quarta-feira, 10 de julho de 2024

A DOR

 


“Irmãos e amigos meus! Se o sofrimento
Transpuser os umbrais do vosso lar,
Não levanteis aos céus vosso lamento,
Nem ouseis contra a sorte blasfemar:
São erros de um passado turbulento,
Que ele quer reparar.
 
Nessa noite trevosa do passado,
Quantos erros deixamos de remir!
E quantos cometemos no agitado
Correr de anos que vimos submergir,
Fantasmas que nos seguem lado a lado,
Na senda do porvir!”


 
Abel Gomes
 (De “Parnaso do Além-túmulo”, de Francisco Cândido Xavier – Autores espirituais diversos)

segunda-feira, 8 de julho de 2024

QUEIXAS

 

“Irmãos, não vos queixeis uns contra
os outros, para que não sejais condenados.”
– (Tiago, 5:9)

A queixa nunca resolveu problemas de ordem evolutiva, entretanto, se os aprendizes do Evangelho somassem os minutos perdidos nesse falso sistema de desabafo, admirar-se-iam do volume de tempo perdido.

Realmente, muitos trabalhadores valiosos não se referem a sofrimento e serviço, com espírito de repulsa à tarefa que lhes foi cometida.

A amizade e a confiança sempre autorizam confidências; mesmo nesse particular, contudo, vale disciplinar a conversação.

A palavra lamentosa desfigura muitos quadros nobres do caminho, além de anular grandes cotas de energia, improficuamente.

O discípulo do Evangelho deveria, antes de qualquer alusão amargosa, tranquilizar o mundo interno e perguntar a si mesmo: “Queixar por quê? Não será a esfera de luta o campo de aprendizado? Acaso, não é a sombra que pede luz, a dor que reclama alívio? Não é o mal que requisita o concurso do bem?”

A queixa é um vício imperceptível que distrai pessoas bem-intencionadas da execução do dever justo.

Existem obrigações pequeninas e milagrosas que, levadas a efeito, beneficiariam grupos inteiros; todavia, basta um momento de queixa para que sejam irremediavelmente esquecidas.

Se alguém ou algum acontecimento te oferece ocasião ao concurso fraterno, faze o bem que puderes sem reparar a gratidão alheia e, por mais duro te pareça o serviço comum, aprende a cooperar com o Cristo, na solução das dificuldades.

A queixa não atende à realização cristã, em parte alguma, e complica todos os problemas. Lembra-te de que se lhe deres a língua, conduzir-te-á à ociosidade, e, se lhe deres os ouvidos, te encaminhará à perturbação.

 


Livro: Vinha de Luz. Francisco C. Xavier por Emmanuel

domingo, 7 de julho de 2024

SINAIS


Seus dias são marcas no caminho evolutivo...

 

Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.

 

Suas decisões. nas horas graves, identificam a posição real de seu espírito.

 

Seus gestos, na luta comum, falam de seu clima interior.

 

Seus impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se.

 

Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais.

 

Suas leituras definem os seus sentimentos.

 

Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.

 

Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.

 

Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.

 

Seus dias são marcas no caminho evolutivo. Não se esqueça de que compactas assembleias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.

 


(André Luiz/Francisco Cândido Xavier, em Agenda Cristã, Cap. 32)

sexta-feira, 5 de julho de 2024

OS DOIS MAIORES AMORES

 


MÃE é um anjo tutelar,

Sempre a sorrir e a sofrer,

Ensinando-nos que amar

É a senda para vencer.

 

NARCISA AMÁLIA

 

***

Bendita seja a mulher

Que olvida os próprios anseios

Para ser, onde estiver,

A mãe dos filhos alheios.

 

AUTA DE SOUZA

 

***

Quem menospreze a mulher

Guarde esta nota de luz:

- O Céu procurou Maria

Para ser a Mãe de Jesus.

 

JOVINO GUEDES


 

(FONTE: "Os dois maiores amores". Por diversos Espíritos. Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 4 de julho de 2024

SUBSTITUTOS

 

“Para alumiar os que estão assentados
em trevas e sombra de morte, a fim de
dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.”
– (Lucas, 1:79)

É razoável que o administrador distribua serviço e responda pela mordomia que lhe foi confiada.

Detendo encargos da direção, o homem é obrigado a movimentar grande número de pessoas.

Orientará os seus dirigidos, educará os subalternos, dar-lhes-á incumbências que lhes apurem as qualidades no serviço.

Ainda assim, o dirigente não se exime das obrigações fundamentais que lhe competem.

Se houve alguém que poderia mobilizar milhões de substitutos para o testemunho na Crosta da Terra, esse alguém foi Jesus.

Dispunha o Senhor de legiões de emissários esclarecidos, mantinha incalculáveis reservas ao seu dispor. Poderia enviar ao mundo iluminados filósofos para renovarem o entendimento das criaturas, médicos sábios que curassem os cegos e os loucos, condutores fiéis, dedicados a ensinar o caminho do bem.

Em verdade, desde os primórdios da organização humana mobiliza o Senhor a multidão de seus cooperadores diretos, a nosso favor, mesmo porque suas mãos divinas enfeixam o poder administrativo da Terra, mas urge reconhecer que, no momento julgado essencial para o lançamento do Reino de Deus entre os homens, veio, Ele mesmo, à nossa esfera de sombras e conflitos.

Não enviou substitutos ou representantes. Assumiu a responsabilidade de seus ensinamentos e, sozinho, suportou a incompreensão e a cruz.

Inspiremo-nos no Cristo e atendamos pessoalmente ao dever que a vida nos confere.

Perante o Supremo Senhor, todos temos serviço intransferível.

 

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Vinha de Luz

quarta-feira, 3 de julho de 2024

HIGIENE ESPIRITUAL


        Ante os detritos da maledicência, usemos a vassoura das boas palavras.
        Ante o lixo do sarcasmo, cavemos a fossa do silêncio.
        Ante os vermes da crueldade, mobilizemos os antissépticos do socorro cristão.
        Ante o vírus da cólera ou da irritação que nos defrontam nas frases ou nas atitudes alheias, pratiquemos a profilaxia da prece.
        Ante os tóxicos do pessimismo negrejante, acendamos a claridade do bom ânimo.
        Ante o veneno da ociosidade, mobilizemos os nossos recursos de serviço.
        Ante as serpes da incompreensão, realizemos mais vasto plantio de caridade.
        Ante os micróbios da desconfiança, incentivemos a nossa sementeira de boa-vontade e fé.
        Ante a erva sufocante dos conflitos de opinião, refugiemo-nos na boa vontade para com todos, que procura garantir o bem, acima 
de tudo.
        Ante as perigosas moléstias do amor próprio ferido, a expressar-se no corpo e na alma, através de mil modos,  pratiquemos o perdão 
incondicional e incessante.
        Jesus não é somente o nosso Divino Orientador.
        É também o Divino Médico de nossa vida.
        Procuremos, pois, no Evangelho, as justas instruções para a nossa higiene espiritual e alcançaremos a harmonia para sempre.


 

(Livro: Relicários de Luz. Francisco Cândido Xavier por André Luiz)

terça-feira, 2 de julho de 2024

TRABALHOS IMEDIATOS


“Apascentai o rebanho de Deus que está entre
vós, tendo cuidado dele, não por força, mas
espontaneamente, segundo a vontade de Deus;
nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto.”
(I Pedro, 5:2)

Naturalmente, na pauta das possibilidades justas, ninguém deverá negar amparo ou assistência aos companheiros que acenam de longe com solicitações razoáveis; entretanto, constitui-nos obrigação atender ao ensinamento de Pedro, quanto aos nossos trabalhos imediatos.

Há criaturas que se entregam gostosamente à volúpia da inquietação por acontecimentos nefastos, planejados pela mente enfermiça dos outros e que, provavelmente, nunca sobrevirão.

Perdem longo tempo receitando fórmulas de ação ou desferindo lamentos inúteis.

A lavoura alheia e as ocorrências futuras, para serem examinadas, exigem sempre grandes qualidades de ponderação.

Além do mais, é imprescindível reconhecer que o problema difícil, ao nosso lado ou a distância de nós, tem a finalidade de enriquecer-nos a experiência própria, habilitando-nos à solução dos mais intrincados enigmas do caminho.

Eis a razão pela qual a nota de Simão Pedro é profunda e oportuna, para todos os tempos e situações.

Atendamos aos imperativos do serviço divino que se localiza em nossa paisagem individual, não através de constrangimento, mas pela boa vontade espontânea, fugindo cada vez mais aos nossos interesses particularistas e de ânimo firme e pronto para servir ao bem, tanto quanto nos seja possível.

Às vezes, é razoável preocupar-se o homem com a situação mundial, com a regeneração das coletividades, com as posições e responsabilidades dos outros, mas não é justo esquecermo-nos daquele “rebanho de Deus que está entre nós”. 


Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...