A lição colhida pelos discípulos de
Jesus, no Pentecostes, ainda é um símbolo vivo para todos os aprendizes do
Evangelho, diante da multidão.
A revelação da vida eterna continua em
todas as direções.
Aquele “som como de um vento veemente e
impetuoso” e aquelas “línguas de fogo” a que se refere a descrição apostólica,
descem até hoje sobre os continuadores do Cristo, entre os filhos de todas as
nações.
As expressões do Pentecostes
dilatam-se, em todos os países, embora as vibrações antagônicas das trevas.
Todavia, para milhares de ouvintes e
observadores apenas funcionam alguns raros apóstolos, encarregados de
preservarem a divina luz.
Realmente, são inumeráveis aqueles que,
consciente ou inconscientemente, recebem os benefícios da celeste revelação;
entretanto, não são poucos os zombadores de todos os tempos, dispostos à
irreverência e à ironia, diante da verdade.
Para esses, os leais seguidores do
Mestre estão embriagados e loucos. Não compreendem a humildade que se consagra
ao bem, a fraternidade que dá sem exigências descabidas e a fé que confia
sempre, não obstante as tempestades.
É indispensável não estranhar o assédio
desses pobres inconscientes, se te dispões, efetivamente, a servir ao Senhor da
Vida. Cercar-te-ão o trabalho, acusando-te de bêbado; criticar-te-ão as
atitudes, chamando-te covarde; escutar-te-ão as palavras de amor, conservando a
ironia na boca. Para eles, a tua abnegação será envilecimento, a tua renúncia
significará incapacidade, a tua fé será interpretada à conta de loucura.
Não hesites, porém, no espírito de
serviço. Permaneces, como os primeiros apóstolos, nas grandes praças, onde se
acotovelam homens e mulheres, ignorantes e sábios, velhos e crianças...
Aperfeiçoa tuas qualidades de recepção,
onde estiveres, porque o Senhor te chamou para intérprete de Sua Voz, ainda que
os maus zombem de ti.
Livro: Vinha de Luz. Francisco C.
Xavier por Emmanuel

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