quarta-feira, 20 de maio de 2026

EM QUE PERSEVERAS?

  

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos
e na comunhão e no partir do pão e
nas orações.” - (Atos, 2:42)

Observadores menos avisados pretendem encontrar inteira negação de espiritualidade nos acontecimentos atuais do Planeta.

Acreditam que a época das revelações sublimes esteja morta, que as portas celestiais permaneçam cerradas para sempre.

E comentam entusiasmados, como se divisassem um paraíso perdido, os resplendores dos tempos apostólicos, quando um pugilo de cristãos renovou os princípios seculares do mais poderoso império do mundo.

Asseveram muitos que o Céu estancou a fonte das dádivas, esquecendo-se de que a generalidade dos crentes entorpeceu a capacidade de receber.

Onde a coragem que revestia corações humildes, à frente dos leões do circo? onde a fé que punha afirmações imortais na boca ferida dos mártires anônimos? onde os sinais públicos das vozes celestiais? onde os leprosos limpos e os cegos curados?

As oportunidades do Senhor continuam fluindo, incessantes, sobre a Terra.

A misericórdia do Pai não mudou.

A Providência Divina é invariável em todos os tempos.

A atitude dos cristãos, na atualidade, porém, é muito diferente. Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão com o Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados “pontos de vista”, comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual.

A Bondade do Senhor é constante e imperecível. Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes.

Antes de aplaudir os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com a imutabilidade do Cristo.

 


Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

terça-feira, 19 de maio de 2026

AUXÍLIO EFICIENTE


“E abrindo a sua boca os ensinava.”
– (Mateus, 5:2)
 

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.

Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.

Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.

Quem aprimora a inteligência quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.

E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.

A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.

O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.

O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.

De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.

Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.

Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.

Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente. Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.

Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

 

Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

segunda-feira, 18 de maio de 2026

ANTE O OBJETIVO

 

“Para ver se de algum modo posso chegar
à ressurreição.” – Paulo. (Filipenses, 3:11)

 

Alcançaremos o alvo que mantemos em mira:

O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte.

O malfeitor comumente ocupa largo tempo planificando a ação perturbadora e comete o delito.

O político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre.

A mulher desprevenida, que concentra as ideias no desperdício das emoções, penetra o campo das aventuras inquietantes.

E cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.

O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz.

O delinquente, para efetuar a falta que delineia, avilta o nome.

O oportunista, para conseguir o lugar de mando, muitas vezes desfigura o caráter.

A mulher desajuizada, para alcançar fantasiosos prazeres, abdica, habitualmente, o direito de ser feliz.

Se impostos tão pesados são exigidos na Terra aos que perseguem resultados puramente inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?

O Mestre na cruz é a resposta para todos os que procuram a sublimidade da ressurreição.

Contemplando esse alvo, soube Paulo buscá-lo, através de incompreensões, açoites, aflições e pedradas, servindo constantemente, em nome do Senhor.

Se desejas, por tua vez, chegar ao mesmo destino, centraliza as aspirações no objetivo santificante e segue, com valoroso esforço, na conquista do eterno prêmio.

 

 

Fonte Viva. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 15 de maio de 2026

NOS CORAÇÕES


“Recebei-nos em vossos corações.”
Paulo (II Coríntios, 7:2)

 

Os crentes e trabalhadores do Evangelho usam diversos meios para lhe fixarem as vantagens, mas raros lhe abrem as portas da vida.

As palavras de Paulo, de Pedro, de Mateus ou de João são comumente utilizadas em longos e porfiados duelos verbais, através de contendas inúteis, incapazes de produzir qualquer ação nobre.

Recebem outros as advertências e luzes evangélicas, à maneira de negociantes ambiciosos, buscando convertê-las em fontes econômicas de grande

vulto. Ainda outros procuram os avisos divinos, fazendo valer princípios egolátricos, em polêmicas laboriosas e infecundas.

No imenso conflito das interpretações dever-se-ia, porém, acatar o pedido de Paulo de Tarso em sua segunda epístola aos Coríntios.

O apóstolo da gentilidade roga para que ele e seus companheiros de ministério sejam recebidos nos corações.

Muito diversa surgirá a comunidade cristã, se os discípulos atenderem à solicitação.

Quando o aprendiz da Boa Nova receber a visita de Jesus e dos emissários divinos, no plano interno, então a discórdia e o sectarismo terão desaparecido do continente sublime da fé.

Em razão disso, meu amigo, ainda que a maioria dos irmãos de ideal conserve cerrada a porta íntima, faze o  possível por não adiar a tranqüilidade própria.

Registra a lição do Evangelho no édito do ser. Não te descuides, relegando-a ao mundo externo, ao sabor da maledicência, da perturbação e do desentendimento. Abriga-a dentro de ti, preservando a própria felicidade. Orna-te com o brilho que decorre de sua grandeza e o Céu comunicar-se-á com a Terra,

através de teu coração.

 


Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

quinta-feira, 14 de maio de 2026

NO ERGUIMENTO DA PAZ


“Bem-aventurados os pacificadores
porque serão chamados filhos de Deus”.
– Jesus.  (Mateus, 5:9)


            Efetivamente, precisamos dos artífices da inteligência, habilitados a orientar o progresso das ciências no Planeta.
Necessitamos, porém, e talvez mais ainda, dos obreiros do bem, capazes de assegurar a paz no mundo.
Não somente daqueles que asseguram o equilíbrio coletivo na cúpula das nações, mas de quantos se consagram ao cultivo da paz no cotidiano:
            dos que saibam ouvir assuntos graves, substituindo-lhes os ingredientes vinagrosos pelo bálsamo do entendimento fraterno; dos que percebem a existência do erro e se dispõem a saná-lo, sem alargar-lhe a extensão com críticas destrutivas;
            dos que enxergam problemas, procurando solucioná-los, em silêncio, sem conturbar o ânimo alheio;
            dos que recolhem confidências aflitivas, sem passá-las adiante; dos que identificam os conflitos dos outros, ajudando-os, sem referências amargas;
            dos que desculpam ofensas, lançando-as no esquecimento;
            dos que pronunciam palavras de consolo e esperança,
edificando fortaleza e tranqüilidade onde estejam;
            dos que apagam o fogo da rebeldia ou da crueldade,
com exemplos de tolerância;
            dos que socorrem os vencidos da existência,
sem acusar os chamados vencedores;
            dos que trabalham sem criar dificuldades para os irmãos do caminho;
            dos que servem sem queixa;
            dos que tomam sobre os próprios ombros toda a carga de trabalho
que podem suportar no levantamento do bem de todos,
sem exigir a cooperação do próximo para que o bem de todos prevaleça.
                                                                   
            Paz no coração e paz no caminho.
            Bem-aventurados os pacificadores — disse-nos Jesus —
de vez que todos eles agem na vida, reconhecendo-se na condição de fiéis e valorosos filhos de Deus.


Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. In: Ceifa de Luz

terça-feira, 12 de maio de 2026

ATRITOS

 

Nos atritos do mundo,
Não te omitas. Aceita.
 
Que seria de nós,
Sem a prova que educa?
 
Pelo buril do artista,
Faz-se a pedra obra-prima.
 
A mente sem problemas
Repousaria inútil.
 
A luz do sofrimento
Vem de pranto e suor.
 
Se a provação te apura,
Rende graças a Deus.
 


De “O Essencial”. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

 

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

ORAÇÃO E RENOVAÇÃO


“Holocaustos e oblações pelo pecado não te

agradaram.” - Paulo. (Hebreus, 10:6)

 

É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.

A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.

A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.

Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.

Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.

Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.

Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.

Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.

Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.

Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.

Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.

O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a iniciativa.

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor.


Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

EM QUE PERSEVERAS?

    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão e nas orações.” - (Atos, 2:42) Observadores menos...