terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ASSEIO VERBAL

 
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe,
mas só a que for boa para promover a edificação.”
– Paulo. (EFÉSIOS, 4:29)
 

Quanto mais se adianta a civilização, mais se amplia o culto à higiene.

Reservatórios são tratados, salvaguardando-se o asseio das águas.

Mercados sofrem fiscalização rigorosa, com vistas à pureza das substâncias alimentícias.

Laboratórios são continuamente revistos, a fim de que não surjam medicamentos deteriorados.

Instalações sanitárias recebem, diariamente, cuidadosa assepsia.

Será que não devemos exercer cautela e diligência para evitar a palavra torpe, capaz de situar-nos em perturbação e ruína moral?

Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam.

Nossas frases são agentes de propaganda dos sentimentos que nos caracterizam o modo de ser; se respeitáveis, trazem-nos a atenção de criaturas respeitáveis; se menos dignas, carreiam em nossa direção o interesse dos que se fazem menos dignos; se indisciplinadas, nos sintonizam com representantes da disciplina; se azedas, afinam-nos, de imediato, com os campeões do azedume.

Controlemos o verbo, para que não venhamos a libertar essa ou aquela palavra torpe.

Por muito esmerada nos seja a educação, a expressão repulsiva articulada por nossa língua é sempre uma brecha perigosa e infeliz, pela qual perigo e infelicidade nos ameaçam com desequilíbrio e perversão.



 

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel
In: Palavras de Vida Eterna

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

CALMA PARA O ÊXITO


Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

 

Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...

 

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...

 

Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...

 

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...

 

É necessário ter calma sempre.

 

A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.

 

Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.

 

A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

 

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.

 

Não antecipa, nem retarda.

 

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

 

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

 

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.

 

Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

domingo, 22 de fevereiro de 2026

QUE FAZEIS DE ESPECIAL?

 

“Que fazeis de especial?”

– Jesus. (Mateus, 5:47)

 

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

Efetivamente, sabemos tudo isto.

Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do Divino Mestre:

- Que fazeis mais que os outros?


 

Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

CARIDADE DA LUZ



         Tanto quanto possas, abra a tua mão na direção dos irmãos menos favorecidos da jornada.

Reparte o farnel das facilidades com que a Providência Divina te coroou os esforços com os amigos que a provação da penúria assinala.

Aprende, com Jesus, a difícil ciência de não dizer não aos que, de coração constrangido, batem às portas da tua generosidade.

Aqui é o pedaço de pão, ali é a peça de agasalho, além é o remédio de que carece a criança para furtar-se às garras da morte...

Toda dádiva que estendas é benção de Deus materializada por tuas mãos.

Dá do que te sobra, porquanto o que te sobra não te fará falta.

No entanto, não te esqueças também dos que, embora não careçam do que tens, estão rogando algo do que és.

E a sublime caridade da luz, partindo do teu coração incendiado de amor, falará de alegria, esperança e fé aos indigentes dos bens espirituais.

Detém o passo apressado e dedica pelo menos um minuto do largo tempo que dispões diariamente, a falar do bem aos que esperam as notícias do Pai.

 

 

Irmão José - Da obra: Fé - Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Baccelli

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CONVITE À EDIFICAÇÃO

 

“... O amor edifica.”
(1ª Epístola aos Coríntios: capítulo 8º, versículo 1)

 

Aqui, escombros acumulados refletindo desolação e queda. Ali, montanhas de resíduos, assoberbando terrenos baldios. Além, poluição multiplicando miasmas, em ameaça à vida. Em toda parte desagregação em regime de urgência, desvalorizando os estímulos otimistas, como se tudo marchasse para um aniquilamento imediato, avassalador...

O erro moral em aceitação tácita, tranquila.

A conivência com as vantagens da extravagância, favorecendo clima de alucinação e balbúrdia perturbadora..

Não obstante as calamidades, medram as flores da esperança, no mesmo campo terrestre.

O pantanal renovado pela drenagem reverdesce-se.

A aridez desértica socorrida pela irrigação torna-se pomar e jardim.

Os muros velhos, desolados, sob tépido beijo solar da primavera, enflorescem-se.

Assim a vida.

Do caos aparente em que o mal governa, a construção nova do bem, a edificação legítima da felicidade.

Não te consideres marginalizado nestes dias, porque teus olhos fitam paisagens lúgubres em que o desencanto moral se demora vencedor e a aflição conduz triunfante.

Operário da ação nobilitante, possuis recursos valiosos para a obra superior.

Necessário, apenas, que te disponhas.

Do terreno revolvido surge a sementeira feliz, dos destroços das demolições nasce a construção atraente.

Edifica o teu lar de paz onde estejas, sem a preocupação de retificar tudo de um só golpe.

Não te agastes com os ociosos, que nada fazem nem te irrites com os incompreensíveis, que te dificultam a marcha.

Produze a tua quota, mesmo que ela seja a humilde cooperação da gentileza, da paciência, do tijolo modesto ou da colher de cimento da boa vontade, fazendo a tua parte.

Insta contigo próprio a fim de executares o serviço edificante.

Exige-te mais esforço.

Concede-te a oportunidade feliz.

Pondera acuradamente e resolve-te superar quaisquer limites, sejam dificuldades, incapacidade, problemas...

Acima de tudo lembra-te, também, de reedificar-te interiormente consoante o ensino do Senhor, facultando que nasça do “homem velho”, que todos somos, acostumados aos erros e gravames, o “homem novo”, idealista, sonhador do bem, colocado a posto para o amanhã feliz. E tem em mente que só “o amor edifica”.

 

 

Convites da Vida
Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A PRECE RECOMPÕE

 


“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que
estavam reunidos.” – (Atos, 4:31)

 

Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem.

Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.

Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.

Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.

Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.

A oração é divina voz do espírito no grande silêncio.

Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e ideias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.

Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.

A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.


 

Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

EDIFICAÇÃO DO REINO


 

“O Reino de Deus está no meio de vós.”
– Jesus. (Lucas, 17:21)

 

Nem na alegria excessiva que ensurdece.

Nem na tristeza demasiada que deprime.

Nem na ternura incondicional que prejudica.

Nem na severidade indiscriminada que destrói.

Nem na cegueira afetiva que jamais corrige.

Nem no rigor que resseca.

Nem no absurdo afirmativo que é dogma.

Nem no absurdo negativo que é vaidade.

Nem nas obras sem fé que se reduzem a pedra e pó.

Nem na fé sem obras que é estagnação da alma.

Nem no movimento sem ideal de elevação que é cansaço vazio.

Nem no ideal de elevação sem movimento que é ociosidade brilhante.

Nem cabeça excessivamente voltada para o firmamento com inteira despreocupação do valioso trabalho na Terra.

Nem pés definitivamente chumbados ao chão do Planeta com integral esquecimento dos apelos do Céu.

Nem exigência a todo instante.

Nem desculpa sem-fim.

O Reino Divino não será concretizado na Terra, através de atitudes extremistas.

O próprio Mestre asseverou-nos que a sublime realização está no meio de nós.

A edificação do Reino Divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço e aplicação aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária.

Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã.

Vive e age bem no dia de hoje, equilibra-te e vencerás.

 

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Vinha de Luz

ASSEIO VERBAL

  “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação.” – Paulo. (EFÉSIOS, 4:29)   ...