quinta-feira, 19 de julho de 2018

ROTULAGEM


 

“Mas quem não possui o espírito do

Cristo, esse não é dele.”

– Paulo. (Romanos, 8:9)

 

A rotulagem não tranquiliza.
Procuremos a essência.
Há louvores em memória do Cristo, em muitos estandartes que estimulam a animosidade entre irmãos.
Há símbolos do Cristo, em numerosos tribunais que, em muitas ocasiões, apenas exaltam a injustiça.
Há preciosas referências ao Cristo, em vozes altamente categorizadas da cultura terrestre, que, em nome do Evangelho, procuram estender a miséria e a ignorância.
Há juramentos por Cristo, através de conversações que constituem vastos corredores na direção das trevas.
Há invocações verbais ao Cristo, em operações puramente comerciais, que são escuros atentados à harmonia da consciência.
Meditemos na extensão de nossos deveres morais, no círculo das responsabilidades que abraçamos com a fé cristã.
Jesus permanece em imagens, cartazes, bandeiras, medalhas, adornos, cânticos, poemas, narrativas, discursos, sermões, estudos e contendas, mas isso é muito pouco se lhe não possuímos o ensinamento vivo, na consciência e no coração.
É sempre fácil externar entusiasmo e convicção, votos brilhantes e frases bem-feitas.
Acautelemo-nos, porém, contra o perigo da simples rotulagem. Com o apóstolo, não nos esqueçamos de que, se não possuímos o espírito do Cristo, dele nos achamos ainda consideravelmente distantes.


Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel


quarta-feira, 18 de julho de 2018

EUTANÁSIA – MORTE COM DIGNIDADE




A eutanásia, ou a técnica da “morte fácil”, conforme elucida a sua etimologia, prossegue sendo grave compromisso moral, que o homem moderno insiste por legalizar (...)
Por mais preciso que se apresente o diagnóstico médico em relação às enfermidades, sempre se há de contar com a imprevisibilidade orgânica de cada paciente, segundo sua programação evolutiva.
(...) as resistências morais variam de criatura para criatura, não podendo, deste modo, um conceito de dor ter validade geral entre indivíduos infinitamente diferentes.
(...) a atitude de alguém que opta, em plena saúde, pela aceitação da eutanásia, (...) não pode ser considerada definitiva, porquanto, a cada instante, muda-se de emoção, altera-se a forma de encarar-se os fatos e de considerar-se os acontecimentos...
“Morrer com dignidade”, não pode ser a aplicação imoral da eutanásia, que degenera em homicídio, desde que a vida é patrimônio de Deus, que sabe quando e como alterar-lhe o curso, no corpo e fora dele.
(...) suicídio covarde (...) quando lhe cabe o dever de preservar o corpo, até que este cumpra a finalidade para a qual foi elaborado.
.......................................................
A tua será a morte que mais facilmente te propiciará a vida em abundância.
(...) lutando para preservar o corpo (...) os últimos instantes, na enfermidade, podem significar-te glória ou desdita no além-túmulo.
Sofrerás, apenas, o de que necessites, para seres livre.
Se buscas fugir à Lei, tombarás nas suas malhas, adiante, em situação mais penosa e circunstância mais-angustiante.
Nunca fugirás à consciência, nem te evadirás da vida.
Sem mais nenhuma apologia pelo sofrimento, eutanásia jamais!
Deus é Nosso Pai de Amor e, a benefício das Suas criaturas, permite que a ciência prolongue a vida; e, da mesma forma em que surgem os fomentadores do suicídio e do homicídio através da eutanásia, favorece a humanidade com os apóstolos do amor, que se fazem, na Medicina, os sacerdotes dignificadores da Vida.



Do livro “Alegria de Viver”
Espírito Joanna de Ângelis
Psicografado por Divaldo P. Franco

terça-feira, 17 de julho de 2018

BUSQUEMOS A ETERNIDADE




“... ainda que o homem exterior se corrompa,
o interior, contudo, se renova dia a dia.”
– Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 4:16)

Não te deixes abater, ante as alterações do equipamento físico.
Busquemos a Eternidade.
Moléstias não atingem a alma, quando não se filiam aos remorsos da consciência.
A velhice não alcança o espírito, quando procuramos viver segundo a luz da imortalidade.
Juventude não é um estado da carne.
Há moços que transitam no mundo, trazendo o coração repleto de pavorosas ruínas.
Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter.
O espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.
Recorda que o estágio na Terra é simples jornada espiritual.
Assim como o viajante usa sandálias, gastando-as pelo caminho, nossa alma apropria-se das formas, utilizando-as na marcha ascensional para a Grande Luz.
Descerra, pois, o receptor de teu coração à onda sublime dos mais nobres ideais e dos mais belos pensamentos e aprendamos a viver longe do cupim do desânimo, e nosso espírito, ainda mesmo nas mais avançadas provas da enfermidade ou da senectude, será como sol radiante, a exteriorizar-se em cânticos de trabalho e alegria, expulsando a sombra e a amargura, onde estivermos.



Livro: Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel


segunda-feira, 16 de julho de 2018

OBSERVEMO-NOS




“Aquele que diz permanecer nele, deve
também andar como ele andou.”
– João. (1ª Epístola de João, 2:6)


Há quem afirme viver com a bondade de Jesus e não hesita em atirar-se contra os semelhantes, através da maledicência e da crueldade.
Há quem assevere compreender o otimismo do Divino Mestre e não vacila em concentrar-se nas sombras do pessimismo e do desespero.
Há quem proclame a fraternidade do Cristo, incentivando a separação e a discórdia.
Há quem exalte o trabalho incessante do Senhor na extensão do bem, acomodando-se na rede da preguiça e do comodismo.
Há quem louve a simplicidade do Eterno Amigo, complicando todos os problemas da estrada.
Há quem glorifique a paciência do Sublime Instrutor, agarrando-se ao pedregulho da agressividade e da intolerância.
Se nos confessamos aprendizes do Evangelho, observemos os nossos próprios passos.
Lembremo-nos de que o nome de Jesus está empenhado em nossas mãos.
Assim compreendendo, afeiçoemo-nos ao Modelo Divino.
Quando o apóstolo nos declara – “aquele que diz permanecer nele, deve também andar como ele andou” –, deseja naturalmente dizer: “quem se afirma seguidor de Jesus, decerto deverá imitar-lhe a conduta, buscando viver na exemplificação em que o Mestre viveu”.




Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

sexta-feira, 13 de julho de 2018

SIGAMO-LO




“Aquele que me segue não andará em
trevas.” Jesus. (João, 8:12)


Há quem admire a glória do Cristo. Mas a admiração pura e simples pode transformar-se em êxtase inoperante.
Há quem creia nas promessas do Senhor. Todavia, a crença só por si pode gerar o fanatismo e a discórdia.
Há quem defenda a revelação de Jesus. Entretanto, a defesa considerada isoladamente pode gerar o sectarismo e a cegueira.
Há quem confie no Divino Mestre. Contudo, a confiança estagnada pode ser uma força inerte.
Há quem espere pelo Eterno Benfeitor. No entanto, a expectativa sem trabalho pode ser ansiedade inútil.
Há quem louve o Salvador. Louvor exclusivo, porém, pode coagular a adoração improdutiva.
A palavra do Enviado Celeste, entretanto, é clara e incisiva: – Aquele que me segue não andará em trevas.”
Se te afeiçoaste ao Evangelho não te situes por fora do serviço cristão.
Procuremos o Senhor, seguindo-lhe os passos.
Somente assim estaremos com o Cristo, recebendo-lhe a excelsa luz.



Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel


quinta-feira, 12 de julho de 2018

NÃO DUVIDES



“... O que duvida é semelhante à onda do
mar, que é levada pelo vento e lançada
de uma para outra parte.” – Tiago. (Tiago, 1:6)


Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.
A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.
A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.
Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino em si mesmo.
Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.
Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso alcance.
Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.
Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.
Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente – eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nossa vitória. E, nessa peregrinação incansável, não nos esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.




Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

quarta-feira, 11 de julho de 2018

DIANTE DE DEUS




“Pai nosso...” – Jesus. (Mateus, 6:9)


Para Jesus, a existência de Deus não oferece motivo para contendas e altercações.
Não indaga em torno da natureza do Eterno.
Não pergunta onde mora.
Nele não vê a causa obscura e impessoal do Universo.
Chama-lhe simplesmente “nosso Pai”.
Nos instantes de trabalho e de prece, de alegria e de sofrimento, dirige-se ao Supremo Senhor, na posição de filho amoroso e confiante.
O Mestre padroniza para nós a atitude que nos cabe, perante Deus.
Nem pesquisa indébita.
Nem inquirição precipitada.
Nem exigência descabida.
Nem definição desrespeitosa.
Quando orares, procura a câmara secreta da consciência e confia-te a Deus, como nosso Pai Celestial.
Sê sincero e fiel.
Na condição de filhos necessitados, a ele nos rendamos lealmente.
Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma força irradiando vidas.
Não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-lhe o amor.
Procuremos, assim, Nosso Pai, acima de tudo, e Deus, Nosso Pai, nos escutará.



Livro: Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...