terça-feira, 11 de agosto de 2015

O PERFUME DO TRABALHO



É comum ouvir de certos encarnados a expressão pela ânsia de férias, de descanso, na pauta da vida. Como se enganam esses companheiros, quando querem somente livrar-se do labor!
É necessário que se compreenda que o trabalho é a base da vida; é, por assim dizer, a essência de tudo, é o princípio do progresso, na expansão das belezas imortais.
Deus nos mostra o valor do trabalho pelas coisas que observamos no universo... Quem foi que fez os sóis? Quem fez as estrelas? Quem organizou a natureza? E, enfim, quem fez as coisas observáveis? Foi o Senhor, pelos fios do que chamamos trabalho.
Se queres crescer para Deus, dá demãos ao trabalho, em qualquer parte a que fores chamado a realizá-lo, seja ele qual for.
Trabalha na vigilância da oficina da mente, trabalha na lavoura do verbo, trabalha nas regiões da própria vida.
Trabalha, meu irmão, no pequeno, para que possas ser grande na grandeza da vida, procurando no sentimento do coração os valores da vida, do amor, da caridade, da fraternidade e do perdão.
O trabalho pode aparecer em qualquer lugar, mesmo em se conduzindo graves enfermidades, pois o enfermo pode mostrar, como trabalhador, como ter paciência, compreendendo as lições. Nas profissões, pode-se dar exemplo de trabalho digno com honestidade, onde se pode evidenciar o Cristo atuante, como exemplo de luz.
Aquele que consegue a urdidura do amor no trabalho, dele sente o aroma, lembrando Jesus, porque o trabalho na caridade perfuma, cura, eleva e dignifica a fé, mostrando que Deus é Pai, Jesus é o Guia. A humanidade se unifica pelo labor em uma só fé e em um só amor, procurando salvar-se pelas forças da caridade, que é um trabalho divino, sob a égide de Deus, nas bênçãos de Cristo, pela expressão da benevolência.

De “Páginas Esparsas 3”, de João Nunes Maia, pelos Espíritos Scheilla e José Grosso

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

AGRADECIMENTO



  Agradece as mãos que te constroem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir.
  Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar.
  Agradece aos amigos que te proporcionam a mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência.
  Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância.
  Certa feita, um pedaço de carbono sumido no monturo pediu a Deus o levasse para a superfície da Terra, a fim de se mais útil.
  O Supremo Senhor ouviu-lhe a súplica e determinou fosse ele detido no subsolo para a devida maturação.
  O minério humilde aceitou a resposta e permaneceu na clausura, por séculos e séculos, suportando a química danatureza com o assalto constante dos vermes que habitavam o chão.
  Chegou, por fim, o tempo em que o Criador mandou arrancá-lo para atender-lhe aos ideais. Instrumentos de perfuração exumaram-no a golpes desapiedados e o lapidário cortou-lhe o corpo, de vários modos, em minucioso burilamento.
  Mas quando o carbono sublimado surgiu, de todo, aos olhos do mundo, Deus o havia transformado no brilhante, que passou a brilhar, entre os homens, parecendo uma flor do arco-Íris com o fulgor das estrelas.


Francisco Cândido Xavier por Meimei

terça-feira, 4 de agosto de 2015

APRENDER E RECOMEÇAR




Dizes que não tens condição para as obras da fé porque erraste.

Erraste e sofreste.

Sofreste e temes a crítica.

É possível que ainda lutes contigo mesmo.

Entretanto, não recuses o convite do bem que te chama a servir.

Esquece-te e caminha.

O trabalho em auxílio aos outros te fará profunda e bela renovação.

A bênção do Senhor te sustentará.

Se não crês no Amparo do Alto, observa a lição do Sol.

O astro do dia, vestido em luz pura e imensa, está sempre reiniciando o próprio trabalho, em cada hemisfério da Terra.

Pensemos nisso e aprende a recomeçar.

Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. Livro: Material de Construção


sexta-feira, 31 de julho de 2015

APRENDIZADO



Estudas ciências e filosofias, artes e idiomas.

Para isso, gastas forças e tempo.

Escuta.

O amor que Jesus nos traçou por estrada de redenção pode ser igualmente adquirido em exercício disciplinar.

Esforcemo-nos por alcançá-lo.

Os instrutores são os nossos próprios semelhantes.

Alguns te procuram. São aqueles que te desconsideravam ou te agridem, por vezes inconscientemente, junto dos quais é possível aprender compreensão e tolerância, desprendimento e perdão.

Alguns outros precisas buscar.

São aqueles companheiros a quem devemos amparo, habitualmente domiciliados na enfermidade ou na penúria, no regaço frio da noite ou em ruínas abandonas.

Vai ao encontro desses, dá-lhes algo da posse ou da migalha que te servem de apoio à existência, mas deixa-lhes a tua dádiva, iluminada com o teu próprio amor, à maneira do Sol, cuja luz te assegura a vida sem te pedir reconhecimento.

Não delongues o aprendizado.

Entretanto, existe uma condição para o êxito.

Auxilia e perdoa sem falar disso a ninguém.

O silêncio é a base na didática do amor, porque em todas as aulas, embora, por vezes, diante de muita gente, estarás profundamente em ti e dialogando contigo na presença de Deus.

Cede um minuto do tempo de que disponhas ou algo do que possuis para diminuir o frio da penúria e a febre da aflição.

Nessa imensa vereda, descobrirás pequeninos abandonados, aos quais estenderás o agasalho da esperança.

Espírito: Meimei, livro: Palavras do Coração

Francisco Candido Xavier)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

AMARÁS SERVINDO



      Amarás servindo.
    Ainda quando escutes alusões em torno da suposta decadência dos valores humanos, exaltando as forças das trevas, farás da própria alma lâmpada acesa para o caminho.
    Mesmo quando a ambição e o orgulho te golpeiem de suspeitas e de rancores o espírito desprevenido, amarás servindo sempre.
    Quando alguém te aponte os males do mundo, lembrar-te-ás dos que te suportaram as fraquezas da infância, dos que te auxiliaram a pronunciar a primeira oração, dos que te encorajaram os ideais de bondade no nascedouro, e daqueles outros que partiram da Terra, abençoando-te o nome, depois de repetidos exemplos de sacrifício para que pudesses livremente viver. Recordarás os benfeitores anônimos que te deram entendimento e esperança, prosseguindo fiel ao apostolado do amor e serviço que te legaram...
    Para isso, não te deterás na superfície das palavras.
    Colocar-te-ás na posição dos que sofrem, a fim de que faças por eles tudo aquilo que desejarias se te fizesse nas mesmas circunstâncias.
    Ante as vítimas da penúria, imagina o que seria de ti nos refúgios de ninguém, sob a ventania da noite, carregando o corpo exausto e dolorido a que o pão mendigado não forneceu suficiente alimentação; renteando com os doentes desamparados, reflete quanto te doeria o abandono sob o guante da enfermidade, sem a presença sequer de um amigo para minorar-te o peso da angústia; à frente das crianças despejadas na rua, pensa nos filhos amados que aconchegas ao peito, e mentaliza o reconhecimento que experimentarias por alguém que os socorresse se estivessem desvalidos na via pública; e, perante os irmãos caídos em criminalidade, avalia o suplício oculto que te rasgarias entranhas da consciência, se ocupasses o lugar deles, e medita no agradecimento que passarias a consagrar aos que te perdoassem os erros, escorando-te o passo, das sombras para a luz.
    Ainda mesmo quando te vejas absolutamente a sós, no trabalho de bem, sob a zombaria dos que se tresmalham temporariamente no nevoeiro da negação e do egoísmo, não esmorecerás. Crendo na misericórdia da Providência Divina e nas infinitas possibilidades de renovação do homem, seguirás Jesus, o Mestre e Senhor, que, entre a humildade e a abnegação, nos ensinou a todos que o amor e o serviço ao próximo são as únicas forças capazes de sublimar a inteligência para que o Reino de Deus se estabeleça em definitivo nos domínios do coração.


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.

In: Alma e Coração

quinta-feira, 23 de julho de 2015

OS OUTROS



             Já pensaste que existe muita gente além de ti, vivendo no mesmo mundo em que habitas? São bilhões, com as mesmas necessidades e os mesmos direitos, filhos do mesmo Deus de bondade e de amor. E ainda outros bilhões de desencarnados buscam os mesmos interesses de vida que buscas.
             Quem te fez não se esqueceu de colocar as mesmas qualidades na consciência dos teus irmãos de caminho.
             Se tu, para viver, precisas dos outros, tanto quanto os outros de ti, é de justiça, e a razão nos esclarece, a grande necessidade de vivermos bem com os nossos semelhantes, de fazer para com eles o que estiver ao nosso alcance.
             O Suprimento Divino de ninguém se esquece, no que tange às nossas necessidades. O que achamos que falta na economia da natureza é consumido no desperdício dos que abusaram daquilo que foi colocado em suas mãos, registrando na escrita superior, a ignorância que, por vezes, atende ao carma dos sofredores.
             Não existe falha da natureza.
             O que achamos injustiça é puramente aparência. Cada um recebe justamente o que merece no avanço da própria vida.
             Se te interessa receber coisas boas, não deves duvidar da lei que nos fala que é dando que recebemos.
             Os outros são continuação de nós mesmos, nos termos filosóficos, que a escrita alcança para mostrar as belezas do oculto.
             Se queremos afastar o inconveniente de nós, não aprendamos as lições da inconveniência. Deus a ninguém deserda, nem aniquila Espírito algum, porque não Lhe obedece.
             Ele criou leis e elas nos disciplinam quando erramos o caminho que deve ser percorrido.
             Se alguém te perseguir, não faças o mesmo.
             Se o revide for a tua arma, essa defesa estraga a tua própria oportunidade de compreender aquele que te não compreende. Procura sempre a Justiça sem o exagero e ama sempre a Verdade, sem que a ofensa apareça.
             Os outros têm o mesmo direito que temos como ocupantes de lugares na grande extensão infinita.
             Deus assiste o ladrão tanto quanto o justo; o assassino, tanto quanto o homem de bem; porém, cada um recebe o que busca pela vida que se dispôs a viver.
            O Senhor não distingue os Seus filhos; eles são todos iguais à Sua magnânima visão. Ama todos, qual o Sol distribui seus raios em todas as direções do Universo, sem nada exigir dos beneficiados.
             Quando pensares, meu irmão, nas tuas necessidades, lembra-te igualmente da carência dos outros. E, se for possível, trabalha em favor deles, que esse trabalho, quando não é vendido, gera pontos de vida na luminosidade do Amor.
             Quando escolhemos alguém para a nossa amizade ou para o nosso amor, exigimos qualidades, perfeição, tudo de bom que nos agrade. Por que não fazer o mesmo conosco? Eles, certamente, devem pensar o mesmo de nós.
             Atraímos o que somos.
             Melhoremo-nos por dentro, que as companhias nos acompanharão no que verdadeiramente somos. É a lei dos afins, que nunca erra no trabalho das uniões.
             Trata os outros como se fossem tu mesmo, alimenta o mesmo interesse de servir aos teus irmãos, como se o estivesses fazendo em teu favor, que a tua amizade crescerá, mostrando-te a verdadeira estrada, onde a tua inteligência e o teu coração encontrarão o reino da consciência em perfeita harmonia com a harmonia universal, em paz com Deus.


João Nunes Maia por Lancellin

– In: Cirurgia moral

segunda-feira, 20 de julho de 2015

AMANDO SEMPRE




Aproveita o dia e faze o melhor, amando sempre.

Plasma a obra que vieste realizar entre os homens, enquanto o apoio do tempo te favorece.

Suporta com paciência as vicissitudes da estrada e aceita, nas circunstâncias difíceis, a justiça da vida que volta a pedir-te contas.

Na tarefa mais obscura, apõe o selo da bondade e, na conversação mais simples, modela a palavra luminosa do entendimento.

Abraça em cada pessoa que te cruze o caminho, alguém que te leve mais longe a mensagem de auxílio e, em cada página, por mais pequenina, que te registre o pensamento, grava o amor puro que te verte do ser.

Observa o relógio impassível.

Minuto marcado é valor que não torna.

Terás, sim, outros minutos, mas em novo dia, em novo problema, em nova situação e em nova paisagem...

Toda criatura terrestre, embora não perceba, vive a despedir-se do mundo, pouco a pouco, despachando, cada dia, com os próprios atos, a bagagem que encontrará na estação de destino.

Use, desse modo, as forças que Deus te empresta, na construção do bem, porque, amanhã, quando a morte chegar, compreenderás, por fim, que tudo quanto fizeste aos outros a ti mesmo fizeste.


(Francisco Cândido Xavier por Meimei. Psicografia)

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...