sexta-feira, 1 de maio de 2026

ANTE O CRISTO LIBERTADOR

 

“Eu sou a porta.” Jesus. (João, 10:7)

 

Segundo os léxicos, a palavra “porta” designa “uma abertura em parede, ao rés-do-chão ou na base de um pavimento, oferecendo entrada e saída”.

Entretanto, simbolicamente, o mundo está repleto de portas enganadoras. Dão entrada sem oferecerem saída.

Algumas delas são avidamente disputadas pelos homens que, afoitos na conquista de posses efêmeras, não se acautelam contra os perigos que representam.

Muitos batem à porta da riqueza amoedada e, depois de acolhidos, acordam encarcerados nos tormentos da usura.

Inúmeros forçam a passagem para a ilusão do poder humano e despertam detidos pelas garras do sofrimento.

Muitíssimos atravessam o portal dos prazeres terrestres e reconhecem-se, de um momento para outro, nas malhas da aflição e da morte.

Muitos varam os umbrais da evidência pública, sequiosos de popularidade e influência, acabando emparedados na masmorra do desespero.

O Cristo, porém, é a porta da Vida Abundante.

Com ele, submetemo-nos aos desígnios do Pai Celestial e, nessa diretriz, aceitamos a existência como aprendizado e serviço, em favor de nosso próprio crescimento para a Imortalidade.

Vê, pois, a que porta recorres na luta cotidiana, porque apenas por intermédio do ensinamento do Cristo alcançarás o caminho da verdadeira libertação.

 

 

 

Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

quinta-feira, 30 de abril de 2026

VONTADE E BEM


Locomotivas viajam sobre trilhos.
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Veículos obedecem a leis de trânsito.
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Rios respeitam o limite das margens.
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Aviões seguem rotas preestabelecidas.
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Árvores frutificam em época certa.
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Chuvas beneficiam o solo no tempo adequado.
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Astros harmonizam-se com a mecânica celeste.
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O sol sujeita-se às horas do dia.
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Seres vivos subordinam-se à legislação biológica, tanto quanto fenômenos da Natureza regem-se por mecanismos físicos e químicos.
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Na verdade, tudo aquilo que vemos e sentimos, palpamos e conhecemos,
vive, funciona e desenvolve-se na dependência de leis indefectíveis e eternas.
Assim também em relação a nós mesmos. É justo que nos movimentemos em realizações as mais diversas. Entretanto, tenhamos a certeza de que
somente estaremos no caminho do bem, se, em qualquer circunstância, nossa vontade estiver conforme a Vontade de Deus.

 


Antônio Baduy Filho por André Luiz. In: Decisão


quarta-feira, 29 de abril de 2026

LUGAR DESERTO

 

“E ele lhes disse: Vinde vós aqui, à
parte, a um lugar deserto, e repousai
um pouco.”(Marcos, 6:31)
 

A exortação de Jesus aos companheiros reveste-se de singular importância para os discípulos do Evangelho em todos os tempos.

Indispensável se torna aprender o caminho do “lugar à parte” em que o Mestre aguarda os aprendizes para o repouso construtivo em seu amor.

No precioso símbolo, temos o santuário íntimo do coração sequioso de luz divina.

De modo algum se referia o Senhor tão somente à soledade dos sítios que favorecem a meditação, onde sempre encontramos sugestões vivas da natureza humana. Reportava-se à câmara silenciosa, situada dentro de nós mesmos.

Além disso, não podemos esquecer que o Espírito sedento de união divina, desde o momento em que se imerge nas correntes do idealismo superior, passa a sentir-se desajustado, em profundo insulamento no mundo, embora servindo-o, diariamente, consoante os indefectíveis desígnios do Alto.

No templo secreto da alma, o Cristo espera por nós, a fim de revigorarnos as forças exaustas.

Os homens iniciaram a procura do “lugar deserto”, recolhendo-se aos mosteiros ou às paisagens agrestes; todavia, o ensinamento do Salvador não se fixa no mundo externo.

Prepara-te para servir ao Reino Divino, na cidade ou no campo, em qualquer estação, e não procures descanso impensadamente, convicto de que, muita vez, a imobilidade do corpo é tortura da alma. Antes de tudo, busca descobrir, em ti mesmo, o “lugar à parte” onde repousarás em companhia do Mestre.

  

 

Pão Nosso. Francisco C Xavier por Emmanuel

domingo, 26 de abril de 2026

GRANDEZAS

 

O Sol que nos garante a existência, no distrito do Universo em que estagiamos é, aproximadamente, um milhão e trezentas mil vezes maior que a nossa Terra, entretanto, com toda essa grandeza não é capaz de cumprir a missão da vela na vastidão noturna, quando te dispões a socorrer um enfermo desamparado.

 

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O antigo palácio do Louvre, em Paris, é um dos mais amplos do mundo, porquanto, a sua área cobre o espaço aproximado de duzentos mil metros quadrados, mas, apesar disso, não se desloca para desempenhar o papel do telheiro humilde em que abrigas os que jazem sem teto.

 

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A catarata de Paulo Afonso, no Brasil, é das mais possantes do Planeta, com cerca de oitenta metros de altura e capacidade aproximada de dois milhões de cavalos-vapor, todavia, embora o imenso potencial de força em que se caracteriza, não te substitui a energia, quando sustentas uma criança doente, na concha dos braços, acalentando-lhe os dias.

 

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A maior bacia hidrográfica do Orbe Terrestre é a Bacia Amazônica, com cerca de sete milhões de quilômetros quadrados, apresentando o Amazonas como sendo o seu rio soberano, contudo, apesar de sua glória fluvial não é capaz de estender o copo de água pura que sentes a alegria de ofertar ao sedento que te bate à porta.

 

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Segundo é fácil de observar, há grandezas e grandezas, no entanto, a maior de todas é a do amor com que renovas e engrandeces a vida.

 

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Com esse recurso sublime, colocas-te sobre a majestade das próprias estrelas, de vez que, em nome de Deus, consegues aproximar-te dos irmãos do caminho, com o poder de servir e compreender, abençoar e auxiliar.

 


 

( Francisco Cândido Xavier  por  Emmanuel.
In: Mentores e Seareiros)

sábado, 25 de abril de 2026

LIBERDADE

  

“Não useis, porém, da liberdade para dar ocasião

à carne, mas servi-vos uns aos outros

pela caridade.” - Paulo. (Gálatas, 5:13)

 

 

Em todos os tempos, a liberdade foi utilizada pelos dominadores da Terra. Em variados setores da evolução humana, os mordomos do mundo aproveitam-na para o exercício da tirania, usam-na os servos em explosões de revolta e descontentamento.

Quase todos os habitantes do Planeta pretendem a exoneração de toda e qualquer responsabilidade, para se mergulharem na escravidão aos delitos de toda sorte.

Ninguém, contudo, deveria recorrer ao Evangelho para aviltar o sublime princípio.

A palavra do apóstolo aos gentios é bastante expressiva. O maior valor da independência relativa de que desfrutamos reside na possibilidade de nos servirmos uns aos outros, glorificando o bem.

O homem gozará sempre da liberdade condicional e, dentro dela, pode alterar o curso da própria existência, pelo bom ou mau uso de semelhante faculdade nas relações comuns.

É forçoso reconhecer, porém, que são muito raros os que se decidem à aplicação dignificante dessa virtude superior.

Em quase todas as ocasiões, o perseguido, com oportunidade de desculpar, mentaliza represálias violentas; o caluniado, com ensejo de perdão divino, recorre à vingança; o incompreendido, no instante azado de revelar fraternidade e benevolência, reclama reparações.

Onde se acham aqueles que se valem do sofrimento, para intensificar o aprendizado com Jesus-Cristo? Onde os que se sentem suficientemente livres para converter espinhos em bênçãos? No entanto, o Pai concede relativa liberdade a todos os filhos, observando-lhes a conduta.

Raríssimas são as criaturas que sabem elevar o sentido da independência a expressões de voo espiritual para o Infinito. A maioria dos homens cai, desastradamente, na primeira e nova concessão do Céu, transformando, às vezes, elos de veludo em algemas de bronze.

 


Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 24 de abril de 2026

NA ESFERA DO REAJUSTE


 
“Não te admires de eu te dizer: importa-vos
nascer de novo” – Jesus (JOÃO, 3:7)
 

Empeços e provações serão talvez os marcos que te assinalem a estrada hoje.

Diligenciemos, porém, com a reencarnação a retificar os erros e a ressarcir os débitos de ontem, para que a luz da verdade e o apoio da harmonia nos felicitem o caminho, amanhã...

A questão intrincada que te apoquenta agora, quase sempre, é o problema que abandonaste sem solução entre os amigos que, em outro tempo, se rendiam, confiantes, ao teu arbítrio.

O parente complicado que julgas carregar, por espírito de heroísmo, via de regra, é a mesma criatura que, em outra época, arrojaste ao desespero e à perturbação.

Ideais nobilitantes pelos quais toleras agressões e zombarias, considerando-te incompreendido seareiro do progresso, em muitas ocasiões, são aqueles mesmos princípios que outrora espezinhaste, insultando a sinceridade dos companheiros que a eles se associavam.

Calúnias que arrostas, crendo-te guindado aos píncaros da virtude pela paciência que evidencias, habitualmente nada mais são que o retorno das injúrias que assacaste, noutras eras, contra irmãos indefesos.

Falhas do passado procuram-te responsável, no corpo, na família, na sociedade ou na profissão, pedindo-te reajuste.

“Necessário vos é nascer de novo” – disse-nos Jesus.

Bendizendo, pois, a reencarnação, empenhemo-nos a trabalhar e aprender, de novo, com atenção e sinceridade, para que venhamos a construir e acertar em definitivo.

  

 

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.

In: Palavras de Vida Eterna

quinta-feira, 23 de abril de 2026

O PERFUME DO TRABALHO


É comum ouvir de certos encarnados a expressão pela ânsia de férias, de descanso, na pauta da vida. Como se enganam esses companheiros, quando querem somente livrar-se do labor!

É necessário que se compreenda que o trabalho é a base da vida; é, por assim dizer, a essência de tudo, é o princípio do progresso, na expansão das belezas imortais.

Deus nos mostra o valor do trabalho pelas coisas que observamos no universo... Quem foi que fez os sóis? Quem fez as estrelas? Quem organizou a natureza? E, enfim, quem fez as coisas observáveis? Foi o Senhor, pelos fios do que chamamos trabalho.

Se queres crescer para Deus, dá demãos ao trabalho, em qualquer parte a que fores chamado a realizá-lo, seja ele qual for.

Trabalha na vigilância da oficina da mente, trabalha na lavoura do verbo, trabalha nas regiões da própria vida.

Trabalha, meu irmão, no pequeno, para que possas ser grande na grandeza da vida, procurando no sentimento do coração os valores da vida, do amor, da caridade, da fraternidade e do perdão.

O trabalho pode aparecer em qualquer lugar, mesmo em se conduzindo graves enfermidades, pois o enfermo pode mostrar, como trabalhador, como ter paciência, compreendendo as lições. Nas profissões, pode-se dar exemplo de trabalho digno com honestidade, onde se pode evidenciar o Cristo atuante, como exemplo de luz.

Aquele que consegue a urdidura do amor no trabalho, dele sente o aroma, lembrando Jesus, porque o trabalho na caridade perfuma, cura, eleva e dignifica a fé, mostrando que Deus é Pai, Jesus é o Guia. A humanidade se unifica pelo labor em uma só fé e em um só amor, procurando salvar-se pelas forças da caridade, que é um trabalho divino, sob a égide de Deus, nas bênçãos de Cristo, pela expressão da benevolência.



De “Páginas Esparsas 3”, de João Nunes Maia, pelos Espíritos Scheilla e José Grosso

ANTE O CRISTO LIBERTADOR

  “Eu sou a porta.” Jesus. (João, 10:7)   Segundo os léxicos, a palavra “porta” designa “uma abertura em parede, ao rés-do-chão ou na ...