sexta-feira, 21 de agosto de 2026

PERSEVERANÇA


        Perseverança é a capacidade de esforço sustentador.
        É a confirmação do “querer é poder”.
        Sem perseverança tudo tende a se desmoronar, a cair de nossas mãos.
        Quando temos um ideal, o primeiro passo é materializá-lo.
        Começar já é meio caminho andado.
Obstáculos, dificuldades, críticas, isto certamente encontraremos pelo frente. Para o verdadeiro idealista, esses empecilhos são desafios que ele se dispõe a vencer, e lhe servem até de estímulo e convite à luta.
        O idealista é um desbravador por excelência; nunca espera que a situação o favoreça, pois ele mesmo faz a situação surgir, não esperando que ela venha ao seu encontro.
        O entusiasmo dos idealistas lhes confere as nobre liderança dos espíritos que vieram para abrir caminho e marchar à frente dos menos ousados e dos ainda incapazes de perceber a necessidade das transformações e inovações necessárias.
        No entanto, cada um de nós traz uma incumbência que terá de ser executada pelo próprio. Ninguém poderá realizar a tarefa de ninguém. Somos responsáveis por todos os nossos atos, que se tornam o resultado natural das nossas ações; e por estas responderemos, queiramos ou não.
        O líder tem a incumbência de mostrar o caminho, mas quanto aos esforços de abri-lo, é tarefa que compete a todos, bem como a energia para percorrê-lo.
        A perseverança em conseguir deverá nascer em cada viajor. Aquele que parar será esquecido, e cairá em aflição, enquanto os demais avançam e se adiantam em qualidades, mantendo a paz de espírito dos que cumpriram bem os seus deveres. Os negligentes não podem acusar ninguém pelos seus infortúnios.
        Se o cansaço se apossar de nós, se nos faltarem as forças, apelemos para Deus, rogando-lhe ajuda, e um cirineu surgirá, ajudando a erguer-nos e nos incentivando a prosseguir.
        Se permanecermos inertes, lamentando-nos, as oportunidades ficarão perdidas, e só nos restará, com pesar, assistir a vitória dos que perseveraram.
        Quereríamos, acaso, tornarmo-nos vítimas, fazendo dos nossos problemas uma carga para outros carregarem sobre os ombros? E o nosso mérito, onde entraria?
        Perseveremos, caros companheiros, em nossa boa disposição de alcançarmos a meta para que viemos, e a paz será conosco.




(Livro: A VERDADE E A VIDA, de Cenyra Pinto)

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

RAZÃO DOS APELOS


“Pelo que, sendo chamado, vim sem contradizer.
Pergunto pois: por que razão mandastes chamar-me?”
Pedro (Atos, 10:29)

A pergunta de Pedro ao centurião Cornélio é traço de grande significação nos atos apostólicos.

O funcionário romano era conhecido por suas tradições de homem caridoso e reto, invocava a presença do discípulo de Jesus atendendo a elevadas razões de ordem moral, após generoso alvitre de um emissário do Céu e, contudo, atingindo-lhe o círculo doméstico, o ex-pescador de Cafarnaum interroga, sensato:

– “Por que razão mandastes chamar-me?”

Simão precisava conhecer as finalidades de semelhante exigência, tanto quanto o servidor vigilante necessita saber onde pisa e com que fim é convocado aos campos alheios.

Esse quadro expressivo sugere muitas considerações aos novos aprendizes do Evangelho.

Muita gente, por ouvir referências a esse ou àquele Espírito elevado costuma invocar-lhe a presença nas reuniões doutrinárias.

A resolução, porém, é intempestiva e desarrazoada.

Por que reclamar a companhia que não merecemos?

Não se pode afirmar que o impulso se filie à leviandade, entretanto, precisamos encarecer a importância das finalidades em jogo.

Imaginai-vos chamando Simão Pedro a determinado círculo de oração e figuremos a aquiescência do venerável apóstolo ao apelo. Naturalmente, sereis obrigados a expor ao grande emissário celestial os motivos da requisição. E, pautando no bom senso as nossas atitudes mentais, indaguemos de nós mesmos se possuímos bastante elevação para ver, ouvir e compreender-lhe o espírito glorioso.

Quem de nós responderá afirmativamente? Teremos, assim, suficiente audácia de invocar o sublime Cefas, tão somente para ouvi-lo falar?


Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

PERANTE A MULTIDÃO

 

“E outros, zombando, diziam: Estão cheios
de mosto.” - (Atos, 2:13)

A lição colhida pelos discípulos de Jesus, no Pentecostes, ainda é um símbolo vivo para todos os aprendizes do Evangelho, diante da multidão.

A revelação da vida eterna continua em todas as direções.

Aquele “som como de um vento veemente e impetuoso” e aquelas “línguas de fogo” a que se refere a descrição apostólica, descem até hoje sobre os continuadores do Cristo, entre os filhos de todas as nações.

As expressões do Pentecostes dilatam-se, em todos os países, embora as vibrações antagônicas das trevas.

Todavia, para milhares de ouvintes e observadores apenas funcionam alguns raros apóstolos, encarregados de preservarem a divina luz.

Realmente, são inumeráveis aqueles que, consciente ou inconscientemente, recebem os benefícios da celeste revelação; entretanto, não são poucos os zombadores de todos os tempos, dispostos à irreverência e à ironia, diante da verdade.

Para esses, os leais seguidores do Mestre estão embriagados e loucos. Não compreendem a humildade que se consagra ao bem, a fraternidade que dá sem exigências descabidas e a fé que confia sempre, não obstante as tempestades.

É indispensável não estranhar o assédio desses pobres inconscientes, se te dispões, efetivamente, a servir ao Senhor da Vida. Cercar-te-ão o trabalho, acusando-te de bêbado; criticar-te-ão as atitudes, chamando-te covarde; escutar-te-ão as palavras de amor, conservando a ironia na boca. Para eles, a tua abnegação será envilecimento, a tua renúncia significará incapacidade, a tua fé será interpretada à conta de loucura.

Não hesites, porém, no espírito de serviço. Permaneces, como os primeiros apóstolos, nas grandes praças, onde se acotovelam homens e mulheres, ignorantes e sábios, velhos e crianças...

Aperfeiçoa tuas qualidades de recepção, onde estiveres, porque o Senhor te chamou para intérprete de Sua Voz, ainda que os maus zombem de ti.

 

 

Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

terça-feira, 11 de agosto de 2026

PARÁBOLA DO FERMENTO


 
“O Reino dos Céus é semelhante ao fermento,
que uma mulher tomou e escondeu em
três medidas de farinha, até ficar toda ela levedada.”
(Mateus, XIII, 33 – Lucas, XIII, 20-21.)

 
          Não há quem ignore o processo da panificação. Lança-se um tanto de fermento na massa de farinha, mistura-se e espera-se que fique toda levedada, para o que muito concorre o calor.
        Aparentemente, quem vê a massa não diz que tem fermento; entretanto, depois de algumas horas, a própria massa levedada acusa a presença do mesmo.
        Assim é o Reino dos Céus: o homem não se pode transformar, de simples e ignorante, em elevado e sábio de um momento para outro, como o levedo não transforma a farinha na mesma hora em que nela é posto.
        Aos poucos, à medida que ouve a voz dos profetas, a palavra dos emissários do Alto, a inteligência do homem se vai esclarecendo e o seu Espírito se transforma: ele assimila o Reino dos Céus, que à prima facie lhe pareceu um enigma, mas depois se lhe apresentou positivo, racional, lógico.
        Quem diria que uma só medida de fermento, em três medidas de farinha, leveda a mesma? É preciso, porém, lembrar que o calor, não só na farinha para o pão, como também no homem, para a transformação de Espíritos, é indispensável. E este calor pode traduzir-se na atividade que empregamos para o progresso que somos chamados a conquistar.

 

 


(Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus, de Cairbar Schutel)

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PODANDO IRRITAÇÕES

 

Se ainda trazes, porventura, o hábito de encolerizar-te, se já consegues reconhecer-lhe os prejuízos, podes claramente erradicá-lo, atendendo à própria renovação.

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Inicia as atividades diárias, pensando em Deus e agradecendo as tuas possibilidades de fazer o bem.

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Medita, raciocinadamente, ante o clima de conhecimento superior que já possuis, na certeza de que te encontras na ocasião de expressar o melhor de ti mesmo.

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Pensa nos companheiros até agora capazes de induzir-te ao azedume, por irmãos nossos com qualidades, por enquanto, imperfeitas tanto quanto as nossas.

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Se algum traço de amargura se te fixa no coração relativamente ao comportamento infeliz de alguém, através de ações que consideres lesivas aos teus sentimentos, desculpa a esse alguém, procurando esquecer-lhe a falta naturalmente impensada.

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Pondera que se os outros erram, também nós erramos, bastas vezes, na condição de espíritos, ainda ligados às múltiplas faixas da evolução terrestre.

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Não te aceites por infalível, a fim de entenderes com indulgência aqueles que, acaso, te faltem à confiança.

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Reflete na intimidade do coração que ninguém consegue algo realizar sem o concurso de alguém, para que aproveites os valores maduros dos colaboradores que a Divina Providência te confiou, sem estragar-lhes os valores ainda verdes.

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Abstém-te de lastimar fracassos e dificuldades que já passaram e entrega-te à reconstrução da própria paz, em bases de serviço e discernimento.

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Não nos esqueçamos de que, nas mais complicadas circunstâncias, a vida nos requisita a prática do bem e que, por isso mesmo, qualquer ocasião, para cada um de nós, é tempo de compreender e abençoar, auxiliar e servir.


 

(De “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sábado, 8 de agosto de 2026

A LÍNGUA


Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas. 

Ponderada - favorece o juízo. 
Leviana - descortina a imprudência. 
Alegre - espalha otimismo. 
Triste - semeia desânimo. 
Generosa - abre caminho à elevação. 
Maledicente - cava despenhadeiros. 
Gentil - provoca reconhecimento. 
Atrevida - traz a perturbação. 
Serena - produz calma. 
Fervorosa - impõe a confiança. 
Descrente - invoca a frieza.



Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Xavier

Do livro Preces e Mensagens Espirituais

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

RESPONDER

 

“A vossa palavra seja sempre agradável,

temperada com sal, para que saibais

como responder a cada um.”

– Paulo. (Colossenses, 4:6)

 

 

O ato de responder proveitosamente a inteligências heterogêneas exige qualidades superiores que o homem deve esforçar-se por adquirir.

Nem todos os argumentos podem ser endereçados, indistintamente, à coletividade dos companheiros que lutam entre si, nas tarefas evolutivas e redentoras. Necessário redarguir, com acerto, a cada um. Ao que lida no campo, não devemos retrucar mencionando espetáculos da cidade; ao que comenta dificuldades ásperas do caminho individualista, não se replicará com informações científicas de alta envergadura.

Primeiramente, é imprescindível não desagradar a quem ouve, temperando a atitude verbal com a legítima compreensão dos problemas da vida, constituindo-nos um dever contribuir para que os desviados da simplicidade e da utilidade se reajustem.

Toda resposta em assunto importante é remédio. É indispensável saber dosá-lo, com vista aos efeitos. Cada criatura tolerará, com benefício, determinada dinamização. As próprias soluções da verdade e do amor não devem ser administradas sem esse critério. Aplicada em porções inadequadas, a verdade poderá destruir, tanto quanto o amor costuma perder...

Ainda que sejas interpelado pelo maior malfeitor do mundo, deves guardar uma atitude agradável e digna para informar ou esclarecer. Saber responder é virtude do quadro da sabedoria celestial. Em favor de ti mesmo, não olvides o melhor modo de atender a cada um.


 

Livro: Pão Nosso. Francisco C. Xavier por Emmanuel

PERSEVERANÇA

        Perseverança é a capacidade de esforço sustentador.         É a confirmação do “querer é poder”.         Sem perseverança tudo te...