Nem sempre se te fará necessário fitar a retaguarda para
reconhecer as vantagens da própria situação.
Basta recordar os obstáculos que já venceste.
Impossível não te lembres de certas ocasiões difíceis, no
grupo doméstico, nas quais, sem esperar, conseguiste manter o próprio
equilíbrio, a fim de auxiliar aos que se te ligam à existência.
Fácil rememorar os momentos de azedume, dos quais a passagem
do tempo te desligou para o retorno à tranqüilidade.
Perigos que te ameaçaram, desapareceram, sem que os visses,
no instante em que se te entrecruzavam na estrada.
Ocorrências infelizes que atravessaste foram muito mais
advertências da vida ao teu senso de ponderação e serenidade que calamidades
irreparáveis, conquanto, em alguns casos, provações inevitáveis se te
emplacassem no contexto das próprias experiências.
Preterições sofridas geraram várias conquistas de melhoria
que atualmente desfrutas.
Mudanças desagradáveis e compulsórias transformaram-se em
degraus de acesso a facilidades que desconhecias, até então.
Pessoas queridas, cujas tribulações lamentavas com ênfase,
descartaram-se das sombras em que se envolviam, usufruindo agora alegrias com
que talvez não contassem.
Desgostos que tiveste, no curso dos quais guardavas a idéia
de carregar pesados fardos de infortúnio, converteram-se em oportunidades de
paz e renovação que presentemente bendizes.
Pensa nos empecilhos que já deixaste à distância e
concluirás que isso aconteceu porque não desertaste das próprias obrigações.
Reflete nisso e reconhecerás que Deus, o Infinito Amor, que
te sustentou ontem, de igual modo te sustentará nos caminhos do sempre.
(Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. In: Paz)
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