terça-feira, 16 de junho de 2026

QUE DESPERTAS?


 
“De sorte que transportavam os enfermos
para as ruas e os punham em leitos e em
camilhas para que ao menos a sombra
de Pedro, quando este passasse, cobrisse
alguns deles.” (Atos, 5:15)

 

O conquistador de glórias sanguinolentas espalha terror e ruínas por onde passa.

O político astucioso semeia a desconfiança e a dúvida.

O juiz parcial acorda o medo destrutivo.

O revoltado espalha nuvens de veneno sutil.

O maledicente injeta disposições malignas nos ouvintes, provocando o verbo desvairado.

O caluniador estende fios de treva na senda que trilha.

O preguiçoso adormece as energias daqueles que encontra, inoculando-lhes fluidos entorpecentes.

O mentiroso deixa perturbação e insegurança, ao redor dos próprios passos.

O galhofeiro, com a simples presença, inspira e encoraja histórias hilariantes.

Todos nós, através dos pensamentos, das palavras e dos atos, criamos atmosfera particular, que nos identifica aos olhos alheios.

A sombra de Simão Pedro, que aceitara o Cristo e a Ele se consagrara, era disputada pelos sofredores e doentes que encontravam nela esperança e alívio, reconforto e alegria.

Examina os assuntos e as atitudes que a tua presença desperta nos outros.

Com atenção, descobrirás a qualidade de tua sombra e, se te encontras interessado em aquisição de valores iluminativos com Jesus, será fácil descobrires as próprias deficiências e corrigi-las.

  

 

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

segunda-feira, 15 de junho de 2026

COMPANHEIROS DE JORNADA


Talvez que um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade  Superior, seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na  Vida Física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela  vitória do bem.
    Companheiros que, em muitas ocasiões comparecem nas tarefas do bem,  vergados ao peso do sofrimento; que se reconhecem constantemente visitados  por forças contrárias aos compromissos que abraçam a lhes testarem a  resistência; que, não raro, suportam tempestades ocultas na própria alma:  que, às vezes, se sentem espancados por injúrias nascidas de muitos  daqueles aos quais se afeiçoaram com os mais altos valores da própria vida  e, que, no entanto, renovam as próprias forças na oração, através da qual  confiam em Deus e em si mesmos, prosseguindo adiante nos encargos  construtivos que lhes dizem respeito.
    Em outras circunstâncias, eles próprios caem no erro, sempre natural  naqueles que ainda caminham sob os véus da existência física, mas sabem  reerguer-se, de imediato, com suficiente humildade para o recomeço da  marcha.
    E trabalham. E se esfalfam na própria melhoria, respeitando a estrada  dos outros, da qual recolhem exemplos edificantes, sem procurarem qualquer  motivação à censura, evitando congelar a seara alheia.
*
    Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas  de agir e servir.
    Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto  de sombras e sentirás talvez o coração trânsido de lágrimas.
    Ainda assim, não te marginalizes.
    Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum.
    Se tropeças, reajusta-te.
    Se cais, levanta-te e continua em serviço.
    Se desenganos te requisitam, torna ao replantio de esperanças maiores e  segue adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer.
    Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos  recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda  nos custará muito esforço de construção e reajuste, entretanto, para  altear-nos ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o  Cristo de Deus; regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos,  Jesus nem de longe lhes assinala as deficiências e as fraquezas e sim lhes  reafirma em plenitude de confiança: - "Estarei convosco até o fim dos  séculos."

 

(Francisco Candido Xavier. por  Emmanuel. In: Amigo)

terça-feira, 9 de junho de 2026

LUZ NO LAR

 

Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social.

 

Em casa, começa nossa missão no mundo.

 

Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos.

 

Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos.

 

Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideais com Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo.

 

Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre.

 

 

Francisco Cândido Xavier
por Scheilla In: Luz no Lar

segunda-feira, 8 de junho de 2026

NO CAMPO SOCIAL

 

Ele respondeu e disse-lhes:

– Dai-lhes vós de comer...” – (Marcos, 6:37)



Diante da multidão fatigada e faminta, Jesus recomenda aos apóstolos: – “Dai-lhes vós de comer.”

A observação do Mestre é importante, quando realmente poderia ele induzi-los a recriminar a multidão pela imprudência de uma jornada exaustiva até o monte, sem a garantia do farnel.

O Mestre desejou, porém, gravar no espírito dos aprendizes a consagração deles ao serviço popular. Ensinou que aos cooperadores do Evangelho, perante a turba necessitada, compete tão-somente um dever – o da prestação de auxílio desinteressado e fraternal.

Naquela hora do ensinamento inesquecível, a fome era naturalmente do corpo, vencido de cansaço, mas, ainda e sempre, vemos a multidão carecente de amparo, dominada pela fome de luz e de harmonia, vergastada pelos invisíveis azorragues da discórdia e da incompreensão.

Os colaboradores de Jesus são chamados, não a obscurecê-la com o pessimismo, não a perturbá-la com a indisciplina ou a imobilizá-la com o desânimo, mas sim a nutri-la de esclarecimento e paz, fortaleza moral e sublime esperança.

Se te encontras diante do povo, com o anseio de ajudá-lo, se te propões contribuir na regeneração do campo social, não te percas em pregações de rebelião e desespero. Conserva a serenidade e alimenta o próximo com o teu bom exemplo e com a tua boa palavra.

Não olvides a recomendação do Senhor: – “Dai-lhes vós de comer.”


 

Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

sábado, 6 de junho de 2026

A SEMENTE

 

“E, quando semeias, não semeias o corpo que há

de nascer, mas o simples grão de trigo ou de

outra qualquer semente.”

Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 15:37)

 


Nos serviços da Natureza, a semente reveste-se, aos nossos olhos, do sagrado papel de sacerdotisa do Criador e da Vida.

Gloriosa herdeira do poder divino, coopera na evolução do mundo e transmite silenciosa e sublime lição, tocada de valores infinitos, à criatura.

Exemplifica sabiamente a necessidade dos pontos de partida, as requisições justas de trabalho, os lugares próprios, os tempos adequados.

Há homens inquietos e insaciados que ainda não conseguiram compreendê-la. Exigem as grandes obras de um dia para outro, impõem medidas tirânicas pela força das ordenações ou das armas ou pretendem trair as leis profundas da Natureza; aceleram os processos da ambição, estabelecem domínio transitório, alardeiam mentirosas conquistas, incham-se e caem, sem nenhuma edificação santificadora para si ou para outrem.

Não souberam aprender com a semente minúscula que lhes dá trigo ao pão de cada dia e lhes garante a vida, em todas as regiões de luta planetária.

Saber começar constitui serviço muito importante.

No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palestra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las.

 


Pão Nosso. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 5 de junho de 2026

COLHEITA

  


Se consegues guardar o coração

Sem queixumes em vão,

Além das nuvens densas,

Feitas em vibrações de sarcasmos e ofensas,

Sem que a força da fé se te degrade,

Quando rugem, lembrando tempestade...

 

Se olhas pare o mal que te rodeia,

Respeitando, em silêncio, a luta alheia,

Se não te fere ouvir

A expressão que te espanca ou te censura,

No verbo avinagrado da amargura,

Sem alterar teu sonho de servir...

 

Se Logras conservar a luz no pensamento,

Ante os assaltos do tufão violento,

Que se forme da injúria que atraiçoa,

E trabalhas sem mágoa e ajudas sem tristeza,

Plantando o reconforto, a bondade e a beleza,

Sem perder a esperança na alma boa...

 

Se já podes, enfim,

Converter toda lama em trato de jardim

E criar alegria em tua própria dor,

Para auxílio a quem chora ou socorro de alguém,

Então terás chegado à compreensão do bem,

Para viver em paz, na vitória do amor!...

 

 

 

pelo Espírito Maria Dolores
Do livro: Antologia da Espiritualidade
Médium: Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 2 de junho de 2026

PROBLEMAS E JESUS


“Jesus Cristo é o mesmo ontem,
hoje e para sempre.”
(Paulo — Hebreus — 13:8)


          A irritação constante mina qualquer organização física e psíquica, gerando desequilíbrio e alucinação.
          Terapia salutar — a paciência.
*
          A negligência contumaz é fator propiciatório para a permissividade moral e o aturdimento.
          Antídoto eficaz — a ação nos deveres sociais e espirituais.
*
          A queixa proporciona viciação mental de largo porte que neurotiza e dementa.
          Atitude libertadora — o esforço no silêncio e autocrítica honesta.
*
          A agressividade que se cultiva sob eufemismo de nevrose e de sofrimento conduz à loucura e ao crime.
          Tratamento liberativo — exercícios de humildade com insistência na oração.
*
          O inconformismo, traduzindo injustificável rebeldia, é técnica de autodestruição a prazo fixo.
          Solução — coragem na luta de todo dia.
*
          O desassisamento sempre antecede desastres que conduzem de roldão aqueles que vivem estúrdios e frívolos.
          Comportamento salvador — meditação e esforço íntimo no exame e aferição dos valores da vida.
          Problemas existem em todas as criaturas, em todo lugar.
          Viver é um impositivo biológico.
          Viver, porém, com elevação, na busca de equilíbrio é um desafio.
          Ninguém espere, portanto, facilidade para o triunfo.
          A glória fácil é efêmera e deixa funda amargura quando passa.
          O próprio mecanismo da vida no corpo impõe limite, sacrifício, esforço. No que tange às aquisições morais — finalidade superior da vida — mais grave e mais complexo é o desafio.
          Não espere felicidade a “golpe de sorte” ou por herança familial.
          O trabalho é patrimônio para a evolução de todos — meio e meta da vida.
          Você dispõe de inteligência para finalidade superior. Conforme a aplique assim viverá.
          Para cada problema há uma regra própria para alcançar-se a solução.
          Diante dos problemas humanos, porém, Jesus é a resposta de segurança, única, aliás, mediante a qual você conseguirá vitória legítima.

 


(Livro: Momentos de Decisão. Divaldo Pereira Franco por Marco Prisco)

QUE DESPERTAS?

  “De sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este ...