quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

REPARAÇÃO


        
 Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.
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          Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.
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          Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.
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          É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.
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          O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.
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          Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.
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          Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.
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          Dispõe a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.
          Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.
          Não lhe agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.
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          Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta...
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          Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.
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          E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascensão para Deus.

(Livro: Confia e segue. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DÍVIDA


    
    O credor segura-se no caráter,
para satisfazer sua violência.
(Miramez)

        O credor, quando ganancioso, busca o devedor onde ele estiver, dá escândalo e,  quando não é atendido, fala de moral sem contudo se lembrar que deve ser o primeiro a viver a moral que prega.
        Todos temos dívidas com a economia divina; o suprimento maior nos fornece com abundância e sempre nos esquecemos de receber com parcimônia, sem esperdiçar os bens de Deus, a nós entregues por misericórdia.
        Todos temos talentos, uns acordados, outros em processo de despertamento e outros em estado de sono, por despertar. Compete a nós outros saber usar nossos valores; esse é o recurso divino que cabe a todos nós doar e não emprestar nem vender, por não serem vendáveis, já que não somos donos deles; tudo pertence a Deus.
        A violência, o orgulho e o egoísmo nascem da ignorância. Somente o amor é fruto da vida imortal,  porque quanto mais damos, mais recebemos da própria vida. Se passarmos a compreender a vida de Jesus, a observação nos falará do Seu desprendimento, sendo que Ele tinha tudo o que quisesse ao Seu dispor, por ser consciente de que somente Deus é dono de todas as coisas, Mas, Deus nunca deixa Seus filhos sem o necessário para viver, nos dois planos de vida.
        Se alguém lhe deve, meu irmão, ore por ele; não use de subterfúgios, querendo mostrar vida impoluta, para receber de quem lhe deve. Dê o que puder distribuir a quem precisa, sem participar da usura, cambiando juros para a sua bolsa.
        O egoísmo nos inspira para não ensinarmos aos nossos companheiros, para que eles fiquem ignorantes e não tenham igualdade no saber conosco. Devemos ser instrumentos com Jesus, deixando fluir pelos nossos canais mediúnicos o saber que aprendemos com outros. Se alguém nos ensinou sem exigir tanto de nós,  por que não fazer o mesmo?
        O desprendimento divino, que deve ser assegurado na nossa vida; contudo devemos compreender que desprendimento não é desperdício; é equilíbrio em tudo, por assim dizer, é o amor comandando o coração.
        Quem ainda manifesta nos seus passos a violência, está sendo dominado pelo orgulho, que petrifica a própria consciência. Esqueça, se alguém lhe deve; procure pagar aos que você deve, sem angústia, com agradecimento a quem lhe socorreu nos momentos difíceis.
        Somente limpamos a consciência e o coração da revolta e da tristeza quando aceitamos a vida como Deus nos deu, obedecendo às leis naturais, na naturalidade da criação.

(De “SABEDORIA — A lei de Deus no pensamento dos homens —", de João Nunes Maia, pelo espírito Maria Nunes)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FONTE OCULTA



                    Na atualidade do mundo, existem medicamentos que alienam  as forças da mente, impelindo-as à prostração, mas não à tranquilidade real.
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          Os homens de hoje dispõem de máquinas que os auxiliam a ganhar tempo, mas não a calma, diante das provações que se lhes fazem necessárias.
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          Por outro lado, a fortuna amoedada, quando não dirigida para o trabalho edificante e para as realizações do bem ao próximo, é suscetível de estabelecer inquietações permanentes.
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          Na mesma ordem de pensamento, a força do poder, apesar das vantagens que é capaz de criar na vida comunitária, quase sempre, é um celeiro de ansiedades e incompreensões.
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          A paz, por isso, tão ardentemente anelada, é comparável a uma cobertura, entretecida com fragmentos de alegria, como sejam:
          o retorno de uma pessoa querida, ausente desde muito;
          o reajuste do equilíbrio orgânico;
          o satisfação das dívidas pagas;
          o abraço de um amigo;
          uma carta, mensageira de reconforto;
          alguns momentos de convívio com a Natureza;
          a visão do azul no firmamento;
          a presença de uma criança;
          o sorriso de alguém;
          o carinho de um animal que nos partilhe o ambiente;
          os momentos de oração.
*
          A paz que jamais se compra é uma luz anterior que nos clareia o caminho para o encontro do melhor que Deus nos reserva; entretanto, estejamos convencidos de que nas bases da consciência, em que a paz encontra nascedouro, jaz a fonte oculta da paciência.

(Livro: Confia e segue. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SEMEIA E SEMEIA



Ei-los, em esfuziante alegria, permutando sorrisos num festival de juventude, que lhes parece não ter fim. Folgazões, transitam de cidade em cidade espairecendo, caçando prazeres, renovando emoções. Quase esvoaçantes, coloridos, recordam bandos de aves arrulhando nas florestas da vida.
        Embriagados pelo licor da frivolidade passam gárrulos e ligeiros, sem pousos certos, alongando-se pelas estradas vastas das férias intermináveis.
        Ao lado deles trabalham aqueloutros que os invejam e lhes exploram a loucura, quais formigas diligentes que acumulam para si, ceifando a plantação alheia, receosas da escassez hibernal. São gentis a preço de ouro e vendem cortesia,  detestando-os quase, em silêncio, reprochando-lhes o comportamento leviano, sentindo-se magoados por não poderem fazer o mesmo.
        Aqueles vêm para cá buscando o sol e estes saem daqui procurando as temperaturas brandas. Uns sobem as montanhas e outros as descem, agitados, todos, a buscarem nada.
        Perderam a paz íntima e não sabem, talvez não desejem saber.
        Anestesiam-se com a ilusão e fogem da realidade, enlouquecendo paulatina, irreversivelmente.
***
        Dizes que conheces as nascentes da água lustral do bem e da harmonia. Gostaria de ofertá-las, a cântaros cheios, ou abrindo, com as mãos da ternura, sulcos profundos por onde jorrassem filetes a se transformarem em rios de abundância a benefício de todos.
        Eles, porém, os sorridentes e os corteses que defrontas, recusam a tua oferenda.
        Falas sobre o amor e zombam.
        Cantas a verdade e promovem balbúrdia.
        Emocionas-te ante a dor e os irritas.
        Apresentas Jesus e desertam, ansiosos, tentando novas expressões de fuga, desinteressados e belicosos contra ti.
        Não te entristeças ante os panoramas sombrios do momento. Logo mais, na estação própria, haverá luz e cor, reverdecendo a paisagem cinza, florindo-a, perfumando-a.
        Possivelmente, já transitaste em rotas semelhantes e por essa razão sentes o amargor tisnar teus lábios, vendo-os e ouvindo-os, sabendo que este ludíbrio não dura indefinidamente. Eles despertarão sim, como já despertaste para outra realidade que agora te abrasa a vida e dá-te forças para avançar.
***
        Hoje, todos estes estão fugindo de si mesmos. Ontem, porém, quando estavas com eles, fugias também, conduzindo as armas da guerra e do crime, que alguns já têm nas mãos e que outros irão tomá-las com avidez.
        Considera, então, o quanto macerou ao imensurável Rabi, vê-los, assim, sanguinários e irresponsáveis, tendo-O ao lado sem O desejarem, ouvindo-O sem O quererem entender... Longa para o Mestre foi a via dolorosa, enquanto com eles e com nós todos, até hoje, que ainda não O sabemos amar  nem servi-Lo.
        Afeiçoa-te, por tua vez, à lavoura do amor e semeia, conquanto escasseiem ouvidos abertos e mentes acessíveis à semente de luz.
        O Colégio Galileu reuniu apenas doze, ao chamado de Jesus, e não obstante a deserção de um discípulo equivocado, outro foi eleito para o seu lugar, ao tempo em que a palavra de vida eterna se espalhava como pólen fecundo penetrando, desde então, milhões de vidas que se felicitaram com a Verdade, alargando as avenidas da esperança para a Humanidade inteira.
        Assim, semeia e semeia.

(De “Sol de Esperança”. Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SERVE E CONFIA


       “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados...”
— PAULO (I Coríntios, 1:9)

       Frequentemente, aparecem os companheiros que se dizem inabilitados para a tarefa que se lhes conferiu.
       Assumiram compromissos de que se afastam nas primeiras dificuldades, alegando incompetência; iniciam empreendimentos de que se retiram, logo surjam certos empeços, declarando-se frágeis para o trabalho a fazer.
       E retardam a execução de serviços que lhes carreariam paz e felicidade sem delonga maior.
*
       Se te sentes na órbita de semelhante problema, persevera no dever que abraçaste e não temas.
       As Leis Divinas jamais falham.
       A Natureza não espera frutos de laranjeira nascente.
       A Vida não senta a criança na cátedra do professor.
       Se repontam horas de crise nos encargos que te competem, mantém-te firme no lugar de trabalho em que o mundo te colocou e cultiva a certeza de que não te faltará auxílio para a concretização do bem a que te dedicas.
       Rememoremos as palavras do Apóstolo Paulo, quando nos assevera: “Fiel é Deus pelo qual fostes chamados”, conscientizando-nos de que Deus não nos deixará tentar empresa alguma, acima das forças de que possamos dispor. Com semelhante dedução, prossigamos nas tarefas em que fomos engajados, com vistas ao bem de todos, agindo e aprendendo, trabalhando e servindo, ante a bênção de Deus.

(De “Ceifa de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MEDICAÇÃO ESPIRITUAL



           Tristeza e desânimo?
Trabalhe reconfortando aqueles que experimentam provações maiores do que as nossas.
          Desafios e problemas?
Trabalhe e espere.
          Indiferença ou desprezo de alguém.
Trabalhe e olvide.
          Ódio sobre os seus dias?
Trabalhe estendendo o bem.
          Desarmonia e discórdia?
Trabalhe pacificando.
          Incompreensão e ignorância?
Trabalhe e abençoe.
          Reprovação e crítica?
Trabalhe melhorando as suas tarefas.
          Contratempos e desilusões?
Trabalhe e renove-se.
          Tentações e quedas?
Trabalhe e afaste-se.
          Crueldade e violência?
Trabalhe e desculpe.
          Em todos os obstáculos da existência, procure agir e servir, ore e perdoe sempre.
          Conserve a certeza de que a base de toda e qualquer medicação espiritual para saúde e reequilíbrio será sempre: trabalhar.

(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CANÇÃO PARA JESUS



Desejava, Jesus,

Ter um grande armazém

De bondade constante,

Maior do que os maiores que conheço

Para entregar sem preço

Às criaturas de qualquer idade

As encomendas de felicidade,

Sem perguntar a quem.

  
Eu desejava ter um braço mágico

Que afagasse os doentes

Sem qualquer distinção

E um lar onde coubessem

Todas as criancinhas

Para que não sentissem solidão.

  
Desejava, Senhor,

Todo um parque de amor

Com flores que cantassem,

Embalando os pequeninos

Que se encontram no leito

Sem poderem sair,

E uma loja de esperança

Para todas as mães.

  
Eu queria ter comigo

Uma estrela em cuja luz

Nunca pudesse ver

Os defeitos do próximo

E dispor de uma fonte cristalina

De água suave e doce

Que pudesse apagar

Toda palavra que não fosse

Vida e felicidade.

  
Eu queria plantar

Um jardim de união

Junto de cada moradia

Para que as criaturas se inspirassem

No perfume da paz e da alegria.

  
Eu queria, Jesus,

Ter os teus olhos

Retratados nos meus

A fim de achar nos outros,

Nos outros que me cercam,

Filhos de Deus

E meus irmãos que devo compreender e respeitar.

  
Desejava, Senhor, que a bênção do Natal

Estivesse entre nós, dia por dia,

E queria ter sido

Uma gota de orvalho

Na noite em que nasceste

A refletir,

Na pequenez de minha condição,

A luz que vinha da canção

Entoada nos Céus:

- Glória a Deus nas Alturas,

Paz na Terra,

Boa Vontade em tudo,

Agora e para sempre!...


(Francisco Cândido Xavier por Meimei. In:  Os Dois Maiores Amores)

RESPONDER

  “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como responder a cada um.” – Paulo. (Colossenses, 4:6)...