terça-feira, 19 de outubro de 2021

APROVEITAMENTO


Achaste mel? Come apenas o que te

basta, para que não te fartes dele e

venhas a vomitar. Pv. 25:16

 

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Não caias no desequilíbrio quando te encontrares na abundância. Serve-te das coisas que a mente divina colocar no teu caminho com respeito e bom senso. Quem abusa da fartura possivelmente se encontrará com a miséria.

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Aproveita bem o tempo que o Senhor te deu, a saúde que a vida te facilitou, o ouro que o destino te ajudou a acumular, a amizade que a bondade de Deus te fez merecedor, o ar, a água e a luz que desfrutas, agradece sempre por tudo isso, sem esqueceres de ser grato igualmente pelo que te falta, pois assim estarás aproveitando bem o tempo de aprendizado.

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Não sejas ganancioso porque hoje a tua mesa se encontra farta. Come somente o que te convém comer para viver. Nunca deves viver só para tu alimentares. O momento de comer deve estar imbuído de respeito e compreensão.

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E é verdade que poderemos granjear saúde pela mente, essa verdade continua pela boca. Deves saber o que comer e comer segundo as regras da saúde.

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Aproveita a vida física que estás desfrutando na Terra, para que possas viver o máximo de anos. Cumpre tudo o que deves nesta existência, sem transferir dívidas para outras reencarnações. Não está em tuas mãos reencarnar quando quiseres.

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Vive metodicamente como a vida reta te ensinou, para que não venhas a sofrer as consequências do que fizeste de errado.

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Quando o saber povoar a tua mente, jamais esqueças da justiça, da humanidade e do amor, por ser tudo oriundo de Deus. Nós outros somos meros instrumentos dos poderes celestiais.

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Compadece-te de ti mesmo sendo bom e caridoso para com o próximo, pois és um dos inúmeros elos da vida, na vida de Deus.

 

 

De “Gotas de Fé”, de João Nunes Maia

pelo Espírito Carlos

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

PRECONCEITO


 “...Tendo-o visto, lhe disse: Zaqueu, apressai-vos em descer,

Porque é preciso que eu me aloje hoje em vossa

casa. Zaqueu desceu logo e o recebeu com alegria.

Vendo isso, todos murmuraram dizendo: Ele foi

alojar-se na casa de um homem de má vida...”

(Capítulo 16, item 4.)

 

     Diz-se que um indivíduo atingiu um bom nível ético quando pensa por si mesmo em termos gerais e críticos; quando dirige sua conduta conforme julgar correto, demonstrando assim independência interior; quando é autônomo para definir o bem e o mal, sem seguir fórmulas sociais; e, por fim, quando não é escravo das suas crenças inconscientes, porque faz constante exercício de autoconhecimento.

    Por nosso quadro de valores ter sido adquirido de forma não vivencial é que nosso mundo íntimo está repleto de preconceitos e nosso nível ético encontra-se distante da realidade.

    Ter preconceitos é, pois, assimilar as coisas com julgamento preestabelecido, fundamentado na opinião dos outros. Os preconceitos são as raízes de nossa infelicidade e sofrimento neurótico, pois deterioram nossa visão da vida como uma lasca que inflama a área de nosso corpo em que se aloja. Aceitamos esses valores dos adultos com quem convivemos, de uma maneira e forma tão sutis que nem percebemos. Basta a criança observar um comentário sobre a sexualidade de alguém, ou a religião professada pelos vizinhos, para assimilar ideias e normas vivenciadas pelo adulto que promove a crítica. De maneira distorcida, baseia-se no julgamento de outrem, quando é válido somente o autojulgamento, apoiado sempre na análise dos fatos como realmente eles são.

    Qual seria então tua visão atual a respeito do sexo, religião, raça, velhice, nação, política e outras tantas? Seriam formadas unicamente sem a influência dos outros? Será que tua forma de ver a tudo e a todos não estaria repleta de obstáculos formados pelos teus conceitos preestabelecidos?

    Por não estares atento ao processo da vida em ti, é que precisas do juízo dos outros, tornando-te assim dependente e incapacitado diante de tuas condutas.

    Jesus de Nazaré demonstrou ser plenamente imune a qualquer influência alheia quanto a seus sentimentos e sentidos de vida, revelando isso em várias ocorrências de seu messiado terreno.

    Ao visitar a casa de Zaqueu, não deu a mínima importância aos murmúrios maldizentes das criaturas de estrutura psicológica infantil, pois sabia caminhar discernindo por si mesmo.

    Toda alma superior tem um sistema de valores não baseado em regras rígidas; avalia os indivíduos, atos e atitudes com seu senso interior,sentimentos, emoções e percepções intuitivas, tendo assim apreciações e comportamentos peculiares. Para ela, cada situação é sempre nova e cada pessoa é sempre um mundo à parte.

    Em verdade, Cristo veio para os doentes que têm a coragem de reconhecer-se como tais, não porém para os sãos, ou para aqueles que se mascaram. Zaqueu, vencendo os próprios conceitos inadequados de chefe dos publicanos, derrubou as barreiras do personalismo elitista e rendeu-se à mensagem da Boa Nova.

    Despojou-se do velho mundo que detinha na estrutura de sua personalidade e renovou-se com conceitos de vida imortal, aceitando-se como necessitado dos bens espirituais. Disse Jesus: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Marcos 2:27).

    Ao dizer isso, o Mestre se referia ao antigo mandamento de Moisés, que impedia toda e qualquer atividade aos sábados, e que Ele, por sabedoria e por ser desprovido de qualquer preconceito, entendia a serventia dessa lei para determinada época, porém queria agora mostrar aos homens que “as experiências passadas são válidas, mas precisam ser adequadas às nossas necessidades da realidade presente”.

    Nossos preconceitos são entraves ao nosso progresso espiritual.

 

 (Francisco do Espírito Santo por Hammed. In: Renovando Atitudes)


domingo, 17 de outubro de 2021

BASES


“Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés.

Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar,

não tens parte comigo.” (JOÃO, 13: 8)

 

É natural vejamos, antes de tudo, na resolução do Mestre, ao lavar os pés dos discípulos, uma demonstração sublime de humildade santificante.

Primeiramente, é justo examinarmos a interpretação intelectual, adiantando, porém, a análise mais profunda de seus atos divinos. É que, pela mensagem permanente do Evangelho, o Cristo continua lavando os pés de todos os seguidores sinceros de sua doutrina de amor e perdão.

O homem costuma viver desinteressado de todas as suas obrigações superiores, muitas vezes aplaudindo o crime e a inconsciência. Todavia, ao contacto de Jesus e de seus ensinamentos sublimes, sente que pisará sobre novas bases, enquanto que suas apreciações fundamentais da existência são muito diversas.

Alguém proporciona leveza aos seus pés espirituais para que marche de modo diferente nas sendas evolutivas.

Tudo se renova e a criatura compreende que não fora essa intervenção maravilhosa e não poderia participar do banquete da vida real.

Então, como o apóstolo de Cafarnaum, experimenta novas responsabilidades no caminho e, desejando corresponder à expectativa divina, roga a Jesus lhe lave, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

  

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida

 

sábado, 16 de outubro de 2021

POSSE


Aquilo de que abrimos mão é o que verdadeiramente nos pertence.

 

Quem se nega aos outros não tem a posse de si mesmo.

 

Jesus, sobre a Terra, não tinha uma pedra onde repousar a cabeça, no entanto tudo lhe pertencia.

 

A pessoa que se sacrifica em benefício de alguém é sempre a maior beneficiada.

 

O que tentamos reter conosco nos escapa por entre os dedos.

 

Nada engrandece mais uma pessoa do que a humildade.

 

Vejamos como, perante a Lei Divina, os valores dos homens se contradizem: “quem quiser ser o maior, seja o servidor de todos”.

 

Preso à matéria, o espírito deve despojar-se dela para, cada vez mais livre, ascender aos Páramos da Luz.

 

O espírito corporificado na Terra é feito um pássaro se debatendo no visco que o impede de voar.

 

Dentro de cofres abarrotados, existem aqueles que trancam a própria alma, voluntariamente asfixiando-se ao peso de suas ambições.

 

A suprema doação é a suprema conquista do espírito.

 

Irmão José/Carlos A. Baccelli

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

SOMBRA E LUZ

 

Nenhum espírito da comunidade terrestre possui tanta luz que não admita em si certa nesga de sombra, nem existe criatura com tanta sombra que não guarde consigo certa faixa de luz.

Aprende a fixar o próximo com a claridade que há em ti.

Não creias, porém, que semelhante trabalho se filie ao menor esforço, porque, pelo peso das trevas que ainda imperam no mundo, a sombra que ainda nos envolve, na Terra, a cada instante, insinuar-se-nos-á no próprio entendimento, perturbando-nos as interpretações.

Se te demoras na obscuridade, não enxergarás senão os defeitos e as cicatrizes, as feridas e as nódoas que caracterizam a fisionomia do irmão infortunado, constrangendo-te ao medo e à usura, à incompreensão e à aspereza. E sabemos que quantos se detêm no cipoal ou no charco não encontram outros elementos, além da lama ou do espinho, para oferecer.

Alça a lâmpada acesa do conhecimento superior e avança para a frente, e, então, a ignorância e a delinquência surgir-nos-ão aos olhos como enfermidades da alma, que é preciso extirpar, a benefício da felicidade comum.

"Não saiba a vossa mão esquerda o que deu a direita" - ensina-nos o Evangelho - e ousamos acrescentar: "não saiba a nossa sombra o que fez a nossa luz", porque dessa forma, avançando, acima das tentações da vaidade e do desânimo, a chispa humilde de nossa fé no Bem Infinito poderá transformar-se em chama viva e redentora para o caminho de todos os que nos cercam.

 

 

 Livro: Cura - Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

PENSAMENTOS

 

CAPÍTULO XXVIII

Não transferir aos amigos, sejam quais forem, a culpa de nossos fracassos ou qualquer das obrigações que a vida nos atribui.

 

CAPÍTULO XXIX

Recordemos a sábia advertência do apóstolo Paulo:

— Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe, não caia.”

 

CAPÍTULO XXX

Importante saber se já recolhemos dificuldades e provações por reais benefícios;

Se procuramos renovar-nos constantemente, em espírito, para fazer o melhor ao nosso alcance;

O que estamos produzindo a favor do próximo, seja no trabalho remunerado ou na atividade gratuita das boas obras;

Se já sabemos esquecer as ofensas alheias, tanto quanto desejamos que as nossas sejam esquecidas;

Se o nosso entusiasmo é invariável na prática do bem.

 

CAPÍTULO XXXI

Toda frase, no mundo da alma, é semelhante a engenho de projeção suscitando imagens na câmara oculta do pensamento.

Temos assim, frases e frases:

duras como o aço;

violentas como fogo;

suaves como brisa;

reconfortantes como sol;

mordentes quais lâminas;

providenciais como bálsamos.

Saibamos, desse modo, compor as nossas frases com as nossas melhores palavras, nascidas de nossos melhores sentimentos, porque toda peça verbal rende luz ou sombra, felicidade ou sofrimento, bem ou mal para aquele que lhe faz o lançamento na Criação.

 

CAPÍTULO XXXII

Levantarás magnificentes construções terrestres, mas enquanto não ergueres em ti próprio o templo da paz, alcançado no dever nobremente cumprido, não encontrarás em teu benefício o pouso interior da genuína tranquilidade.

 

CAPÍTULO XXXIII

Necessário abrir o coração à bondade, o cérebro à compreensão, a existência ao trabalho, o passo ao bem, o verbo à fraternidade. Imperioso abrir igualmente o livro edificante ao estudo, a bolsa à beneficência, a capacidade à cooperação e o caminho à hospitalidade.

 

CAPÍTULO XXXIV

A cada passo, ouvimos de companheiros plenamente capacitados para o exercício das obras, afirmações como estas:

— “Compreendendo a necessidade do esforço no bem, mas não estou preparado para tomar compromissos.”

— “Quem sou eu para auxiliar?!...”

— “Não tenho merecimento...”

— “Sou criatura indigna de viver...”

Entretanto, esses mesmos amigos, nas lides materiais, não se acanham de asseverar que estão procurando melhoria de nível, seja no campo do trabalho, na esfera dos vencimentos, no cultivo da inteligência ou nos recursos da profissão.

 

CAPÍTULO XXXV

Quem te poderá fazer mal, se procuras somente o bem? Pensa nisso, atendendo a isso, e verificarás que a segurança íntima reside em ti mesmo, qual acontece à paz da alma, que vem a ser patrimônio de cada um.

 

CAPÍTULO XXXVI

A moeda, a cultura da inteligência, o verbo fulgurante e a segurança social nem sempre conseguem suprimir os problemas da pobreza, porque não nos é lícito esquecer a pobreza de espírito.

 

CAPÍTULO XXXVII

Distribuindo alimento às vítimas da penúria, abstém-te de azedar o pão com o vinagre da reprimenda, respeitando a condição dos que lhe batam à porta.

 

CAPÍTULO XXXVIII

Há doentes do corpo e doentes da alma. É forçoso não esquecer isso, porque todos eles são credores de entendimento e bondade, amparo e restauração. Diante de quem quer que seja, em posição menos digna perante as leis da harmonia que governam o Universo e a Vida, recordemos as palavras do Cristo: “não são os que gozam saúde que precisam de médico.”

 

CAPÍTULO XXXIX

Jamais transfigurar a verdade em bastão de castigo, mas dosá-la e usá-la no veículo do amor, à maneira de esclarecimento e remédio, renovação e consolo, escola e incentivo à prática do bem.

 

CAPÍTULO XL

O adversário é sempre alguém digno de auxílio ao nosso alcance, mas nem sempre, com desculpa de amor, devemos fazer aquilo que ele estima fazer.

 

 

 

 

De “O LIGEIRINHO”

de Francisco Cândido Xavier

pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 12 de outubro de 2021

REVERÊNCIA E PIEDADE


“Sirvamos a Deus, alegremente, com reverência

e piedade.” – Paulo. (Hebreus, 12:28)

 

“Sirvamos a Deus, alegremente” – solicita o apóstolo –, mas não se esquece de acentuar a maneira pela qual nos compete servi-lo.

Não poderíamos estender a tristeza nas tarefas do bem.

Todos os elementos da Natureza obedecem às Leis do Senhor, revelando alegria.

Brilha a constelação dentro da noite.

O Sol transborda calor e luz.

Cobre-se a Terra de flor e verdura.

Tem a fonte uma cantiga peculiar.

Entoa o pássaro melodias de louvor.

Não seria justo, pois, trazer, ao serviço que o Mestre nos designa, o pessimismo e a amargura.

O contentamento de ajudar é um dos sinais de nossa fé.

Entretanto, é necessário que a nossa alegria não se desmande em excessos.

Nem ruído inadequado, nem conceitos impróprios.

Nem palavras menos dignas, nem gargalhadas que poderiam apenas sugerir sarcasmo e desprezo.

Sirvamos alegremente, com reverência e piedade.

Reverência para com o Senhor e piedade para com o próximo.

Não podes pessoalizar o Todo-Misericordioso para agradá-Lo, mas podemos servi-Lo diariamente na pessoa dos nossos irmãos de luta.

Conduzamos, assim, o carro de nosso trabalho sobre os trilhos do respeito e da caridade e encontraremos, em nosso favor, a alegria que nunca se extingue.


Fonte Viva. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

RESPONDER

  “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” – Paulo. (Colossenses, 4:6)...