domingo, 14 de setembro de 2014

AGRADECE




Agradece  a  bênção  do  espinho  que  trazes  no  coração...
Ele  é  o  filho-problema...
O  cônjuge  difícil...
O  amigo  incompreensivo...
O  irmão  ingrato...
A  desencarnação  de  um  ente  querido...
As  limitações  que  te  são  próprias...
As  lutas  pessoais  que sustentas  em  oculto...
Inibições  e  traumas...
Sonhos  e  anseios  não  realizados...
Agradece, porquanto, sem a presença do espinho da dor enterrado na alma, certamente  não  crescerias diante da vida, ao sol do Amor que te atrai na direção da luz.


(De “Irmãos do Caminho”,
de Carlos A. Baccelli por Irmão José)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

AFLIÇÕES



Os aflitos classificam-se em variadas expressões.
Temos aqueles que choram por se sentirem inibidos para a extensão do mal...
Há quem se torture por não conseguir vingar-se.
Existem os que se declaram infelizes com a prosperidade do próximo e se enfurecem com a possibilidade de lhes ultrapassar o progresso econômico ou espiritual.
Aparecem aqueles que se afirmam desditosos por não poderem competir com o luxo de quem se confia à extravagância e à loucura.
Surgem muitos em lágrimas de inveja e despeito, à frente dos vizinhos, interessados na educação e na melhoria de vida.
-o-
Há quem se revolte contra as bênçãos do trabalho e vocifera em desfavor da ordem que lhe assegura as vantagens da disciplina.
Muitos exibem chagas de inconformação, ante o sofrimento que eles próprios improvisaram.
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Há infinitos gêneros de aflição no vasto caminho da vida.
E, por isso, nem todos os aflitos podem ser aquinhoados com a glória da bem-aventurança.
A palavra do Cristo se dirige àqueles que fizeram da dor um instrumento para a elevação de si mesmos, assim como o artista se vale da pedra, a fim de burilar a obra prima da estatuária.
-o-
Acautela-te, se conservas alguma aflição particular.
A angústia, muitas vezes, pode ser antecâmara do desequilíbrio.
Converte o teu problema ou a tua mágoa em motivo de superação das próprias fraquezas, à maneira do lidador que aproveita o obstáculo para atingir os seus mais altos objetivos, e então terás convertido as inquietações do mundo em bem-aventuranças para a felicidade sem fim.

(De “Instrumentos do tempo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

EM LOUVOR DA ORAÇÃO



Pediste em oração a cura de doentes amados e a morte apagou-lhes as pupilas, regelando-te o coração; solicitaste o afastamento da prova e o acidente ocorreu, esmagando-te as esperanças; suplicaste a sustação da moléstia e a doença chegou a infligir-te deformidade completa; imploraste suprimentos materiais e a carência te bate à porta.
Mas se não abandonares a prece, aliado ao exercício das boas obras, granjearás paciência e serenidade, entendendo, por fim, que a desencarnação foi socorro providencial, impedindo sofrimentos insuportáveis; que o desastre se constituiu em medida de emergência para evitar calamidade contra quedas morais de soerguimento difícil e que as dificuldades da penúria são lições da vida, a fim de que a finança demasiada não se faça veneno ou explosivo nas suas mãos.
Da mesma forma quando suplicamos perdão das próprias faltas à Eterna Justiça, não bastam o pranto de compunção e a postura de reverência. Após o reconhecimento dos compromissos que nos são debitados no livro do espírito, continuamos tão aflitos e tão desditosos quanto antes. Contudo, se perseveramos na prece, com o serviço das boas ações que nos atestam a corrigenda, a breve trecho perceberemos que a Lei nos restitui a tranqüilidade e a libertação, com o ensejo de apagar as conseqüências de nossos erros, reintegrando-nos no respeito e na estima de todos aqueles que erigimos à condição de credores e adversários.
Se guardas esse ou aquele problema de consciência, depois de haver rogado perdão á Divina Bondade, sob o pretexto de continuar no fogo invisível da inquietação, não te afastes da prece mesmo assim.
Prossegue orando, fiel ao bem que te revele o espírito renovado.
A prece forma o campo do pensamento puro e toda construção respeitável começa na idéia nobre.
Realmente, sem trabalho que o efetive, o mais belo plano é sempre um belo plano a perder-se.
Não vale prometer sem cumprir.
A oração dentro da alma comprometida em lutas na sombra, assemelha-se à lâmpada que se acende numa casa desarranjada; a presença da luz não altera a situação do ambiente desajustado e nem remove os detritos acumulados no recinto doméstico, entretanto, mostra sem alarde, o serviço que se deve fazer.

(Francisco Cândido Xavier

por Emmanuel. In: Á luz da oração)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

NA LUZ DA COMPAIXÃO



"Bem-aventurados os misericordiosos, porque
alcançarão misericórdia" Jesus (MATEUS, V:7)


Deixa que a luz da compaixão te clareie a rota para que a sombra te não envolva.
Sofres a presença dos que te pisam as esperanças?
Compaixão para eles.
Ouves a palavra dos que te ironizam?
Compaixão para eles.
Padeces o assalto moral dos que te perturbam?
Compaixão para eles.
Recebes a farpa dos que te perseguem?
Compaixão para eles.
A crueldade e o sarcasmo, a demência e a vileza são chagas que o tempo cura.
Rende graças a Deus por lhes suportares assédio sem que partam de ti.
No fundo são males que surgem da ignorância, como a cegueira nasce das trevas.
Não sanarás o desequilíbrio do louco, zurzindo-lhe a cabeça, nem expulsarás a criminalidade do malfeitor, cortando-lhe os braços.
Diante de todos os desajustamentos alheios, compadece-te e ampara sempre.
Perante todos os disparates do próximo, compadece-te e faz o melhor que possas.
Todos somos alunos do educandário da vida e todos somos susceptíveis de queda moral no erro.
Usa, pois, a misericórdia com os outros e acharás nos outros a misericórdia para contigo.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.

In: Palavras de Vida Eterna)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A MELHOR MEDIDA



"Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita,
para que sejais perfeitos e completos,
sem falar em coisa alguma."
(TIAGO, 1:4)


Mais que as doenças vulgares do corpo, sofres os problemas da alma, agravando-te a tensão, a cada dia.
Mais que os micróbios patogênicos a assaltarem-te os tecidos do instrumento físico, padeces a intromissão de agentes mentais inquietantes, atormentando-te as fibras da alma.
Levantas-te, cada manhã, muita vez, com as lutas da véspera e antes que se te rearmonizem as forças, cambaleias mentalmente ao impacto da irritação de familiares incompreensivos.
Prestas longas explicações a benefício da tranquilidade ambiente; contudo, mal terminas o arrazoado afetuoso, há quem te malsine a palavra, complicando as questões em torno...
Movimentas correção e sinceridade, honrando os próprios deveres; todavia, quando te julgas a cavaleiro de toda a crítica, aparece alguém arrastando-te o coração ao mercado da injúria...
Empenhas carinho e abnegação no cultivo do amor ao lado de alguém; contudo, quando te crês em segurança no caminho do entendimento, observas que a ingratidão te envenena os melhores gestos...
Entretanto, há frente de toda a dificuldade não te lastimes, nem desfaleças...
Para toda a perturbação, a paciência é a melhor medida.
Não profiras qualquer palavra de que te possas arrepender.
Silencia e abençoa sempre, porque, amanhã, quantos hoje se precipitam na sombra voltarão novamente à luz.
Esquecido, usa a paciência e ajuda sem exigir.
Insultado, recorre à paciência e esquece o mal.
Em todas as dores, arrima-te à paciência.
Em todo o embaraço, espera com paciência.
Todo o progresso humano surge da paciência Divina. Conserva-te, pois, na força da paciência e, onde estejas, farás sempre o melhor.


(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

DIA-A-DIA




            Nas curtas viagens do dia-a-dia, todos nós encontramos o próximo, para cuja dificuldade somos o próximo mais próximo.
            Imaginemo-nos, assim, numa excursão de cem passos que nos transporte do lar à rua. Não longe, passa um homem que não conseguimos, de imediato, reconhecer.
            “Quem será?” — perguntamos em pensamento.
            E a Lei de Amor no-lo aponta como alguém que precisa de algo:
            se vive em penúria, espera socorro;
            se abastado, solicita assistência moral, de maneira a empregar, com justiça, as sobras de que dispõe;
            se aflito, pede consolo;
            se alegre, reclama apreço fraterno, para manter-se ajustado à ponderação;
            se é companheiro, aguarda concurso amigo;
            se é adversário, exige respeito;
            se benfeitor, requer cooperação;
            se malfeitor, demanda piedade;
            se doente, requisita remédio;
            se é dono de razoável saúde, precisa de apoio a fim de que a preserve;
            se ignorante, roga amparo educativo;
            se culto, reivindica estímulo ao trabalho, para desentranhar, a benefício dos semelhantes, os tesouros que acumula na inteligência;
            se é bom, não prescinde de auxílio para fazer-se melhor;
            se é menos bom, espera compaixão, que o integre na divindade da vida.
            Ante o ensino de Jesus, pelo samaritano da caridade, poderemos facilmente entender que os outros necessitam de nós, tanto quanto necessitamos dos outros. E, para atender às nossas obrigações, no socorro mútuo, comecemos, à frente de qualquer um, pelo exercício espontâneo da compreensão e da simpatia.


(Livro: Caminho Espírita. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

OFENSAS




Ofensas? Revisemos o nosso próprio comportamento no cotidiano e não se nos fará difícil desculpar a esse ou aquele companheiro, quando nos  julguemos feridos por atitudes que hajam tomado contrariamente aos nossos interesses.
Recordemos quantas vezes teremos desapontado corações amigos com palavras ou gestos que nos escapam, quase que sem qualquer participação de nossa vontade consciente.
Imaginemos quão felizes nos sentimos, quando alguém perdoa as puerilidades ou agressões daqueles que se nos fazem os entes mais queridos.
Rememoremos as ocasiões em que fomos vítimas de nossas próprias interpretações errôneas, acerca do procedimento alheio e cultivemos o bem, sistematicamente, porque, em se tratando do mal, é justo observar que unicamente nos identificaremos com o mal, na medida em que o mal se esconde  por dentro de nós.

 (Francisco Cândido Xavier
por Emmanuel. In: Neste instante)


A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...