segunda-feira, 18 de maio de 2020

O SEXO




       Face à vulgarização das falsas necessidades sexuais, aturdes-te, perdendo o rumo do comportamento.
       Apelos vis se apresentam nos veículos de comunicação de massa, e os comentários descem a expressões chulas, regadas de baixezas, fazendo do sexo um instrumento de servilismo que o leva à situação mais grotesca do que a animal, de onde procede.
       Até certo modo, é compreensível a moderna reação cultural, a esse respeito, como consequência aos séculos de ignorância e proibição. Todavia, substituir-lhe a função precípua pela malversação danosa, é lamentável para o próprio homem.
       O sexo é para a vida, e não está para aquele.
*
       Diante das atitudes insensatas e as conotações servis a que está levada a função genésica, dirige-a, tu, com equilíbrio, a fim de que o seu desregramento não te conduza à alucinação.
       O sexo foi colocado abaixo do cérebro para ser por este conduzido.
       Posto na cabeça pela revolução dos frustrados, ei-lo transformado em peça principal do corpo, em detrimento da própria vida.
       Conduze-o com equilíbrio, a fim de que não derrapes na sofreguidão que enlouquece, sem resolver o problema.



De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco
pelo Espírito Joanna de Ângelis

domingo, 17 de maio de 2020

ENTENDAMOS SERVINDO




“Porque também nós éramos, noutro
tempo, insensatos.” Paulo (Tito, 3:3)


O martelo, realmente, colabora nos primores da estatuária, mas não pode golpear a pedra, indiscriminadamente.
O remédio amargo estabelece a cura do corpo enfermo, no entanto, reclama ciência na dosagem.
Nem mais, nem menos.
Na sementeira da verdade, igualmente, é indispensável não nos desfaçamos em movimento impensado.
Na Terra, não respiramos num domicílio de anjos. Somos milhões de criaturas, no labirinto de débitos clamorosos do passado, suspirando pela desejada equação.
Quem ensina com sinceridade, naturalmente aprendeu as lições, atravessando obstáculos duros.
Claro que a tolerância excessiva resulta em ausência de defesa justa, entretanto, é inegável que para educarmos a outrem, necessitamos de imenso cabedal de paciência e entendimento.
Paulo, incisivo e enérgico, não desconhecia semelhante realidade.
Escrevendo a Tito, lembra as próprias incompreensões de outra época para justificar a serenidade que nos deve caracterizar a ação, a serviço do Evangelho Redentor.
Jamais atingiremos nossos objetivos, torturando chagas, indicando cicatrizes, comentando defeitos ou atirando espinhos à face alheia.
Compreensão e respeito devem preceder-nos a tarefa em qualquer parte.
Recordemos nós mesmos, na passagem pelos círculos mais baixos, e estendamos braços fraternos aos irmãos que se debatem nas sombras.
Se te encontras interessado no serviço do Cristo, lembra-te de que Ele não funcionou em promotoria de acusação e, sim, na tribuna do sacrifício até à cruz, na condição de advogado do mundo inteiro.



Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

sexta-feira, 15 de maio de 2020

COMBATE INTERIOR




“Tendo o mesmo combate que já em mim
tendes visto e agora ouvis estar em mim.”
Paulo (Filipenses, 1:30)

Em plena juventude, Paulo terçou armas contra as circunstâncias comuns, de modo a consolidar posição para impor-se no futuro da raça. Pelejou por sobrepujar a inteligência de muitos jovens que lhe foram contemporâneos, deixou colegas e companheiros distanciados.
Discutiu com doutores da Lei e venceu-os.
Entregou-se à conquista de situação material invejável e conseguiu-a.
Combateu por evidenciar-se no tribunal mais alto de Jerusalém e sobrepôs-se a velhos orientadores do povo escolhido. Resolveu perseguir aqueles que interpretava por inimigos da ordem estabelecida e multiplicou adversários em toda parte. Feriu, atormentou, complicou situações de amigos respeitáveis, sentenciou pessoas inocentes a inquietações inomináveis, guerreou pecadores e santos, justos e
injustos...
Surgiu, contudo, um momento em que o Senhor lhe convoca o espírito a outro gênero de batalha – o combate consigo mesmo.
Chegada essa hora, Paulo de Tarso cala-se e escuta...
Quebra-se-lhe a espada nas mãos para sempre.
Não tem braços para hostilizar e sim para ajudar e servir.
Caminha, modificado, em sentido inverso. Ao invés de humilhar os outros, dobra a própria cerviz.
Sofre e aperfeiçoa-se no silêncio, com a mesma disposição de trabalho que o caracterizava nos tempos de cegueira.
É apedrejado, açoitado, preso, incompreendido muitas vezes, mas prossegue sempre, ao encontro da Divina Renovação.
Se ainda não combates contigo mesmo, dia virá em que serás chamado a semelhante serviço.
Ora e vigia, prepara-te e afeiçoa o coração à humildade e à paciência.
Lembra-te, meu irmão, de que nem mesmo Paulo, agraciado pela visita pessoal de Jesus, conseguiu escapar.



Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

quinta-feira, 14 de maio de 2020

GUARDEMOS SAÚDE MENTAL




“Pensai nas coisas que são de cima, e não
nas que são da Terra.” Paulo (Colossenses, 3:2)

O Cristianismo primitivo não desconhecia a necessidade da mente sã e iluminada de aspirações superiores, na vida daqueles que abraçam no Evangelho a renovação substancial.
O trabalho de notáveis pensadores de hoje encontra raízes mais longe.
Sabem agora, os que lidam com os fenômenos mediúnicos, que a morte da carne não impõe as delícias celestiais.
O homem encontra-se, além do túmulo, com as virtudes e defeitos, ideais e vícios a que se consagrava no corpo.
O criminoso imanta-se ao círculo dos próprios delitos, quando se não algema aos parceiros na falta cometida.
O avarento está preso aos bens supérfluos que abusivamente amontoou.
O vaidoso permanece ligado aos títulos transitórios.
O alcoólatra ronda as possibilidades de satisfazer a sede que lhe domina os centros de força.
Quem se apaixona pelas organizações caprichosas do “eu”, gasta longos dias para desfazer as teias de ilusão em que se lhe segrega a personalidade.
O programa antecede o serviço.
O projeto traça a realização.
O pensamento é energia irradiante. Espraie-mo-lo na Terra e prender-nos-emos, naturalmente, ao chão. Eleve-mo-lo para o Alto e conquistaremos a espiritualidade sublime.
Nosso espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces vivos do bem e do mal. Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: – “Pensai nas coisas que são de cima.”



Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

quarta-feira, 13 de maio de 2020

NA REVELAÇÃO DA VIDA




“E os apóstolos davam, com grande poder,
testemunho da ressurreição do Senhor
Jesus, e em todos eles havia abundante
graça”. (Atos, 4:33)


Os companheiros diretos do Mestre Divino não estabeleceram os serviços da comunidade cristã sobre princípios cristalizados, inamovíveis. Cultuaram a ordem, a hierarquia e a disciplina, mas amparavam também o espírito do povo, distribuindo os bens da revelação espiritual, segundo a capacidade receptiva de cada um dos candidatos à nova fé.
Negar, presentemente, a legitimidade do esforço espiritista, em nome da fé cristã, é testemunho de ignorância ou leviandade.
Os discípulos do Senhor conheciam a importância da certeza na sobrevivência para o triunfo na vida moral. Eles mesmos se viram radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. Por isso mesmo, atraíam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.
Em razão disso, o ministério apostólico não se dividia tão somente na discussão dos problemas intelectuais da crença e nos louvores adorativos. Os continuadores do Cristo forneciam, “com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” e, em face do amor com que se devotavam à obra salvacionista, neles havia “abundante graça”.
O Espiritismo evangélico vem movimentar o serviço divino que envolve em si, não somente a crença consoladora, mas também o conhecimento indiscutível da imortalidade.
As escolas dogmáticas prosseguirão alinhando artigos de fé inoperante, congelando as idéias em absurdos afirmativos, mas o Espiritismo cristão vem restaurar, em suas atividades redentoras, o ensinamento da ressurreição individual, consagrado pelo Mestre Divino, que voltou, Ele mesmo, das sombras da morte, para exaltar a continuidade da vida.



Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

segunda-feira, 11 de maio de 2020

ÁRVORES




“E levantando ele os olhos, disse: Vejo
os homens, pois, os vejo como árvores
que andam.” – Marcos: - 8 – 24


O cego de Bethsaida, retomando os dons sagrados da vista, proferiu observações de grande interesse.
Sua comparação é das mais belas.
-o-
O reino das árvores apresenta silenciosas mensagens aos que saibam ouvi-lo.
-o-
Qual acontece, no caminho das criaturas, existem árvores de todos os feitios.
-o-
Veem-se as que se cobrem apenas déramos farfalhados à maneira dos homens palavrosos; as tortuosas, copiando os seres indecisos, ensaiando passos para o ingresso nas estradas retilíneas; as de tronco espinhosos, imitando os espíritos mais ásperos  ainda envenenados as frutíferas que auxiliam carinhosamente as criaturas, não obstante os golpes e incompreensões recebidos, dando a ideia das almas santificadas, que servem ao Bem e à Verdade, no silêncio divino.
-o-
Nessa flora, como os seres ignorantes e grosseiros que ainda não chegaram a ser homens espirituais, não obstante a sua forma física, exigem igualmente as plantas invasoras e parasitárias que não chegaram a ser árvores, apesar da forma verde de suas folhas.
-o-
Quem não terá visto, alguma vez, a erva daninha, tentando sufocar a laranjeira, imitando as lutas da estrada humana?
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Quem não terá observado a trepadeira fascinante, florindo na coroa de uma árvore centenária, dando a impressão de ser tão alta e de tronco tão robusto, quanto ela?
-o-
Que homem não terá reconhecido o ataque das plantas minúsculas que costumam esconder as estradas e invadir as propriedades ao abandono?
-o-
O plano dos vegetais oferece às criaturas lições de profundo valor.
Se já podes ver, como aquele cego feliz de Bethsaida, procura ser um elemento útil e digno, entre as árvores que andam.





De “Levantar e seguir”
de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Emmanuel

domingo, 10 de maio de 2020

APROVEITAMENTO




Achaste mel? Come apenas o que te
basta, para que não te fartes dele e
venhas a vomitar. Pv. 25:16


Não caias no desequilíbrio quando te encontrares na abundância. Serve-te das coisas que a mente divina colocar no teu caminho com respeito e bom senso. Quem abusa da fartura possivelmente se encontrará com a miséria.
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Aproveita bem o tempo que o Senhor te deu, a saúde que a vida te facilitou, o ouro que o destino te ajudou a acumular, a amizade que a bondade de Deus te fez merecedor, o ar, a água e a luz que desfrutas, agradece sempre por tudo isso, sem esqueceres de ser grato igualmente pelo que te falta, pois assim estarás aproveitando bem o tempo de aprendizado.
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Não sejas ganancioso porque hoje a tua mesa se encontra farta. Come somente o que te convém comer para viver. Nunca deves viver só para tu alimentares. O momento de comer deve estar imbuído de respeito e compreensão.
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E é verdade que poderemos granjear saúde pela mente, essa verdade continua pela boca. Deves saber o que comer e comer segundo as regras da saúde.
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Aproveita a vida física que estás desfrutando na Terra, para que possas viver o máximo de anos. Cumpre tudo o que deves nesta existência, sem transferir dívidas para outras reencarnações. Não está em tuas mãos reencarnar quando quiseres.
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Vive metodicamente como a vida reta te ensinou, para que não venhas a sofrer as consequências do que fizeste de errado.
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Quando o saber povoar a tua mente, jamais esqueças da justiça, da humanidade e do amor, por ser tudo oriundo de Deus. Nós outros somos meros instrumentos dos poderes celestiais.
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Compadece-te de ti mesmo sendo bom e caridoso para com o próximo, pois és um dos inúmeros elos da vida, na vida de Deus.



De “Gotas de Fé”, de João Nunes Maia
pelo Espírito Carlos

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...