

  

 

 

Vinha de Luz. Francisco C Xavier por Emmanuel

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A MELHOR MEDIDA


"Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita,
para que sejais perfeitos e completos,
sem falar em coisa alguma."
(TIAGO, 1:4)

Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, a cada dia.

Mais que os micróbios patogênicos a assaltarem-te os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.

Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da irritação de familiares incompreensivos.

Prestas longas explicações a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsine a palavra, complicando as questões em torno...

Movimentas correção e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda a crítica, aparece alguém arrastando-te o coração ao mercado da injúria...

Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos...

Entretanto, há frente de toda a dificuldade não te lastimes, nem desfaleças...

Para toda a perturbação, a paciência é a melhor medida.

Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.

Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.

Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.

Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.

Em todas as dores, arrima-te à paciência.

Em todo o embaraço, espera com paciência.

Todo o progresso humano surge da paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.


 

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel
In: Palavras de Vida Eterna)

terça-feira, 14 de abril de 2026

RENOVEMO-NOS DIA-A-DIA


“Transformai-vos pela renovação de vossa mente,

para que proveis qual é a boa,

agradável e perfeita vontade de Deus.”

Paulo. (Romanos, 12:2)

 

Não adianta a transformação aparente da nossa personalidade na feição exterior.

Mais títulos, mais recursos financeiros, mais possibilidades de conforto e maiores considerações sociais podem ser simples agravo de responsabilidade.

Renovemo-nos por dentro.

É preciso avançar no conhecimento superior, ainda mesmo que a marcha nos custe suor e lágrimas.

Aceitar os problemas do mundo e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa serenidade, é a fórmula justa de aquisição do discernimento.

Dor e sacrifício, aflição e amargura, são processos de sublimação que o Mundo Maior nos oferece, a fim de que a nossa visão espiritual seja acrescentada.

Facilidades materiais costumam estagnar-nos a mente, quando não sabemos vencer os perigos fascinantes das vantagens terrestres.

Renovemos nossa alma, dia a dia, estudando as lições dos vanguardeiros do progresso e vivendo a nossa existência sob a inspiração do serviço incessante.

Apliquemo-nos à construção da vida equilibrada, onde estivermos, mas não nos esqueçamos de que somente pela execução de nossos deveres, na concretização do bem, alcançaremos a compreensão da vida e, com ela, o conhecimento da “perfeita vontade de Deus”, a nosso respeito.


 


Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

segunda-feira, 13 de abril de 2026

ANOTAÇÕES DA FÉ


Se queres elevar-te e engrandecer a vida,
Alma querida, escuta:
De tudo o que produz, serve, ampara e abençoa,
Nada existe sem luta.


Árvore alguma, seja em qualquer parte,
Fornecendo socorro e espalhando alimento,
Cresceu e se formou para doar-se à gleba,
Sem chicotes do vento.


Se talhada em madeira, a mesa que te apóia
O pão de cada dia
Foi nobre vegetal arrebatado à gleba
Para agüentar a serraria.


Pedra que te suporta a residência,
Resguardando o equilíbrio que a domina,
Passou por marteladas muitas vezes,
A fim de se ajustar a disciplina.


Quem sonhe paraíso de alegria
Sem sair de poltronas e almofadas,
Quem foge de ser útil, quem se omite,
Olhe as águas paradas.


Quem reclama sucesso sem controle,
Menosprezando o sentimento alheio,
Assista a uma corrida em que se note
Algum carro sem freio.


Sem participação, sem sacrifício,
A construção da paz jamais se apruma,
Sem canseira não há felicidade,
Nem se obtém conquista alguma.


Alma querida, serve, ama e confia,
Ajuda para o bem seja a quem for,
Trabalho é luz de Deus a burilar-nos
Para o Reino do Amor.

 



Francisco Cândido Xavier por Maria Dolores. In: A vida conta

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O IRMÃO



“A caridade é sofredora, é benigna;
a caridade não é invejosa, não trata com
leviandade, não se ensoberbece.”
– Paulo. (I Coríntios, 13:4)
 

Quem dá para mostrar-se é vaidoso.

Quem dá para torcer o pensamento dos outros, dobrando-o aos pontos de vista que lhe são peculiares, é tirano.

Quem dá para livrar-se do sofredor é displicente.

Quem dá para exibir títulos efêmeros é tolo.

Quem dá para receber com vantagens é ambicioso.

Quem dá para humilhar é companheiro das obras malignas.

Quem dá para sondar a extensão do mal é desconfiado.

Quem dá para afrontar a posição dos outros é soberbo.

Quem dá para situar o nome na galeria dos benfeitores e dos santos é invejoso.

Quem dá para prender o próximo e explorá-lo é delinqüente potencial.

Em todas essas situações, na maioria dos casos, quem dá se revela um tanto melhor que todo aquele que não dá, de mente cristalizada na indiferença ou na secura; todavia, para aquele que dá, irradiando o amor silencioso, sem propósitos de recompensa e sem mescla de personalismo inferior, reserva o Plano Maior o título de Irmão.

 

 

Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

terça-feira, 7 de abril de 2026

PALAVRA ESCRITA


“Examinai tudo. Retende o bem”
– Paulo (I TESSALONICENSES, 5:21)
  

Disse o apóstolo Paulo: – “examinai tudo”, mas não se esqueceu de acrescentar: – retende o bem”.

Muita gente se prevalece do texto para afirmar que os aprendizes do Evangelho devem ler indiscriminadamente, ainda mesmo quando se trate de ingerir os corrosivos da opinião em letras de jornal ou as fezes do pensamento em forma de livro.

Sim, é natural que a mente amadurecida e equilibrada possa ler tudo e tudo observar, mas não é aconselhável que as crianças e os doentes, os fracos e alienados potenciais da razão tudo experimentem e tudo vejam.

Sabiamente, a Lei Divina dispõe sobre o assunto, sugerindo o levantamento de zonas indispensáveis à justa segregação.

Meninos encontram lares e escolas a fim de que se habilitem para as lutas da vida.

Doentes são encaminhados ao hospital para que se refaçam. Loucos se candidatam aos serviços do manicômio em busca de reequilíbrio. Criaturas fracas que o crime assinalou com estigmas dolorosos recolhem-se à penitenciária em cuja aspereza se reajustam.

Assim, pois, se te reconheces em plenitude de robustez espiritual, analisa tudo, sabendo que é preciso reter o bem capaz de ajudar na edificação ou na cura dos outros.

Se possuis o necessário discernimento e se dispões do tempo preciso, lê tudo, usando o crivo da compreensão e da utilidade, mas não olvides escolher o que seja bom e apenas prestigiar o que seja bom, em favor daqueles que ainda não pensam com segurança quanto já podes pensar.


 
 
Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.
In: Palavras de Vida Eterna

segunda-feira, 6 de abril de 2026

ANIMOSIDADE


        Viceja, ao lado da simpatia, no sentimento humano, a animosidade.
        Reação psíquica, vinculada a vários fatores, atormenta a quem lhe padece o cerco e aflige a quem se lhe faz vítima, 
conduzindo-a n'alma.
        Pode originar-se na competição inconsciente, quanto na inveja dissimulada, imiscuindo-se em várias expressões do 
comportamento, que envenena, a cada passo.
        Toma a si a tarefa malsã de fiscal impenitente, perseguindo, à socapa, no disfarce da maledicência constante ou da 
crítica mordaz, não raro investindo com rigor em constante acusação.
        Não desculpa os que lhe caem sob o talante, quando estes erram, nem permite que eles acertem, seguindo em paz.
        Ante a atitude correta, dissemina a dúvida; em face do erro agride, insensata, quando de todos é o dever de ajudar.
        Nunca te subordines às suas amarras.
        Jamais a apliques contra alguém.
* * *
        A animosidade é fator de desequilíbrio, sendo, já, manifestação alienadora.
        Se lhe sentes as farpas, arrojadas por alguém que te antipatiza, luta para não revidar à agressão.
        Não te deixes sintonizar nas faixas mentais em que se demoram os que se te apresentam animosos.
        Procura ser gentil com eles, sem que te atormentes por conquistá-los.
        Eles estão contra ti, impedindo-se cordialidade para contigo.
        Não intentes vencê-los no tentame, a fim de que não te detenhas com eles.
        Usa da afabilidade sem ser pusilânime.
        O tempo logrará despertá-los, conduzindo-os corretamente.
* * *
        Ninguém pretenda a simpatia geral.
        Sempre há alguém que postula noutros conhecimentos, comportando-se de forma diversa ou que prefere, simplesmente, 
a atitude contrária.
        Mesmo nas fileiras dos ideais que esposas, defrontá-los-ás.
        Alguns não se dão conta que estão teledirigidos por outras mentes atormentadas interessadas no programa do divisionalismo, 
da perturbação.
        Prossegue, porém, no teu caminho, vinculado ao compromisso que abraças, sem valorizar em demasia a animosidade dos 
insensatos.
        Se souberes retirar a parte melhor do problema, a antipatia deles te ajudará a errar menos, porque, perseguido e vigiado, 
procurarás produzir com mais estímulo para o bem e para melhor.
* * *
        A Sócrates, os adversários deram o vaso de cicuta, não porque ele necessitasse de punição, mas porque não o podiam submeter 
aos seus caprichos.
        A Jesus, que também não se furtou à animosidade da sua época nem dos seus contemporâneos, ofereceram a cruz, numa tentativa 
de aniquilá-lo, sem, no entanto, perceberem que a trave horizontal fora transformada em asa de vitória e a vertical, em apoio para todos 
os ideais de enobrecimento da Humanidade como símbolo de perene vitória para quem almeja a glória espiritual.




(De  “Oferenda”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

OBJETIVO DA FÉ

  “Alcançando o fim da vossa fé, que é a salvação das vossas almas.” – Pedro. (I Pedro, 1:9) “Qual a finalidade do esforço religioso...