domingo, 9 de agosto de 2020

CONVITE À CORAGEM

“... O Senhor pondo-se ao lado dele (Paulo),

disse: Tem bom ânimo. (Atos: capítulo 23º, versículo 11.)

 

“Sorte madrasta!” — Desabafaste, após a dificuldade que te chegou de surpresa.

“Tudo de ruim me acontece!” — Proferiste, em desalinho mental, após o problema intrincado que tomou corpo sem que o esperasses.

“Não poderia ser pior!” — Reclamaste em pleno clima do desespero que te absorveu.

Todavia, relegas a plano de olvido todas as coisas boas que vens fruindo, que possuis.

Faze um giro pelos hospitais onde estão os rebotalhos do sofrimento. Além daqueles ali albergados, há outros sofredores que experimentam maior soma de inquietações...

Multidões de mutilados estão lutando para se readaptarem à vida; cegos exercitam a memória e surdos-mudos aprendem leitura labial para saírem do isolamento em que se demoram; crianças retardadas se submetem a tratamentos técnicos, penosos; gagos corrigem a fala a duros penates; operados de intrincados problemas orgânicos deixam-se conduzir sob limitações coercitivas em difíceis processos para a sobrevivência física..

E as mães desassossegadas ante filhos inditosos, esposos traidos, irmãos malsinados, cujas dores passam ignoradas?

Sai da noite a que te recolhes em pessimismo, e tem coragem.

Insucesso é ocorrência perfeitamente natural, que acontece a toda e qualquer criatura.

Problemas são desafios à luta e dificuldades são testes de promoção espiritual.

Indispensável manter o bom ânimo em qualquer lugar e posição, recordando a necessidade de nobre aplicação dos valores de que dispões:

visão, palavra, audição, movimento, lucidez e tantos outros, distribuindo bênçãos entre os que conduzem mais pesado fardo.

... E seja qual for a provação que te surpreenda, tem coragem!

O pior que pode acontecer a alguém é entregar-se à descrença, apagando a chama íntima da fé e caminhar em plena escuridão da estrada, sem arrimo.

Assim, confia em Deus, e, corajoso, prossegue de espírito tranquilo.


 

Convites da Vida

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

CONVITE À CONTINÊNCIA


“... A vossa santificação que

vos abstenhais da prostituição.”

(1º TESSALONICENSES:

Capítulo 4º, versículo 3)

 

Referimo-nos ao equilíbrio no uso das funções sexuais, em face dos modernos conceitos éticos, estribados nas mais vulgares expressões do

sensualismo e da perversão.

Disciplina moral, como condição de paz fomentadora de ordem física e psíquica, nos diversos departamentos celulares do corpo que te serve de veículo à evolução.

A mente atormentada por falsas necessidades, responsabiliza-se por disfunções glandulares, que perturbam a boa marcha das organizações

fisiológica e psicológica do homem.

Entre as necessidades sexuais normais, perfeitamente controláveis, e as ingentes exigências do condicionamento a que o indivíduo se permite por educação, por sociabilidade, por desvirtuamento, há a fuga espetacular para os prazeres da função descabida do aparelho genésico, de cujo abuso só mais tarde aparecem as consequências físicas, emocionais e psíquicas, em quadros de grave comprometimento moral.

Em todos os tempos, o desregramento sexual dos homens tem sido responsável por crises sérias no estatuto das Nações. Guerras cruéis que

assolaram povos, arbitrariedades cometidas em larga escala, em toda parte, absurdos do poder exorbitante, perseguições inomináveis, contínuas, tragédias bem urdidas, crimes nefandos têm recebido os ingredientes básicos das distonias decorrentes do sexo em desalinho, eito de maldições e poste de suplícios intérminos para quantos se lhe tornam áulicos subservientes.

Quedas espetaculares na rampa da alucinação, homicídios culposos, latrocínios infelizes e perversões sem conta fazem a estatística dos disparates nefandos do sexo em descontrole, perfeitamente adotado pela falsa cultura hodierna.

Continência, portanto, enquanto as forças do equilíbrio íntimo se fazem condutoras da marcha orgânica.

Dieta salutar, enquanto o matrimônio não se encarrega de propiciar a harmonia indispensável para a jornada afetiva.

Mesmo na vida conjugal, se desejas estabelecer normas para a felicidade, cuida-te da licenciosidade perniciosa, do abuso perturbador, da imaginação em desvario...

Se te parecerem difíceis os exercícios de continência, recorda-te da oração e mergulha a mente nos rios da prece, onde haurirás resistência contra o mal e inspiração para o bem.

Quando, porém, te sentires mais açulado e inquieto, a ponto de cair, refaze-te através do passe restaurador de forças e da água fluidificada, capazes de ajudar-te na empresa mantenedora da harmonia necessária ao progresso do teu espírito, na atual conjuntura carnal, evitando a prostituição dos costumes sempre em voga, responsável por mil desditas desde há muito.

 

 

 

Convites da Vida

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

CONVITE À COMPAIXÃO


 

“Jesus, Mestre, tem compaixão de nós.”

(Lucas: capítulo 17º, versículo 14.)

 

         São poucos os que a cultivam.

         Há a alegação generalizada de que todo aquele que se apieda, sofre desnecessariamente, e depois não há qualquer compensação. Logo se recupera o que ora padece e este retribui a generosidade, o auxílio, com a torpe ingratidão.

         Que te importa, porém, se o ingrato for o outro? Não se renova a árvore após a poda, produzindo em abundância e o solo revolvido, não aceita melhor a semente?

         O essencial é que sejas partícipe ativo da renovação social e espiritual da Terra.

         Para esse mister não arroles dificuldades, não apontes incompreensões, não relaciones queixas.

         Possivelmente não poderás fazer muito, ante a larga faixa dos que expungem, dos que padecem necessárias retificações. Dispões, no entanto, do amor, e assim enriquecido ser-te-á possível oferecer valiosas moedas de compaixão e fraternidade.

         Disporás de um momento para ouvir as ânsias do espírito atribulado e ofereceres o roteiro seguro do Evangelho; terás a moeda da esperança para distenderes ao desafortunado, que tudo perdeu no jogo da ilusão e agora está à borda da loucura ou do suicídio; contribuirás com a oração intercessória, quando outros recursos já não sejam utilizáveis junto ao que se permitiu colher pelas circunstâncias infelizes que ele mesmo  engendrou e das quais não pode escapar; distenderás o lenço do conforto, sugerindo que o perseguidor reconsidere a atitude, pois que mais tarde será ele o perseguido; lembrarás o impositivo das leis divinas àqueles que se facultam desonestidade e torpezas morais, se tiveres compaixão..

         O Mestre, apiedado daqueles leprosos, sugeriu que se apresentassem aos sacerdotes, acontecendo que, em pleno caminho, se tornaram limpos...

         Todos possuímos males que nos maculam o espírito e nos maceram interiormente. Apiedando-nos do próximo, credenciar-nos-emos à compaixão do Senhor, que nos favorecerá com a oportunidade de nos limparmos pelo caminho, também, antes de nos apresentarmos à Lei.

 


Convites da Vida

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

CONVITE À CARIDADE


 

“Filho, vai hoje trabalhar na minha Vinha.”

(Mateus: capítulo 21º, versículo 28.)

 

Enquanto a saúde enfloresce as tuas possibilidades de bem-estar, reserva um dia por mês, ao menos, para visitar os irmãos enfermos, que ressarcem pesados tributos pretéritos, muitas vezes em dolorosa soledade, com o espírito tomado de apreensões e angústias.

Companheiros tuberculosos que expungem em leitos de asfixiante espera, em duros intervalos de hemoptises rudes.

Amigos leprosos em isolamento compulsório, acompanhando a dissolução dos tecidos que se desfazem em purulência desagradável.

Irmãos cancerosos sem esperança de recuperação orgânica entre dores e ásperas ansiedades.

Homens e mulheres em delírios de loucura ou presos por cruéis obsessões coercitivas, longe da lucidez, à margem do equilíbrio, em desoladora situação.

Crianças surpreendidas por enfermidades que as ferreteiam impiedosamente, roubando-lhes o frescor juvenil e macerando-as

vigorosamente.

Anêmicos e penfigosos, operados em situação irreversível e distônicos vários que enxameiam nos leitos dos hospitais públicos e particulares, nos Nosocômios de Convênio governamental ou em Clínicas diversas sob azorrague incessante.

Seja teu o sorriso de cordialidade franca, através da lembrança de uma palavra fraterna, de uma flor delicada, de uma pergunta gentil em que esteja expresso o interesse pela sua recuperação, de uma prece discreta ao lado do seu leito, de uma vibração refazente com que podes diminuir os males que inquietam esses seres em necessário resgate.

Lembra-te, porém, que acima do bem que lhes possas fazer, a ti fará muito bem verificar o de que dispões e pouco consideras, bem precioso e de alto valor com que o Senhor te concede a honra de crescer: a saúde!

Vai desde hoje trabalhar na vinha do Senhor.

Caridade para com os que sofrem, em última análise é caridade para contigo mesmo.

 

 

 

Convites da Vida

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis

terça-feira, 4 de agosto de 2020

CONVITE AO BEM


 

“Assim como quereis que vos façam os homens,

assim fazei vós também a eles.”

(Lucas: capítulo 6º, versículo 31)

 

A problemática do sofrimento humano, na atualidade, pouco difere das velhas injunções que vêm anatematizando o homem, e por cujo meio o espírito expunge os equívocos e ascende a pouco e pouco na direção do Infinito.

Enxameiam em todo lugar multidões de padecentes experimentando amarguras sem nome, sob o guante de inenarráveis condições de miséria

orgânica, social e moral.

Não apenas nas colossais metrópoles modernas, em que se aglutinam milhões de criaturas, mas também, nas pequenas cidades, nos insignificantes burgos, nos campos...

Palácios suntuosos e choças misérrimas diferem na paisagem arquitetônica, igualando-se frequentemente nas estruturas daqueles que os

habitam. Isto porque o sofrimento independe das condições externas sempre transitórias e de pouca valia.

As necessidades reais, que engendram a dita como o infortúnio, sempre decorrem do espírito.

Por essa razão, sem descuidar dos auxílios ao corpo e ao grupo humano com o indispensável sustento imediato para a vida honrada em condição de dignidade, o convite ao bem nos impele à iluminação da consciência, sobretudo, de modo a erradicar as questões constringentes que fomentam a miséria e os desajustes de toda ordem.

Esparze misericórdia pela estrada por onde segues, estendendo o socorro geral, simultaneamente esclarece e consola para que a semente do bem que consigas plantar numa vida se transforme em gleba feliz pelo tempo futuro a fora.

 

 

Convites da Vida

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

CONVITE À ASCENSÃO


 

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”

(João: capítulo 14º, versículo 6)

 

Inumeráveis os óbices. Sem conto as dificuldades.

O cardo multiplicado na rota cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alparcata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial como circunstâncias impeditivas.

O apelo do alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoado...

Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.

De cima, porém, a grandeza do conjunto harmonioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações...

No torvelinho agressivo do dia-a-dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas.

Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.

Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa-nenhuma asfixiando esperanças, esmagando alegrias...

Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza de realizações...

Concitado ao programa redentor não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.

Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a alçares o ser e a vida aos cimos espirituais.

Asseverou Jesus ser o caminho, e ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão não se permitiu deter com eles, ascendendo do topo de uma cruz, além do solo das paixões, aos cimos da

sublimação.

Medita e segue-o, liberando-te da canga dos melindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.

 

  

Convites da Vida

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis


domingo, 2 de agosto de 2020

CONVITE AO AMOR


 

“Um novo mandamento vos dou: que

vos ameia uns aos outros.”

(João: capítulo 13º, versículo 34.)

 

O amor é o estágio mais elevado do sentimento.

O homem somente atinge a plenitude quando ama. Enquanto anseia e busca ser amado, foge à responsabilidade de amar e padece infância

emocional.

No contexto social da atualidade hodierna, todavia, a expressão amor sofre a desvalorização do seu significado para experimentar a decomposição do tormento sexual, que não passa de instinto em desgoverno.

Sem dúvida, o sexo amparado pelo amor caracteriza a superioridade do ser, facultando-lhe harmonia íntima e perfeito intercâmbio de vibrações e hormônios a benefício da existência.

Sexo sem amor, porém, representa regressão da inteligência às formas primeiras do desejo infrene, com o comprometimento das aspirações elevadas em detrimento de si mesmo e dos outros.

Por essa razão, vige em todos os departamentos do Cosmo a mensagem do amor.

Na perfeita identificação das almas o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.

Nem sempre, porém, se encontrará no ser amado a recíproca. Importa, o que é essencial, amar, sem solicitação.

De todos os construtores do pensamento universal, o amor recebeu a contribuição valiosa de urgência. Isto, porque Deus, Nosso Pai, é a mais alta manifestação do amor.

E Jesus, padronizando as necessidades humanas quanto solucionando-as, sintetizou-as no amor, como única diretriz segura por meio da qual se pode lograr a meta que todos perseguimos nas sucessivas existências.

* * *

Se, todavia, sentes aridez íntima e sombras carregadas de desencantos obnubilam as tuas aspirações, inicia o exercício do amor, entre os que sofrem, através da gentileza, passando do estágio da amizade. Descobrirás, depois, a realidade do amor em blandícia de tranquilidade no país do teu espírito.

Se por acaso o céu dos teus sorrisos está com as estrelas da alegria apagadas, ama, assim mesmo, e clarificarás outros corações que jazem em noites mais sombrias, percebendo que todo aquele que irradia luz e calor, aquece-se e ilumina-se, permanecendo feliz em qualquer circunstância.

Haja, pois, o que haja, ama.

Em plena cruz, não obstante o desprezo e a traição, o azorrague e a dor total, Jesus prosseguiu amando e até hoje, fiel ao postulado que elaborou como base do Seu ministério, continua amando-nos sem cansaço.

 



Convites da Vida.

Divaldo P. Franco

Joana de Ângelis

A ORAÇÃO DO JUSTO

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” – (Tiago, 5:16)   Considerando as ondas do desejo, em sua força vital, tod...