Viceja, ao lado da simpatia, no sentimento humano, a animosidade.
Reação psíquica, vinculada a vários
fatores, atormenta a quem lhe padece o cerco e aflige a quem se lhe faz
vítima,
conduzindo-a n'alma.
Pode originar-se na competição
inconsciente, quanto na inveja dissimulada, imiscuindo-se em várias expressões
do
comportamento, que envenena, a cada passo.
Toma a si a tarefa malsã de fiscal
impenitente, perseguindo, à socapa, no disfarce da maledicência constante ou
da
crítica mordaz, não raro investindo com rigor em constante acusação.
Não desculpa os que lhe caem sob o
talante, quando estes erram, nem permite que eles acertem, seguindo em paz.
Ante a atitude correta, dissemina a
dúvida; em face do erro agride, insensata, quando de todos é o dever de ajudar.
Nunca te subordines às suas amarras.
Jamais a apliques contra alguém.
* * *
A animosidade é fator de desequilíbrio,
sendo, já, manifestação alienadora.
Se lhe sentes as farpas, arrojadas
por alguém que te antipatiza, luta para não revidar à agressão.
Não te deixes sintonizar nas faixas
mentais em que se demoram os que se te apresentam animosos.
Procura ser gentil com eles, sem que
te atormentes por conquistá-los.
Eles estão contra ti, impedindo-se
cordialidade para contigo.
Não intentes vencê-los no tentame, a
fim de que não te detenhas com eles.
Usa da afabilidade sem ser
pusilânime.
O tempo logrará despertá-los,
conduzindo-os corretamente.
* * *
Ninguém pretenda a simpatia geral.
Sempre há alguém que postula noutros
conhecimentos, comportando-se de forma diversa ou que prefere,
simplesmente,
a atitude contrária.
Mesmo nas fileiras dos ideais que
esposas, defrontá-los-ás.
Alguns não se dão conta que estão
teledirigidos por outras mentes atormentadas interessadas no programa do
divisionalismo,
da perturbação.
Prossegue, porém, no teu caminho,
vinculado ao compromisso que abraças, sem valorizar em demasia a animosidade
dos
insensatos.
Se souberes retirar a parte melhor
do problema, a antipatia deles te ajudará a errar menos, porque, perseguido e
vigiado,
procurarás produzir com mais estímulo para o bem e para melhor.
* * *
A Sócrates, os adversários deram o
vaso de cicuta, não porque ele necessitasse de punição, mas porque não o podiam
submeter
aos seus caprichos.
A Jesus, que também não se furtou à
animosidade da sua época nem dos seus contemporâneos, ofereceram a cruz, numa
tentativa
de aniquilá-lo, sem, no entanto, perceberem que a trave horizontal fora
transformada em asa de vitória e a vertical, em apoio para todos
os ideais de enobrecimento da Humanidade como símbolo de perene vitória para
quem almeja a glória espiritual.
(De “Oferenda”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de
Ângelis)
segunda-feira, 6 de abril de 2026
ANIMOSIDADE
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