terça-feira, 16 de novembro de 2021

TUDO NOVO


“Assim é que, se alguém está. em Cristo,

nova criatura é: as coisas velhas já passaram;

eis que tudo se fez novo.” Paulo. (I CORÍNTIOS, 5: 17)

 

 É muito comum observarmos crentes inquietos, utilizando recursos sagrados da oração para que se perpetuem situações injustificáveis tão só porque envolvem certas vantagens imediatas para suas preocupações egoísticas.

Semelhante atitude mental constitui resolução muito grave.

Cristo ensinou a paciência e a tolerância, mas nunca determinou que seus discípulos estabelecessem acordo com os erros que infelicitam o mundo. Em face dessa decisão, foi à cruz e legou o último testemunho de não violência, mas também de não acomodação com as trevas em que se compraz a maioria das criaturas.

Não se engane o crente acerca do caminho que lhe compete.

Em Cristo tudo deve ser renovado, O passado delituoso estará morto, as situações de dúvida terão chegado ao fim, as velhas cogitações do homem carnal darão lugar a vida nova em espírito, onde tudo signifique sadia reconstrução para o futuro eterno.

É contrasenso valer-se do nome de Jesus para tentar a continuação de antigos erros.

Quando notarmos a presença de um crente de boa palavra, mas sem o íntimo renovado, dirigindo-se ao Mestre como um prisioneiro carregado de cadeias, estejamos certos de que esse irmão pode estar à porta do Cristo, pela sinceridade das intenções; no entanto, não conseguiu, ainda, a penetração no santuário de seu amor.

 

 

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

RELIGIÃO PURA


“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai,

é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações

e guardar-se da corrupção do mundo”. (Tiago, 1:27)


Religião, diante das criaturas humanas, pode envolver atitudes diversas:

Polemicar em torno dos atributos de Deus...

Aditar interpretações individuais às revelações sublimes...

Centralizar a mente na exegese ...

Consumir a existência em casuísmo ...

Reexaminar princípios veneráveis em horas certas...

Atender a ritualismos ...

Enriquecer a simbologia ...

Adotar posturas convencionais ...

Cultivar penitências vazias...

Levantar monumentos de pedra...

Ninguém nega que essas manifestações deixem de ser atestados de religião e religiosidade entre nós outros, as criaturas encarnadas e desencarnadas na Terra; e ninguém recusa o valor relativo que apresentem para determinadas pessoas, em certos estágios de evolução.

Entretanto, o Evangelho nos ensina que a religião pura, diante de Deus, é outra coisa.

Tiago traça a definição correta, afirmando: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.”

Em suma, a religião irrepreensível da alma, perante a Divina Providência, segundo no-la confirma a Doutrina Espírita em seus postulados, repousa, acima de tudo, no serviço ao próximo e no caráter ilibado, ou melhor, na caridade incessante e na tranquilidade da consciência.

   

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.

In: Palavras de Vida Eterna

domingo, 14 de novembro de 2021

LEVANTANDO MÃOS SANTAS


“Quero, pois, que os homens orem em todo lugar,

levantando mãos santas, sem ira nem contenda.”

– Paulo. (1ª Epístola a Timóteo, 2:8)

 

Neste trecho da primeira epístola de Paulo a Timóteo, recebemos preciosa recomendação de serviço.

Alguns aprendizes desejarão lobrigar no texto apenas uma exortação às atitudes de louvor; no entanto, o convertido de Damasco esclarece que devemos levantar mãos santas em todo lugar, sem ira nem contenda.

Não se referia Paulo ao ato de mãos-postas que a criatura prefere sempre levar a efeito, em determinados círculos religiosos, onde, pelo artificialismo respeitável da situação, não se justificam irritações ou disputas visíveis. O apóstolo menciona a ação honesta e edificante do homem que colabora com a Providência Divina e reporta-se ao trabalho de cada dia, que se verifica nas mais recônditas regiões do Globo.

Lendo-lhe o conselho, é razoável recordar que o homem, no esforço individualista, invariavelmente ergue as mãos, na tarefa diuturna. Se administra, permanece indicando caminhos; se participa de labores intelectuais, empunha a pena; se opera no campo, guiará o instrumento agrícola. Paulo acrescenta, porém, que essas mãos devem ser santificadas, depreendendo-se daí que muita gente move os braços na obra terrestre, salientando-se, todavia, a conveniência de se ajuizar da finalidade e do conteúdo da ação despendida.

Se desejas aplicar o raciocínio a ti próprio, repara, antes de tudo, se a tua realização vai prosseguindo sem cólera destrutiva e sem demandas inúteis.

 

 

  

Livro: Pão Nosso. Francisco C. Xavier por Emmanuel

sábado, 13 de novembro de 2021

CONVITE À ASCENSÃO


“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”

(João: capítulo 14º, versículo 6)

 

Inumeráveis os óbices. Sem conto as dificuldades.

O cardo multiplicado na rota cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alparcata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial como circunstâncias impeditivas.

O apelo do alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoado...

Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.

De cima, porém, a grandeza do conjunto harmonioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações...

No torvelinho agressivo do dia-a-dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas.

Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.

Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa-nenhuma

asfixiando esperanças, esmagando alegrias...

Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza de realizações...

Concitado ao programa redentor não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.

Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a alçares o ser e

a vida aos cimos espirituais.

Asseverou Jesus ser o caminho, e ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão não se permitiu deter com eles, ascendendo do topo de uma cruz,  além do solo das paixões, aos cimos da sublimação.

Medita e segue-o, liberando-te da canga dos melindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.

 

Convites da Vida

Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

CONVITE À REFLEXÃO


“Batei e abrir-se-vos-á.”

(Mateus: capítulo 7º, versículo 7)

 

“Se eu soubesse!...

“Agora é tão tarde!...

“Por um pouco!...

“Não tive oportunidade...

“Confesso que eram boas as minhas intenções...

“Não recuarei, nunca!

“Tudo está arruinado, agora!

“Perdi, e desisto!

“Só há uma saída: a morte!”

Estes e muitos outros conceitos são arrolados para se justificarem fracassos e rebeldias nos empreendimentos da vida.

Expressões derrotistas e fraseologia de lamentação deplorável são apresentadas a fim de traduzir os estados d’alma, vencida, em atitude mórbida como “a lavar as mãos” ante as ocorrências que resultam dos insucessos na luta.

Na maioria das vezes, no entanto, tais cometimentos infelizes decorrem da ausência de ponderação como consequência dos engodos a que o homem se permite por ambição desmedida ou precipitação.

Paulatinamente o salutar exercício da reflexão é marginalizado e a criatura, mesmo ante a severidade das lições graves, não recua à meditação de cujo labor poderia armazenar valiosa colheita.

Antes, portanto, de agir, reflete; após atuar, reflexiona.

A reflexão ensina a entesourar incomparáveis joias de paz e incorruptíveis bens que ninguém ou nada pode tomar ou destruir.

Em qualquer circunstância, pois, reflexão! Ela te conceberá o sol da harmonia a benefício da iluminação interior, se lhe bateres à porta e aguardares que seja aberta.

 

 

 

Convites da Vida

Divaldo P Franco

Joanna de Ângelis

terça-feira, 9 de novembro de 2021

SUPRIMENTO


Crê, trabalha e não temas,

Deus te apóia e te guarda.


Tentações a vencer?
Deus te dá resistência.


Muito trabalho na vida?
Deus te acrescenta a força.


Nos problemas difíceis
Deus te iluminará.


Se desejas servir
Deus te concede os  meios.


Por mais lutas à frente,
Segue e confia em  Deus.


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Centelhas

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

SOLIDÃO


“O presidente, porém, disse: – mas, que mal

fez ele? E eles mais clamavam, dizendo:

– seja crucificado.” – (Mateus, 27:23)

 

À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível.

Onde se encontram os que sorriram contigo no parque primaveril da primeira mocidade?

Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início?

Certo, ficaram...

Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.

Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio...

Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido...

Tua voz grita sem eco e o teu anseio se alonga em vão.

Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?

Choras, indagas e sofres...

Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?

A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.

A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.

A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.

Não te canses de aprender a ciência da elevação.

Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.

Recorda-te dele e segue...

Não relaciones os bens que já espalhaste.

Confia no Infinito Bem que te aguarda.

Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.

 

 

Fonte Viva. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

RESPONDER

  “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” – Paulo. (Colossenses, 4:6)...