Muita vez,
o apóstolo dos gentios tem sido acusado de excessiva severidade para com o
elemento feminino. Em alguns trechos das cartas que dirigiu às igrejas, Paulo
propôs medidas austeras que, de certo modo, chocaram inúmeros aprendizes.
Poucos
discípulos repararam, na energia das palavras dele, a mobilização dos recursos
do Cristo, para que se fortalecesse a defesa da mulher e dos patrimônios de
elevação que lhe dizem respeito.
Com Jesus,
começou o legítimo feminismo. Não aquele que enche as mãos de suas expositoras
com estandartes coloridos das ideologias políticas do mundo, mas que lhes traça
nos corações diretrizes superiores e santificantes.
Nos
ambientes mais rigoristas em matéria de fé religiosa, quais o do Judaísmo,
antes do Mestre, a mulher não passava de mercadoria condenada ao cativeiro.
Vultos eminentes, quais Davi e Salomão, não conseguiram fugir aos abusos de sua
época, nesse particular.
O
Evangelho, porém, inaugura nova era para as esperanças femininas. Nele vemos a
consagração da Mãe Santíssima, a sublime conversão de Madalena, a dedicação das
irmãs de Lázaro, o espírito abnegado das senhoras de Jerusalém que acompanham o
Senhor até o instante extremo. Desde Jesus, observamos crescente respeito na
Terra pela missão feminil. Paulo de Tarso foi o consolidador desse movimento
regenerativo. Apesar da energia áspera que lhe assinala as palavras, procurava
levantar a mulher da condição de aviltada, confiando-a ao homem, na
qualidade de mãe, irmã, esposa ou filha, associada aos seus destinos e, como
criatura de Deus, igual a ele.
Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso
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