Não importa:
que a
ventania da incompreensão nos zurza o caminho;
que a
ignorância nos apedreje;
que a
injúria nos aponte ao descrédito;
que a
maledicência nos receba a jarros de lama;
que a
intriga nos envolva em sombra;
que a
perseguição nos golpeie;
que a
crítica arme inquisições para condenar-nos;
que os
obstáculos se multipliquem, complicando-nos a jornada;
que a mudança
de outrem nos relegue ao abandono;
ou que as
trevas conspirem incessantemente, no objetivo de perder-nos.
Importa nos
agasalhemos na paciência; que nos apliquemos à desculpa incondicional; que nos
resguardemos na humildade, observando que só temos e conseguimos aquilo que a
Divina Providência nos empreste ou nos permita realizar; que nos cabe responder
ao mal com o bem, sejam como sejam as circunstâncias; e que devemos aceitar a
verdade de que cada coração permanece no lugar em que se coloca e que, por isso
mesmo, devemos, acima de tudo, conservar a consciência tranqüila, trabalhar
sempre e abençoar a todos, procurando reconhecer que todos somos de Deus e
todos estamos em Deus, cujas leis nos julgarão a todos, amanhã e sempre, segundo
as nossas próprias obras.
Francisco Cândido Xavier por
Emmanuel. In: Coragem
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