quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A PRECE RECOMPÕE

 


“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que
estavam reunidos.” – (Atos, 4:31)

 

Na construção de simples casa de pedra, há que despender longo esforço para ajustar ambiente próprio, removendo óbices, eliminando asperezas e melhorando a paisagem.

Quando não é necessário acertar o solo rugoso, é preciso, muitas vezes, aterrar o chão, formando leito seguro, à base forte.

Instrumentos variados movimentam-se, metódicos, no trabalho renovador.

Assim também na esfera de cogitações de ordem espiritual.

Na edificação da paz doméstica, na realização dos ideais generosos, no desdobramento de serviços edificantes, urge providenciar recursos ao entendimento geral, com vistas à cooperação, à responsabilidade, ao processo de ação imprescindível. E, sem dúvida, a prece representa a indispensável alavanca renovadora, demovendo obstáculos no terreno duro da incompreensão.

A oração é divina voz do espírito no grande silêncio.

Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal, mas, invariavelmente, é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos, imagens e ideias, desfazendo empecilhos, limpando estradas, reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca.

Muitas vezes, nas lutas do discípulo sincero do Evangelho, a maioria dos afeiçoados não lhe entende os propósitos, os amigos desertam, os familiares cedem à sombra e à ignorância; entretanto, basta que ele se refugie no santuário da própria vida, emitindo as energias benéficas do amor e da compreensão, para que se mova, na direção de mais alto, o lugar em que se demora com os seus.

A prece tecida de inquietação e angústia não pode distanciar-se dos gritos desordenados de quem prefere a aflição e se entrega à imprudência, mas a oração tecida de harmonia e confiança é força imprimindo direção à bússola da fé viva, recompondo a paisagem em que vivemos e traçando rumos novos para a vida superior.


 

Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

EDIFICAÇÃO DO REINO


 

“O Reino de Deus está no meio de vós.”
– Jesus. (Lucas, 17:21)

 

Nem na alegria excessiva que ensurdece.

Nem na tristeza demasiada que deprime.

Nem na ternura incondicional que prejudica.

Nem na severidade indiscriminada que destrói.

Nem na cegueira afetiva que jamais corrige.

Nem no rigor que resseca.

Nem no absurdo afirmativo que é dogma.

Nem no absurdo negativo que é vaidade.

Nem nas obras sem fé que se reduzem a pedra e pó.

Nem na fé sem obras que é estagnação da alma.

Nem no movimento sem ideal de elevação que é cansaço vazio.

Nem no ideal de elevação sem movimento que é ociosidade brilhante.

Nem cabeça excessivamente voltada para o firmamento com inteira despreocupação do valioso trabalho na Terra.

Nem pés definitivamente chumbados ao chão do Planeta com integral esquecimento dos apelos do Céu.

Nem exigência a todo instante.

Nem desculpa sem-fim.

O Reino Divino não será concretizado na Terra, através de atitudes extremistas.

O próprio Mestre asseverou-nos que a sublime realização está no meio de nós.

A edificação do Reino Divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço e aplicação aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária.

Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã.

Vive e age bem no dia de hoje, equilibra-te e vencerás.

 

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Vinha de Luz

sábado, 14 de fevereiro de 2026

OBRA INDIVIDUAL


“Saiba que aquele que fizer converter do erro

do seu caminho um pecador, salvará da morte

uma alma e cobrirá uma multidão de

pecados.” - (Tiago, 5:20)

 

Quando um homem comete uma ação má, os reflexos dela perduram, por muito tempo, na atmosfera espiritual em que ele vive.

A criatura ignorante que a observa se faz pior.

Os olhos menos benevolentes que a veem se tornam mais duros.

O homem quase retificado que a identifica estaciona e desanima.

O missionário do bem que a surpreende encontra mais dificuldades para socorrer os outros.

Em derredor de um gesto descaridoso, congregam-se a indisciplina, o despeito, a revolta e a vingança, associando-se em operações mentais malignas e destrutivas.

Uma boa ação, contudo, edifica e ilumina sempre.

A criatura ignorante que a observa aprende a elevar-se.

Os olhos menos benevolentes que a veem recebem nova claridade para a vida íntima.

O homem quase retificado que a identifica adquire mais fortaleza para restaurar-se.

O missionário do bem que a surpreende nela se exalta, a benefício do seu apostolado de luz.

Em torno da manifestação cristã enlaçam-se a gratidão, a alegria, a esperança e o otimismo, organizando criações mentais iluminativas e santificantes.

Se desejas, portanto, propagar o espírito sublime do Cristianismo, atende à obra individual com Jesus.

Afasta os corações amados do campo escuro do erro, através de teus atos que constituem lições vivas do amor edificante.

Recorda-te de que pela conversão verdadeira e substancial de um só espírito ao Infinito Bem, escuras multidões de males poderão desaparecer para sempre.

 

 

 

Vinha de Luz. Francisco C Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

NOS DOMÍNIOS DA AÇÃO


“Mas nada quis fazer sem o teu parecer,
para que o teu benefício não fosse por
obrigação, e sim de livre vontade”.
– Paulo. (FILÉMON, 1:14)

Orgulha-se o homem de teres e haveres e costuma declarar, às vezes com excelentes razões, que os ajuntou à custa de esforço enorme... Entretanto, o Senhor é quem lhe emprestou os meios para adquiri-los, esperando que ele os administre sensatamente.

Envaidece-se da cultura intelectual e, frequentemente, assevera, em algumas circunstâncias com seguras justificativas, que deve os tesouros do pensamento aos sacrifícios que despendeu para estudar... Todavia, o Senhor é quem lhe confiou os valores da inteligência para que ele os abrilhante na construção da felicidade comum a todos.

Ensoberbece-se do poder de que dispõe, afirmando, em determinados casos não sem motivo, que efetuou semelhante aquisição a preço de trabalho e sofrimento... No entanto, é o Senhor quem lhe propiciou os recursos para a conquista da autoridade, na expectativa de que ele a exerça dignamente.

Ufana-se com respeito à saúde que usufrui e proclama, em certas ocasiões com base respeitável que mantém a euforia orgânica a expensas de rigorosa disciplina pessoal... Contudo, o Senhor é quem lhe faculta os elementos essenciais de sustentação do próprio equilíbrio, a fim de que ele empregue o corpo no levantamento do bem geral.

Rejubila-te, pois, com as possibilidades de auxiliar, instruir, determinar e agir, mas, consoante o ensinamento do Apóstolo, não olvides que a bondade do Senhor vige nos alicerces de tudo o que tens e reténs, a fim de que te consagres ao serviço dos semelhantes, na edificação do Mundo Melhor, não como quem assim procede, através de constrangimento, mas de livre vontade.



 

Francisco Candido Xavier por Emmanuel
In: Palavras de vida eterna

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

AO LEVANTAR-SE

 


Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã. Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.

Levante-se com calma.

Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.

Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.

Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe.


 

Sinal Verde. Francisco C. Xavier por André Luiz

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

QUE É A CARNE?


 
“Se vivemos em Espírito, andemos também em
Espírito.” Paulo (GÁLATAS, 5: 25)
 

Quase sempre, quando se fala de espiritualidade, apresentam-se muitas pessoas que se queixam das exigências da carne.

É verdade que os apóstolos muitas vezes falaram de concupiscências da carne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. Nós mesmos, freqüentemente, nos sentimos na necessidade de aproveitar o símbolo para tornar mais acessíveis as lições do Evangelho. O próprio Mestre figurou que o espírito, como elemento divino, é forte, mas que a carne, como expressão humana, é fraca.

Entretanto, que é a carne?

Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e ainda não percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluídos condensados?

Naturalmente, esses fluidos, em se reunindo, obedecerão aos imperativos da existência terrestre, no que designais por lei de hereditariedade; mas, esse conjunto é passivo e não determina por si. Podemos figurá-lo como casa terrestre, dentro da qual o espírito é dirigente, habitação essa que tomará as características boas ou más de seu possuidor.

Quando falamos em pecados da carne, podemos traduzir a expressão por faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o planeta.

Os desejos aviltantes, os impulsos deprimentes, a ingratidão, a má fé, o traço do traidor, nunca foram da carne.

É preciso se instale no homem a compreensão de sua necessidade de autodomínio, acordando-lhe as faculdades de disciplinador e renovador de si mesmo, em Jesus Cristo.

Um dos maiores absurdos de alguns discípulos é atribuir ao conjunto de células passivas, que servem ao homem, a paternidade dos crimes e desvios da Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.

 

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O MINUTO

 

        A conduta indica a orientação espiritual da criatura.
       Surge o ideal realizado, consoante o esforço de cada um.
       Amplia-se o ensino, conforme a aplicação do estudante.
       Eternidade não significa inércia, mas dinamismo incessante.
       O caminho é infinito.
       Quem estabelece a rota da viagem é o viajor.
       Continua, pois, em marcha perseverante, gastando sensatamente o tesouro dos dias.
       Em sessenta segundos, a lágrima pode transformar-se em sorriso, a revolta em resignação e o ódio em amor.
       Nessa mínima parcela da hora, liberta-se o espírito do corpo humano, a flor desabrocha, o fruto maduro cai da árvore e a semente inicia a germinação da energia latente.
       Analisa o que fazes de tão valiosa partícula do tempo.
       Num só momento, o coração escolhe roteiro para o caminho.
       Com o Evangelho na consciência, o lazer é tão-somente renovação de serviço sem mudança de rumo.
       Não desprezes o tempo, em circunstância alguma, pois quem espera a felicidade se esmera em construí-la.
       A hora perdida é lapso irreparável.
       Dominar o relógio é coordenar os sucessos da vida.
       Nos domínios do tempo, controlamos a hora ou somos ignorados por ela.
       Por isso, quanto mais a alma se eleva em conhecimento, mais governa os próprios horários.
       Lembra-te de que as edificações mais expressivas são formadas por agentes minúsculos e de que o século existe em função dos minutos.
       Não faz melhor quem faz mais depressa, mas sim quem faz com segurança e disciplina, articulando ordenadamente os próprios instantes.
       Observa os celeiros de auxílio de que dispões a não hesites.
       Distribui os frutos da inteligência.
       Colabora nas tarefas edificantes.
       Estende a solidariedade a benefício de todos.
       Fortalece o ânimo dos companheiros.
       Não te canses de ajudar para que se efetue o melhor.
       O manancial do bem não tem fundo.
       A paz coroa o serviço.
       E quem realmente aproveita o minuto constrói caminho reto para a conquista da vitória na Divina Imortalidade.

 

 


André Luiz/Waldo Vieira. In: Sol nas Almas

A PRECE RECOMPÕE

  “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos.” – (Atos, 4:31)   Na construção de simples casa de pedra, há que despende...