Quando te sintas sob o frio do
desengano, não creias que o esforço que despendeste no bem haja sido
infrutífero.
O desarranjo de certa
máquina te ensina a paciência.
O afastamento de um
companheiro terá sido o meio de te acordar as energias adormecidas, para que te
desenvolvas em ação mais ampla.
O dinheiro que te era
devido e ainda na recebeste é um convite da vida que trabalhes mais e melhor.
A doença controlada ou
vencida é uma lição que te auxilia a guardar a própria saúde.
Quando a crise te
busque, lembra-te de que o obstáculo está simplesmente instando contigo para
que recomeces a própria tarefa, outra vez.
(Livro: Neste instante. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)
Doutrina Espírita
terça-feira, 28 de julho de 2026
OBSTÁCULO
segunda-feira, 27 de julho de 2026
PACIÊNCIA E CONSTRUÇÃO
“A caridade é paciente...” –
Paulo. (I Coríntios, 13:4)
Indiscutivelmente não
consegues corrigir, como talvez desejes, os desacertos da Humanidade, mas é
possível ajustar o próprio coração à lei do amor a fim de que a redenção do
mundo encontre em ti mesmo o ponto necessário de expansão.
Não julgues, porém, que
pressa ou violência sejam climas adequados de ação para a vitória do bem.
Amarás e servirás;
entretanto, não só isso: ampararás também.
Compreensão pede
amadurecimento de raciocínio nos refolhos da alma. Que dizer do lavrador que
propiciasse leito e adubo à semente, sob a condição de ser correspondido com o
fruto em apenas algumas horas? Do professor que instituísse o apoio da escola
exigindo, por isso, que o aluno efetue a conquista de todos os louros culturais
numa semana?
Auxilia a quem amas; no
entanto, não lhes solicites espetáculos de entendimento e gratidão que não
sejam capazes de oferecer. Que seria de nós se fôssemos constrangidos a pagar
de improviso as contas do amor que temos recebido e com que temos sido
sustentados na longa fieira de nossas reencarnações, através dos séculos? Pensa
nisso e semeia o bem quanto possas, porque a caridade é paciente e na caridade
infatigável se edifica, em favor de nós todos, a paciência de Deus.
(Francisco Cândido Xavier por
Emmanuel. In: Bênção de Paz)
sexta-feira, 24 de julho de 2026
PROBLEMAS PESSOAIS
A fé viva não é
patrimônio transferível.
É conquista pessoal.
A felicidade legítima não
é mercadoria que se empresta.
É realização íntima.
A graça do Céu não desce
a esmo.
Tem que ser merecida.
A melhor caridade não é a
que se faz por substitutos.
Cabe-nos executá-la por
nós mesmos.
A fortaleza moral não é
produto de rogos alheios.
Provém do nosso esforço
na resistência para o bem.
A esperança fiel não se
nos fixa no coração
através de simples
contágio.
É fruto de compreensão
mais alta.
O verdadeiro amor não
nasce das sombras do desejo.
É fonte cristalina e
inexaurível do espírito eterno.
O conhecimento real não é
construção de alguns dias.
É obra do tempo.
O paraíso jamais será
adquirido pela sagacidade da compra.
É atingível pela nossa
boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.
A proteção da Esfera
Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra.
Ai de nós, todavia, se
não procurarmos as bênçãos da luz!...
ANDRÉ LUIZ – Francisco
Cândido Xavier - Agenda Cristã
quinta-feira, 23 de julho de 2026
AFIRMAÇÃO ESCLARECEDORA
“E não quereis vir a mim para terdes vida.”
– Jesus. (João, 5:40)
Quantos procuram
a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no
aprimoramento próprio.
Os templos e as
escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os
poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém,
ao sabor de vacilações cruéis.
Creem e descreem,
ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na
desconfiança...
É que esperam a
proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não
querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.
Pedem o milagre
das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes.
Solicitam-lhe a
presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos.
Pretendem
ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia,
negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela
vitória do bem.
Cortejam-no em
Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e
bondade, à frente da multidão desvairada e enferma.
Suplicam-lhe as
bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e
santifica.
Podem ir na
vanguarda edificante, mas não querem.
Clamam por luz
divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.
Suspiram pela
melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.
Vemos, pois, que
é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou
regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida
Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de
poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a
trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.
Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel
quarta-feira, 22 de julho de 2026
VOLTARÁS AMANHÃ
Não repouses na gleba de possibilidades que o Divino Amor te confiou no coração da Terra.
Voltarás amanhã para colher
o que hoje semeias.
Ninguém te pede milagres de
santidade num dia.
-o-
A árvore vigorosa não
cresceu de improviso.
A cidade em que renasceste
não se levantou de repente.
Tudo se desenvolve, minuto
a minuto...
-o-
A vida impõe-te “agora” as
conseqüências do “antes”.
Somos hoje no espaço e no
tempo, a projeção do que fomos...
-o-
Se a dor é a tua mestra
constante, agradece-lhe o serviço e aprende a lição.
Ela é o recurso invisível com que a Bondade do Senhor te arrebata ao labirinto
das sombras de ti mesmo.
Se recebeste alguma
facilidade para atravessar, com êxito, a escura região terrestre,
não te confies à preguiça ou à vaidade, para que o sofrimento não seja
convidado
a desintegrar a gelada neblina em que te sepultarás sem perceber.
-o-
Não te esqueças.
A oportunidade passa, mas a
luta adiada volta sempre.
Amanhã reencontrar-te-ás
contigo mesmo, na paisagem que o mundo te oferece,
nos ideais que esposas, nos trabalhos confiados à tua mão
ou na pessoa do próximo que honras ou menosprezas...
-o-
Cumpramos, agora, os nossos
iluminados deveres à face da Lei.
Convertamos nossa experiência pessoal em serviço a todos, transformando as
horas,
que Deus nos empresta, em bênçãos de utilidade, beleza, graça e harmonia
e o futuro constituir-se-á para nossa alma em abençoado e celeste caminho de
ascensão.
-o-
Não critiques destruindo.
Não julgues o mal por mal.
Não firas a ninguém.
Não revides os golpes da
sombra para que te não demores nas malhas da treva.
Não retribuas ofensa por
ofensa, amargura por amargura, incompreensão por incompreensão.
Ama, auxilia e passa, e,
quando regressares à Terra, amanhã, o mundo receberá teus pés, em chuva de
bênçãos.
A LIÇÃO DO ESQUECIMENTO
Não fosse o olvido
temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a
misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no
mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens
se converteriam em feras a se degladiarem indefinidamente.
Não fosse o dom do
esquecimento que envolve o berço terrestre e o ódio viveria eternizado,
transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais
faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.
A Divina Bondade, contudo,
em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o
arado novo, suscetível de valorizar-lhe a replantação do destino, no rumo do
porvir.
De existência a existência,
o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear
espinhos em flores e aversões em laços divinos.
O Pai, no entanto, com
semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das
chagas interiores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.
Com essa dádiva, Ele que
nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência a experiência,
nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas faltas
recíprocas, dia a dia.
Aprendamos a olvidar as
úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se
nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores
caminhos.
Cada dia é como que a
“reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o
passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.
Nas tarefas de redenção,
mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança
e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.
O Senhor nos avaliza os
débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio
reajustamento à frente da Lei.
Recordemos o exemplo do
Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixa,
emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e
doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.
Exaltemos o bem,
dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada
instante da vida, e, somente assim, aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite
do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.
terça-feira, 21 de julho de 2026
PRECE DE EUSÉBIO
Senhor da Vida,
Abençoa-nos o propósito
De penetrar o caminho da Luz!...
Somos Teus filhos,
Ainda escravos de círculos restritos,
Mas a sede do Infinito
Dilacera-nos os véus do ser.
Herdeiros da imortalidade,
Buscamos-Te as fontes eternas
Esperando, confiantes, em Tua misericórdia.
De nós mesmos, Senhor, nada podemos.
Sem Ti, somos frondes decepadas
Que o fogo da experiência
Tortura ou transforma...
Unidos, no entanto, ao Teu Amor,
Somos condicionadores gloriosos
De Tua Criação interminável.
Somos alguns milhares
Neste campo terrestre;
E, antes de tudo,
Louvamos-Te a grandeza
Que não nos oprime a pequenez...
Dilata-nos a percepção diante da vida,
Abre-nos os olhos
Enevoados pelo sono da ilusão
Para que divisemos Tua glória sem fim!...
Desperta-nos docemente o ouvido,
A fim de percebermos o cântico
De tua sublime eternidade.
Abençoa as sementes de sabedoria
Que os teus mensageiros esparziram
No campo de nossas almas;
Fecunda-nos o solo interior,
Para que os divinos germens não pereçam.
Sabemos, Pai,
Que o suor do trabalho
E a lágrima da redenção
Constituem adubo generoso
A floração de nossas sementeiras;
Todavia,
Sem Tua bênção,
O suor elanguesce
E a lágrima desespera...
Sem Tua mão compassiva,
Os vermes das paixões
E as tempestades de nossos vícios
Podem arruinar-nos a lavoura incipiente.
Acorda-nos, Senhor da Vida,
Para a luz das oportunidades presentes;
Para que os atritos da luta não as inutilizem,
Guia-nos os pés para o supremo bem;
Reveste-nos o coração
Com a Tua serenidade paternal,
Robustecendo-nos a resistência!
Poderoso Senhor,
Ampara-nos a fragilidade,
Corrige-nos os erros,
Esclarece-nos a ignorância,
Acolhe-nos em Teu amoroso regaço.
Cumpram-se, Pai Amado,
Os Teus desígnios soberanos,
Agora e sempre.
Assim seja.
In: No Mundo Maior, 2º Capítulo)
OBSTÁCULO
Quando te sintas sob o frio do desengano, não creias que o esforço que despendeste no bem haja sido infrutífero. O desa...
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“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.” - Jesus. (Lucas, 13:24) ...
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“Ora, temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão.” – João: I JOÃO, 4:21 Construirá...
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“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre.” – Paulo. (Filipenses, 4:20) Quando o vaso se retirou da cerâmi...

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