terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

COM JESUS


    A renúncia será um privilégio para você. 
    O sofrimento glorificará sua vida. 
    A prova dilatará seus poderes. 
    O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho. 
    O sacrifício sublimará seus impulsos. 
    A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma. 
    A calúnia lhe honrará a tarefa. 
    A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos. 
    A angústia purificará suas esperanças. 
    O mal convocará seu espírito à prática do bem. 
    O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor. 
    A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.

 


Francisco Cândido  Xavier por André Luiz. In:  Agenda Cristã

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ASPECTOS DA DOR

 
 

Os soluços de dor são compreensíveis até o ponto em que não atingem a fermentação da revolta, porque, depois disso, se convertem todos eles em censura infeliz aos planos do Céu.

*

A enfermidade jamais erra o endereço para suas visitas.

*

As lágrimas, em verdade, são iguais às palavras. Nenhuma existe destituída de significação.

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Somente chega a entender a vida quem compreende a dor.

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A evolução regula também o sofrimento das criaturas e nelas se evidencia mais superficial ou mais profunda, conforme o aprimoramento de cada uma.

*

Se você pretende vencer, não menospreze a possibilidade de amargar, algumas vezes, a aflição da derrota como lição no caminho para o triunfo.

*

Aprende melhor quem aceita a escola da provação, porquanto, sem ela, os valores da experiência permaneceriam ignorados.

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A dor não provém de Deus, de vez que, segundo a Lei, ela é uma criação de quem a sofre.

André Luiz

       

Livro: Estude e Viva

Francisco Cândido Xavier, Waldo Vieira,

pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

domingo, 1 de fevereiro de 2026

PORTA ESTREITA

 

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque

eu vos digo que muitos procurarão entrar,

e não poderão.” - Jesus. (Lucas, 13:24)


Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

“Ah! se fosse possível voltar!...” - pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros!...

Mas... é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

 

  

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Vinha de Luz

sábado, 31 de janeiro de 2026

NA SENDA ESCABROSA

  

“Nunca te deixarei, nem te desampararei.”

– Paulo. (Hebreus, 13:5)


A palavra do Senhor não se reporta somente à sustentação da vida física, na subida pedregosa da ascensão.

Muito mais que de pão do corpo, necessitamos de pão do espírito.

Se as células do campo fisiológico sofrem fome e reclamam a sopa comum, as necessidades e desejos, impulsos e emoções da alma provocam, por vezes, aflições desmedidas, exigindo mais ampla alimentação espiritual.

Há momentos de profunda exaustão em nossas reservas mais íntimas.

As energias parecem esgotadas e as esperanças se retraem apáticas. Instala-se a sombra, dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.

E qual acontece à Natureza, sob o manto noturno, embora guardemos fontes de entendimento e flores de boa-vontade, na vasta extensão do nosso país interior, tudo permanece velado pelo nevoeiro de nossas inquietações.

O Todo-Misericordioso, contudo, ainda aí, não nos deixa completamente relegados à treva de nossas indecisões e desapontamentos. Assim como faz brilhar as estrelas fulgurantes no alto, desvelando os caminhos constelados do firmamento ao viajor perdido no mundo, acende, no céu de nossos ideais, convicções novas e aspirações mais elevadas, a fim de que nosso espírito não se perca na viagem para a vida superior.

“Nunca te deixarei, nem te desampararei” – promete a Divina Bondade.

Nem solidão, nem abandono.

A Providência Celestial prossegue velando...

Mantenhamos, pois, a confortadora certeza de que toda tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e de que não existe noite sem alvorecer.

 

 

 

Livro: Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

VOCÊ E OS OUTROS


  

Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.

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Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

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A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

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Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

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Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

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Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

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Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

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Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

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Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.

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Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.

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Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

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Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

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Faça amizades desinteressadamente.

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Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.

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Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

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Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.

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Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

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Seja comunicativo.

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Sorria à criança.

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Cumprimente o velhinho.

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Converse com o doente.

*

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

 

 

Francisco Cândido Xavier por André Luiz. In: Apostilas da Vida

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

BUSQUEMOS A ETERNIDADE


“... ainda que o homem exterior se corrompa,

o interior, contudo, se renova dia a dia.”

– Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 4:16)

 

Não te deixes abater, ante as alterações do equipamento físico.

Busquemos a Eternidade.

Moléstias não atingem a alma, quando não se filiam aos remorsos da consciência.

A velhice não alcança o espírito, quando procuramos viver segundo a luz da imortalidade.

Juventude não é um estado da carne.

Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de pavorosas ruínas.

Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter.

O espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.

Recorda que o estágio na Terra é simples jornada espiritual.

Assim como o viajante usa sandálias, gastando-as pelo caminho, nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha ascensional para a Grande Luz.

Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo, e nosso espírito, ainda mesmo nas mais avançadas provas da enfermidade ou da senectude, será como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.


 

Livro: Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

AFIRMAÇÃO E AÇÃO


 
“Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer
eu a vontade daquele que me enviou,
e cumprir a sua obra.” - (João, 4:34)

Aqui e ali, encontramos crentes do Evangelho invariavelmente prontos a alegar a boa intenção de satisfazer os ditames celestiais. Entregam-se alguns à ociosidade e ao desânimo e, com manifesto desrespeito às sagradas noções da fé, asseguram ao amigo ou ao vizinho que vivem atendendo às determinações do Todo-Poderoso.

Não são poucos os que não preveem, nem providenciam a tempo e, quando tudo desaba, quando as forças inferiores triunfam, eis que, em lágrimas, declaram que foram obedecidas as ordens do Altíssimo.

No que condiz, porém, com a atuação do Pai, urge reconhecer que, se há manifestação de sua vontade, há, simultaneamente, objetivo e finalidade que lhe são consequentes.

Programa elevado, sem concretização, é projeto morto.

Deus não expressaria propósitos a esmo.

Em razão disso, afirmou Jesus que vinha ao mundo fazer a vontade do Pai e cumprir-lhe a obra.

Segundo observamos, não se reportava somente ao desejo paternal, mas igualmente à execução que lhe dizia respeito.

Não é razoável permanecer o homem em referências infindáveis aos desígnios do Alto, quando não cogita de materializar a própria tarefa.

O Pai, naturalmente, guarda planos indevassáveis acerca de cada filho. É imprescindível, no entanto, que a criatura coopere na objetivação dos propósitos divinos em si própria, compreendendo que se trata de lamentável abuso muita alusão à vontade de Deus quando vivemos distraídos do trabalho que nos compete.

 

Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

COM JESUS

    A renúncia será um privilégio para você.      O sofrimento glorificará sua vida.      A prova dilatará seus poderes.      O trabalho ...