Não há quem ignore o
processo da panificação. Lança-se um tanto de fermento na massa de farinha,
mistura-se e espera-se que fique toda levedada, para o que muito concorre o
calor.
Aparentemente, quem vê a massa não
diz que tem fermento; entretanto, depois de algumas horas, a própria massa
levedada acusa a presença do mesmo.
Assim é o Reino dos Céus: o homem
não se pode transformar, de simples e ignorante, em elevado e sábio de um
momento para outro, como o levedo não transforma a farinha na mesma hora em que
nela é posto.
Aos poucos, à medida que ouve a voz
dos profetas, a palavra dos emissários do Alto, a inteligência do homem se vai
esclarecendo e o seu Espírito se transforma: ele assimila o Reino dos Céus, que
à prima facie lhe pareceu um enigma, mas depois se lhe apresentou positivo,
racional, lógico.
Quem diria que uma só medida de
fermento, em três medidas de farinha, leveda a mesma? É preciso, porém, lembrar
que o calor, não só na farinha para o pão, como também no homem, para a
transformação de Espíritos, é indispensável. E este calor pode traduzir-se na
atividade que empregamos para o progresso que somos chamados a conquistar.
(Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus,
de Cairbar Schutel)
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