quinta-feira, 16 de julho de 2026

O LIVRO LIVRA

 


        Cada livro edificante é porta libertadora.
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       O livro espírita, entretanto, emancipa a alma, nos fundamentos da vida.
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       O livro científico livra da incultura, mas o livro espírita livra da crueldade, para que os louros intelectuais são se desregrem na delinquência.
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       O livro filosófico livra do preconceito, no entanto, o livro espírita livra da divagação delirante, a fim de que a elucidação não se converta em palavras inúteis.
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       O livro piedoso livra do desespero, mas o livro espírita livra da superstição, para que a fé não se abastarde em fanatismo.
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       O livro jurídico livra do desespero, mas o livro espírita livra da parcialidade, a fim de que o direito não se faça instrumento de opressão.
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       O livro técnico livra da insipiência, mas o livro espírita livra da vaidade, para que a especialização não seja manejada em prejuízo dos outros.
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       O livro de agricultura livra do primitivismo, no entanto, o livro espírita livra da ambição desvairada, a fim de que o trabalho da gleba não se envileça.
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       O livro de regras sociais livra da rudeza de trato, mas o livro espírita livra da irresponsabilidade que, muitas vezes, transfigura o lar em atormentado reduto de sofrimento.
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       O livro de consolo livra da aflição, no entanto, o livro espírita livra do êxtase inoperante, para que o reconforto não se acomode em preguiça.
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       O livro de informações livra do atraso, mas o livro espírita livra do tempo perdido, a fim de que a hora vazia não nos arraste à queda em dívidas escabrosas.
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       Amparemos o livro respeitável que é luz de hoje, no entanto, auxiliemos e divulguemos, quanto nos seja possível, o livro espírita, que é luz de hoje, amanhã e sempre.
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       O livro nobre livra da ignorância, mas o livro espírita livra da ignorância e livra do mal.


 

(Livro: Mentores e seareiros. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

quarta-feira, 15 de julho de 2026

VIVAMOS CALMAMENTE



 “Que procureis viver sossegados.”
– Paulo. (I Tessalonicenses, 4:11)
 

         Viver sossegado não é apodrecer na preguiça.
        Há pessoas, cujo corpo permanece em decúbito dorsal,  agasalhadas, contra o frio da dificuldade,
por excelentes cobertores da facilidade econômica, mas torturadas mentalmente por indefiníveis aflições.
        Viver calmamente, pois, não é dormir na estagnação.
        A paz decorre da quitação de nossa consciência para com a vida,
e o trabalho reside na base de semelhante equilíbrio.
        Se desejamos saúde, é necessário lutar pela harmonia do corpo.
        Se esperamos colheita farta, é indispensável plantar com esforço
e defender a lavoura com perseverança e carinho.
        Para garantir a fortaleza do nosso coração, contra o assédio do mal,
é imprescindível saibamos viver dentro da serenidade do trabalho
fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o bem.
        O progresso dos ímpios e o descanso dos delinqüentes são paradas de introdução
à porta do inferno criado por eles mesmos.
        Não queiras, assim, estar sossegado, sem esforço, sem luta, sem trabalho, sem problemas...
        Todavia, consoante a advertência do apóstolo, vivamos calmamente,
cumprindo com valor, boa-vontade e espírito de sacrifício, as obrigações edificantes
 que o mundo nos impõe cada dia, em favor de nós mesmos.



Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. In: Fonte Viva

terça-feira, 14 de julho de 2026

SOCORRE A TI MESMO

 

“Pregando o Evangelho do reino e curando
todas as enfermidades.” (Mateus, 9:35)

 

Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.

Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.

Medica a arritmia e a dispnéia, contudo, não entregues o coração à impulsividade arrasadora.

Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as emoções e tendências.

Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.

Melhora as condições do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.

Guerreia a hepatite, entretanto, livra o fígado dos excessos em que te comprazes.

Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques os rins com os venenos de taças brilhantes.

Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.

Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.

Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino aos teus órgãos.

Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito  para a inutilidade.

 

 

Livro: Pão Nosso

Francisco C. Xavier

segunda-feira, 13 de julho de 2026

PACIFICAÇÃO


— “Bem-aventurados os pacificadores, porque, serão chamados filhos de Deus.” JESUS – MATEUS, 5:9.

— “Mas que queria Jesus dizer por estas palavras: “Bem-aventurados os que são brandos porque possuirão a Terra” tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do Céu?

Enquanto aguarda os bens do Céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver. Apenas, o que Ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância que nos primeiros. ” — Cap. IX, 5 de O Evangelho segundo o Espiritismo.

 

Escutaste interrogações condenatórias, em torno do amigo ausente.

Informaste algo, com discrição e bondade, salientando a parte boa que o distingue, e, sem colocar o assunto no prato da intriga, edificaste em silêncio, a harmonia possível.

*

Surpreendeste pequeninos deveres a cumprir, na esfera de obrigações que te não competem.

Sem qualquer impulso de reprimenda, atendeste a semelhantes tarefas, por ti mesmo, na certeza de que todos temos distrações lamentáveis.

*

Anotaste a falta do companheiro.

Esqueceste toda preocupação de censura, diligenciando substitui-lo em serviço, sem alardear superioridade.

Assinalaste o erro do vizinho.

Foges de divulgar-lhe a infelicidade e dispões-te a auxiliá-lo no momento preciso, sem exibição de virtude.

*

Recebeste queixas amargas a te ferirem injustamente.

Sabes ouvi-las com paciência, abstendo-te de impelir os irmãos do caminho às telas da sombra, trabalhando sinceramente por desfazê-las.

*

Caluniaram-te abertamente, incendiando-te  vida.

Toleras serenamente todos os golpes, sem animosidade ou revide e, respondendo com mais ampla abnegação, no exercício das boas obras, dissipas a conceituação infeliz dos teus detratores.

*

Descobriste a existência de companheiros iludidos ou obsidiados que se fazem motivos de perturbação ou de escândalo, no plantio do bem ou na seara da luz.

Decerto não lhe aplaudes a inconsciência, mas não lhe agravas o desequilíbrio, através do sarcasmo, e oras por eles, amparando-lhes o reajuste, pelo pensamento renovador.

*

Se assim procedes, classificas-te, em verdade, entre os pacificadores abençoados pelo Divino Mestre, compreendendo, afinal, que a criatura humana, isoladamente, não consegue garantir a paz do mundo, no entanto, cada um de nós pode e deve manter a paz dentro de si.


 

De “Livro da Esperança”, de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel

 

domingo, 12 de julho de 2026

SACUDIR O PÓ



“E se ninguém vos receber, nem escutar

as vossas palavras, saindo daquela

casa ou cidade, sacudi o pó de

vossos pés.” – Jesus. (Mateus, 10:14)

 


Os próprios discípulos materializaram o ensinamento de Jesus, sacudindo a poeira das sandálias, em se retirando desse ou daquele lugar de rebeldia ou impenitência. Todavia, se o símbolo que transparece da lição do Mestre estivesse destinado apenas a gesto mecânico, não teríamos nele senão um conjunto de palavras vazias.

O ensinamento, porém, é mais profundo. Recomenda a extinção do fermento doentio.

Sacudir o pó dos pés é não conservar qualquer mágoa ou qualquer detrito nas bases da vida, em face da ignorância e da perversidade que se manifestam no caminho de nossas experiências comuns.

Natural é o desejo de confiar a outrem as sementes da verdade e do bem; entretanto, se somos recebidos pela hostilidade do meio a que nos dirigimos, não é razoável nos mantenhamos em longas observações e apontamentos, que, ao invés de conduzir-nos a tarefa a êxito oportuno, estabelecem sombras e dificuldades em torno de nós.

Se alguém te não recebeu a boa-vontade, nem te percebeu a boa intenção, por que a perda de tempo em sentenças acusatórias? Tal atitude não soluciona os problemas espirituais. Ignoras, acaso, que o negador e o indiferente serão igualmente chamados pela morte do corpo à nossa pátria de origem? Encomenda-os a Jesus com amor e prossegue, em linha reta, buscando os teus sagrados objetivos. Há muito por fazer na edificação espiritual do mundo e de ti mesmo. Sacode, pois, as más impressões e marcha alegremente.

 


 

Livro: Pão Nosso. Francisco C. Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 10 de julho de 2026

ORAR E AGIR

 

Ore pelo próximo, mas também:

 

       providencie-lhe ajuda;

       atenda-lhe a rogativa;

       pacifique-lhe o coração;

       oferte-lhe o agasalho;

       socorra-lhe o estômago;

       ofereça-lhe o remédio;

       desculpe-lhe a frase infeliz;

       sustente-lhe a coragem;

       fortaleça-lhe a esperança;

       estenda-lhe o perdão;

       reerga-lhe o ânimo;

       esqueça-lhe as ofensas;

       responda-lhe ao cumprimento;

       ampare-lhe a família em necessidade;

       forneça-lhe orientação segura.

*

       Oremos a Deus em benefício dos semelhantes, mas também auxiliemo-lo através da ação eficaz.

       Jesus orou várias vezes no decorrer de sua missão, entretanto, sempre trabalhou efetivamente em favor do próximo.

 


De “Decisão”, de Antônio Baduy Filho, pelo Espírito André Luiz

quinta-feira, 9 de julho de 2026

VONTADE DIVINA

 

“E não vos conformeis com este mundo,
mas transformai-vos pela renovação do
vosso entendimento para que experimenteis
qual seja a boa, agradável e perfeita vontade
de Deus”.
– Paulo.(Romanos, 12:2) 
 

Expressa-se a Vontade de Deus pelas circunstâncias da existência; todavia, devemos apreendê-la na essência e no rumo, o que nos será claramente possível.

Não só pelos avisos religiosos que nos ajudam a procurá-la.

Nem pelos constrangimentos da Terra, que nos impelem a compromissos determinados.

Nem pelos preceitos sociais que nos resguardam em disciplina.

Nem pela voz dos amigos que nos apoiam a caminhada.

Nem pelos acicates da prova que nos corrigem os sentimentos.

A fé ilumina, o trabalho conquista, a regra aconselha, a afeição reconforta e o sofrimento reajusta; no entanto, para entender os Desígnios Divinos a nosso respeito, é imperioso renovar-nos em espírito, largando a hera do conformismo que se nos arraia no íntimo, alentada pelo adubo do hábito, em repetidas experiências no plano material.

Recebamos o auxílio edificante que o mundo nos ofereça, mas fujamos de contemporizar com os enganos do mundo, diligenciando burilar-nos cada vez mais, porque educação conosco é clarão no âmago da própria alma e por muito brilhemos por fora, no jogo das ocorrências temporárias da estância física, nada entenderemos da luz de Deus que nos sustenta a vida, sem luz em nós.

 


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna

O LIVRO LIVRA

          Cada livro edificante é porta libertadora. *        O livro espírita, entretanto, emancipa a alma, nos fundamentos da vida. * ...