Quanto
mais se adianta a civilização, mais se amplia o culto à higiene.
Reservatórios
são tratados, salvaguardando-se o asseio das águas.
Mercados
sofrem fiscalização rigorosa, com vistas à pureza das substâncias alimentícias.
Laboratórios
são continuamente revistos, a fim de que não surjam medicamentos deteriorados.
Instalações
sanitárias recebem, diariamente, cuidadosa assepsia.
Será
que não devemos exercer cautela e diligência para evitar a palavra torpe, capaz
de situar-nos em perturbação e ruína moral?
Nossa
conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam.
Nossas
frases são agentes de propaganda dos sentimentos que nos caracterizam o modo de
ser; se respeitáveis, trazem-nos a atenção de criaturas respeitáveis; se menos
dignas, carreiam em nossa direção o interesse dos que se fazem menos dignos; se
indisciplinadas, nos sintonizam com representantes da disciplina; se azedas,
afinam-nos, de imediato, com os campeões do azedume.
Controlemos
o verbo, para que não venhamos a libertar essa ou aquela palavra torpe.
Por
muito esmerada nos seja a educação, a expressão repulsiva articulada por nossa
língua é sempre uma brecha perigosa e infeliz, pela qual perigo e infelicidade
nos ameaçam com desequilíbrio e perversão.
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