segunda-feira, 6 de outubro de 2025

APRENDAMOS COM JESUS

 

“Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos

uns aos outros, se algum tiver queixa;

assim como o Cristo vos perdoou, assim fazei

vós também.” Paulo. (Colossenses, 3:13)

 

 

É impossível qualquer ação de conjunto, sem base na tolerância.

Aprendamos com o Cristo.

O Homem identifica no próprio corpo a lei da cooperação, sem a qual não permaneceria na Terra.

Se o estômago não suportasse as extravagâncias da boca, se as mãos não obedecessem aos impulsos da mente, se os pés não tolerassem o peso da máquina orgânica, a harmonia física resultaria de todo impraticável.

A queixa desfigura a dignidade do trabalho, retardando-lhe a execução.

Indispensável cultivar a renúncia aos pequenos desejos que nos são peculiares, a fim de conquistarmos a capacidade de sacrifício, que nos estruturará a sublimação em mais altos níveis.

Para que o trabalho nos eleve, precisamos elevá-lo.

Para que a tarefa nos ajude, é imprescindível nos disponhamos a ajudá-la.

Recordemos que o supremo orientador das equipes de serviço cristão é sempre Jesus. Dentro delas, a nossa oportunidade de algo fazer constitui só por si valioso prêmio.

Esqueçamo-nos, assim, de todo o mal, para construirmos todo o bem ao nosso alcance.

E, para que possamos agir nessas normas, é imperioso suportar-nos como irmãos, aprendendo com o Senhor, que nos tem tolerado infinitamente.

 



Livro: Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

domingo, 5 de outubro de 2025

HERANÇA

 

Porque as riquezas não duram sempre; e duraria

a coroa de geração em geração?

Pv. 27:24

 

As riquezas não duram para sempre, essa é a verdade. Os patrimônios são de Deus, nós somos apenas herdeiros temporários. Se és rico, te cabe o dever de zelar pela riqueza, sem contudo, esquecer de fazê-la circular em benefício da coletividade.

+*+*+

Não fiques esperando herança dos teus progenitores, para que possas firmar na vida. Trabalha sem pensar em tal preocupação porque o que recebes sem esforço próprio pode te confundir a existência.

Quando Deus achar conveniente, Ele colocará os recursos nas mãos certas.

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O interesse ainda vigente no coração da criatura é herdar bens materiais. Por que não pensar no legado moral dos seus pais?

O ouro do Espírito dura eternamente, e é sempre luz no caminho.

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A posição é passageira, mas a honra é duradoura.

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Todos nós temos um quinhão na vida par cuidar. Se nos faltarem os cuidados poderá surgir a perda, antecipando os sofrimentos para nos corrigirmos. A grande vinha de Deus pertence igualmente a todos por justiça, porém, às vezes, é dado mais a quem tem muito, por faltar disposição e fé em quem nada possui.

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Os homens lutam pela independência socioeconômica, entretanto, poucos se interessam em livrar-se da ignorância, por lhes faltarem o ânimo para duras corrigendas. Parece ser o “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”, caminho estreito e pouco convidativo.

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O patrimônio legítimo assenta raízes no amor. Quem renuncia aos bens materiais na hora em que deve tomar posse deles, tem medo da sua influência e não cumpre o seu dever diante de Deus. Quem conhece a verdade, nada teme.

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O apego é que escraviza, e não a posse; a usura é que distorce a verdade, e não o cuidado; o egoísmo é que perturba a consciência, e não o zelo.

+*+*+

Todos somos herdeiros das belezas imortais da criação e da felicidade dos filhos de Deus. Elas moram igualmente dentro de nós em formas variáveis, nos atendendo na dimensão em que os nossos entendimentos alcançam.

 

 

 

De “GOTAS DE AMOR”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

NOS CAMINHOS DO SEMPRE

 


    Nem sempre se te fará necessário fitar a retaguarda para reconhecer as vantagens da própria situação.
    Basta recordar os obstáculos que já venceste.
    Impossível não te lembres de certas ocasiões difíceis, no grupo doméstico, nas quais, sem esperar, conseguiste manter o próprio equilíbrio, a fim de auxiliar aos que se te ligam à existência.
    Fácil rememorar os momentos de azedume, dos quais a passagem do tempo te desligou para o retorno à tranqüilidade.
    Perigos que te ameaçaram, desapareceram, sem que os visses, no instante em que se te entrecruzavam na estrada.
    Ocorrências infelizes que atravessaste foram muito mais advertências da vida ao teu senso de ponderação e serenidade que calamidades irreparáveis, conquanto, em alguns casos, provações inevitáveis se te emplacassem no contexto das próprias experiências.
    Preterições sofridas geraram várias conquistas de melhoria que atualmente desfrutas.
   Mudanças desagradáveis e compulsórias transformaram-se em degraus de acesso a facilidades que desconhecias, até então.
    Pessoas queridas, cujas tribulações lamentavas com ênfase, descartaram-se das sombras em que se envolviam, usufruindo agora alegrias com que talvez não contassem.
    Desgostos que tiveste, no curso dos quais guardavas a idéia de carregar pesados fardos de infortúnio, converteram-se em oportunidades de paz e renovação que presentemente bendizes.
    Pensa nos empecilhos que já deixaste à distância e concluirás que isso aconteceu porque não desertaste das próprias obrigações.
    Reflete nisso e reconhecerás que Deus, o Infinito Amor, que te sustentou ontem, de igual modo te sustentará nos caminhos do sempre.

 

 

(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. In: Paz)

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

JESUS E PACIÊNCIA

 
            Recordemos a paciência do Cristo para exercer no próprio caminho a compreensão e a serenidade.
*
            Retornando, depois do túmulo, aos companheiros assustadiços, não perde tempo com qualquer observação aflitiva ou desnecessária.
*
            Não rememora os sucessos amargos que lhe precederam a flagelação no madeiro.
*
            Não se reporta a leviandade do discípulo invigilante que O entregara à prisão, osculando-Lhe a face.
*
            Não comenta as vacilações de Pedro na extrema hora.
*
            Não solicita os nomes de quantos acordaram em Judas a febre da cobiça e a fome de poder.
*
            Não faz qualquer alusão aos beneficiários sem memória que Lhe desconheceram o apostolado, ante a hora da cruz.
*
            Não recorda os impropérios que Lhe foram atirados em rosto.
*
            Não se refere aos caluniadores que Lhe escarneceram o amor e o sacrifício.
*
            Não reclama reconsiderações da justiça.
*
            Não busca identificar que Lhe impusera às mãos uma cana à guisa de cetro.
*
            Não se lembra da turba que Lhe ofertara vinagre à boca sedenta e pancadas à fronte que os espinhos dilaceraram.
*
            Ressurgindo, da sombra, afirma apenas, valoroso e sem mágoa: —
            — “Eis que estarei convosco até o fim dos séculos...”
            E prosseguiu trabalhando...
            Esse foi o gesto do Cristo de Deus que transitou na Terra, sem dívidas e sem máculas.
*
            Relembremos o próprio dever, à frente das pedradas que no firam a rota, a fim de que a paciência nos ensine a esperar a passagem das horas, porquanto cada dia, nos traz, a cada um, diferentes lições.




(Livro: Abrigo. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

terça-feira, 30 de setembro de 2025

UM POUCO DE FERMENTO

 

“Não sabeis que um pouco de fermento

leveda a massa toda?” –

Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 5:6)

 

Ninguém vive só.

Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.

Nossos atos possuem linguagem positiva.

Nossas palavras atuam a distância.

Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.

Ações e reações caracterizam-nos a marcha.

É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.

Nossa conduta é um livro aberto.

Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções!

Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca, estabelecem grandes acontecimentos!

Cada dia, emitimos sugestões para o bem ou para o mal...

Dirigentes arrastam dirigidos.

Servos inspiram administradores.

Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?

Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.

Acautela-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.

Desdobra-se-nos o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.


 

 

Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

QUE DESPERTAS?

 

“De sorte que transportavam os enfermos
para as ruas e os punham em leitos e em
camilhas para que ao menos a sombra
de Pedro, quando este passasse, cobrisse
alguns deles.” (Atos, 5:15)
 

O conquistador de glórias sanguinolentas espalha terror e ruínas por onde passa.

O político astucioso semeia a desconfiança e a dúvida.

O juiz parcial acorda o medo destrutivo.

O revoltado espalha nuvens de veneno sutil.

O maledicente injeta disposições malignas nos ouvintes, provocando o verbo desvairado.

O caluniador estende fios de treva na senda que trilha.

O preguiçoso adormece as energias daqueles que encontra, inoculando-lhes fluidos entorpecentes.

O mentiroso deixa perturbação e insegurança, ao redor dos próprios passos.

O galhofeiro, com a simples presença, inspira e encoraja histórias hilariantes.

Todos nós, através dos pensamentos, das palavras e dos atos, criamos atmosfera particular, que nos identifica aos olhos alheios.

A sombra de Simão Pedro, que aceitara o Cristo e a Ele se consagrara, era disputada pelos sofredores e doentes que encontravam nela esperança e alívio, reconforto e alegria.

Examina os assuntos e as atitudes que a tua presença desperta nos outros.

Com atenção, descobrirás a qualidade de tua sombra e, se te encontras interessado em aquisição de valores iluminativos com Jesus, será fácil descobrires as próprias deficiências e corrigi-las.

 

 

 

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

domingo, 28 de setembro de 2025

PERDOA-TE

 

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem vitalizes o erro através da sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu, e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.




Divaldo Pereira Franco/ Joanna de Ângelis. Livro: Filho de Deus

OUVE A CONSCIÊNCIA

  Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes. Serve e caminha. Não podemos construir os mínimos tópicos de alegria no ...