terça-feira, 24 de maio de 2016

SE




                                                                                                                                                 
Se já prestamos serviços sem perguntar se a criatura está precisando...

Se já auxiliamos nas boas obras sem aguardar recompensa...

Se já sabemos esquecer o mal, para valorizar o bem.

Então, estaremos atingindo as faixas benditas da maturidade com a Vida Superior.



Albino Teixeira - Da obra: Agenda de Luz
Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 23 de maio de 2016

DIANTE DA CONSCIÊNCIA





       A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos em favor de todas as criaturas.
       Que vem a ser, porém, essa atitude elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as Leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.
       Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:
                                          na conduta — sinceridade;
no sentimento — limpeza;
na ideia — elevação;
na atividade — serviço;
no repouso — dignidade;
na alegria — temperança;
na dor — paciência;
no lar — devotamento;
na rua — gentileza;
na profissão — diligência;
no estudo — aplicação;
no poder — liberalidade;
na afeição — equilíbrio;
na corrigenda — misericórdia;
na ofensa — perdão;
no direito — desprendimento;
na obrigação — resgate;
na posse — abnegação;
na carência — conformidade;
na tentação — resistência;
na conversa — proveito;
no ensino — demonstração;
no conselho — exemplo.
       Em qualquer parte ou situação, não hesites, quanto à atitude mais elevada, a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces para servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao ensejo de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que oferecemos a cada um.


Emmanuel - De “Caminho Espírita”
de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ESTA NOITE !...





“Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma;
e o que tens preparado, para quem será?”
Jesus (Lucas, 12:20)

       Não basta ajuntar valores materiais para a garantia da felicidade.
       A supercultura consegue atualmente na Terra feitos prodigiosos em todos os reinos da Natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da astronáutica. No entanto, entre os povos mais adiantados do Planeta avançam duas calamidades morais do materialismo corrompendo-lhe as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a angústia e a obsessão.
       É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas. Para suportar os átrios necessários à evolução e aos conflitos resultantes da luta regenerativa, precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles.
       Nesse sentido, vale recordar o sensato comentário de Allan Kardec no item 14 do Capítulo V de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, sob a epígrafe “O Suicídio e a Loucura”:
       “A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam”.
       Espíritas, amigos! Atendamos à caridade que suprime a penúria do corpo, mas não menosprezemos o socorro às necessidades da alma! Divulguemos as luzes da Doutrina Espírita! Auxiliemos o próximo a discernir e pensar.

De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O DISCÍPULO DESPERTA





       — Na minha infinita ignorância eu pensava que era um poderoso rei para quem o universo existia.
       Céus e terras, estrelas e constelações mares e vergéis, pássaros e animais estavam todos a serviço da minha insignificância.
       Cheguei mesmo a acreditar que os homens nasceram para me servir, e que, diferente de todos e de tudo, eu deveria fruir, seguir adiante, não olhar para trás, nem para baixo, somente para cima, para o futuro de gozo ilimitado.
       Atrelado ao carro da ilusão, a infância correu célere demais, sem que me desse conta, fazendo-me contemplar o chão que eu pisava e despertando-me para breves reflexões, que não amadureci.
       Logo depois, a fantasia da juventude foi-se rasgando e despindo-me. Mas, eu me neguei a ver-me igual aos demais indivíduos.
       Quando bebi o licor da idade da razão embriaguei-me de orgulho, intoxicando o discernimento que me tentou apresentar os valores reais da vida.
       O meu era todo o tempo da quimera.
       Eu me encontrava, é certo, inebriado pelos vapores do triunfo que a saúde outorga e a presunção premia.
       Tinha olhos e via; mas não enxergava.
       Possuía ouvidos e escutava; porém não entendia.
       Pensava; no entanto, não ia além dos limites estreitos do meu infeliz personalismo.
       Quando na maturidade do tempo que dá perfume à flor, sabor ao fruto, faz o rio alcançar o mar e a chuva abençoar a terra cansada, comecei a vergar-me na direção do solo, descobrindo que o meu passo, diminuindo de vigor, projetava sombra onde reinava a claridade, então surpreendi-me com a rapidez dos dias e a brevidade dos anos, compreendendo a loucura em que me demorara e sentindo o travo amargo da frustração.
       Todos os prazeres experimentados, que desfilaram pela minha mente, não me atenderam a fome das sensações, encontrando-me tão ansioso e vazio quanto antes.
       O orgulho tombou-me a cabeça e a sua coroa de barro se esboroou no choque da realidade.
       O trono em que me sentava, dourado, apenas por fora, estava devorado pelos cupins esfaimados, e derrubou-me.
       Apagaram-se as luzes do palco de mentira onde eu parecia brilhar, e o espetáculo de fausto cedeu lugar à realidade inevitável, dorida.
       Eu que me supunha rei, descobria, agora, que apenas fora vassalo infeliz; que buscara aproveitar e somente perdera; que ambicionara tudo e não possuía nada.
       Hoje, porém, sei que Tu és o Rei Poderoso que, através do amor, governas os corações, e, por isto, despojado de tudo e de mim mesmo, ajoelho-me aos Teus pés para rogar-Te piedade e ensejo de seguir contigo.


De “A um passo da imortalidade”
de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Eros

terça-feira, 17 de maio de 2016

ONDE ESTIVER JESUS






Onde estiver Jesus, alma querida e boa —
Ilusão, erro, falha apareçam embora,
Inda mesmo se o mal, em torno, desarvora —,
Esclarece, ilumina, ampara, aperfeiçoa.


Onde estiver Jesus, nada se diz à-toa;
O engano pede luz onde a verdade mora;
A caridade reina; a esperança, hora a hora,
Alteia-se mais bela; o trabalho abençoa.


Onde estiver Jesus, humilhado ou sozinho,
Nas desfigurações e aleives do caminho,
Inflama-te de amor — sol ardente e fecundo!...


Onde estiver Jesus... Eis que Jesus te espera
A bondade, o perdão, a paz e a fé sincera
Para a glória da vida e redenção do mundo!


De “Antologia da Espiritualidade”
de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Maria Dolores

A PRECE DE ISMÁLIA

  “Senhor! dignai-vos assim os nossos humildes tutelados, enviando-nos a luz de vossas bênçãos santificantes, nós estamos, prontos para ex...