terça-feira, 14 de outubro de 2025

SITUAÇÕES E OP0RTUNIDADE

 
    

        Conquanto a sua vida lhe pareça um torvelinho incessante de dificuldades, considere o impositivo da reencarnação e aproveite a oportunidade.
        As piores provações se agravam quando são ignoradas suas causas.
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        Embora os empeços para a sua vitória no palco social, insista nos deveres nobres.
        Os mais sérios insucessos são os que atingem o espírito.
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        Apesar da família problema com que você se vê a braços, tal é o clã necessário à sua revelação.
        Familiares difíceis — dívidas em cobrança de urgência.
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        Embora as enfermidades incessantes que o visitam, confie na saúde e mentalize-a.
        Doente, em verdade, é todo aquele que como tal se considera.
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        Com os pés atados à pobreza e de mãos amarradas pelas constrições do dia-a-dia, não desanime.
        Hoje difícil — amanhã abençoado.
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        Não considerado no ambiente social em que se encontra, esforçando-se para fazer-se respeitar, evite o agastamento.
        Muitas vezes o desdouro que lhe atiram é homenagem a valores que você possui e eles ignoram.
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        Penetre-se pelas lições com que a fé viva e racional lhe chama a atenção, deixando-se incorporar, de modo que você supere obstáculos e limitações, descobrindo os tesouros inalienáveis do seu próprio espírito e usando-os a benefício da sua harmonia íntima.
        Opiniões valem a consideração que lhes damos.
        Pessoas significam as lições que desejemos aprender.
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        Identificado à opinião evangélica e conduzido por Jesus, afigurar-se-á preciosa a atual reencarnação, valorizando-a e dando-se integralmente ao seu aproveitamento.


 

(Divaldo Pereira Francon por Marco Prisco.
In: Sementeira da Fraternidade)

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

CONQUISTA DA COMPAIXÃO


“Exercita-te pessoalmente na piedade”
– Paulo.  (I Timóteo, 4:7)

             Não se conhece nenhuma conquista que chegasse ao espírito sem apoio na prática.

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            Um grande intérprete da música não se manteria nessa definição, sem longos exercícios com base na disciplina.
            Um campeão nas lides esportivas não consegue destacar-se simplesmente sonhando com vitórias.
            Nos dons espirituais, os princípios que nos regem as aquisições são os mesmos.

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            Se quisermos que a piedade nos ilumine, é imperioso exercitar a compreensão. E compreensão não vem a nós sem que façamos esforço para isso.

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            Aceitemos, assim, as nossas dificuldades por ocasiões preciosas de ensino, sobretudo, no relacionamento uns com os outros.
            Nesse sentido, os que nos contrariam se nos mostram como sendo os melhores instrutores.

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            Se alguém comete uma falta, reflitamos na doença mental que lhe terá ditado o comportamento.
            Se um amigo nos abandona, imaginemos quanto haverá sofrido no processo de incompreensão que o levou a se afastar.
            Pensa na insatisfação enfermiça dos que se fazem perseguidores ou na dor que se entregam a esse ou àquele tipo de culpa.

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            Compaixão é a porta que se nos abre no sentimento para a luz do verdadeiro amor, entretanto, notemos: ninguém adquire a piedade sem construí-la.



(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Ceifa de Luz)

domingo, 12 de outubro de 2025

DECISÃO E VONTADE


Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.

*

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.

 

Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à Noite.

 

Frequentemente rogam em prece:

 

- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!...

 

Mostra-me o que devo fazer!...

 

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:

 

- Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?

 

Não tenho forças.

 

Ai de mim que sou inútil!...

 

Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.

 

Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.

 

Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.

 

Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.

 

Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.

 

O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.

 

*

Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!...

 

Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.

 

Realização pede apoio da fé.

 

Mãos à obra.

 

Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.

 


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Rumo Certo

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

OBEDIÊNCIA E VIDA


Todas as obras da Criação se revestem de grandeza, pela obediência com que se vinculam à Vida Cósmica.

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Ninguém concebe férias para o sol, a fim de que se refaça de imaginária fadiga.

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Pessoa alguma espera que o mar se derrame, engolindo cidades, a não ser nos raros momentos que a História registra.

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Seria ilógico pensar numa fonte que se voltasse para a retaguarda, resolvendo encerrar-se num poço.

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Todo progresso no mundo se baseia em evolução e sequência.

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Realmente a liberdade autêntica existe, no entanto, essa liberdade tem o tamanho dos deveres cumpridos.

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Sem ordem e sem limites, sem dimensões e sem horários, a vida na Terra seria apenas o caos.



 

De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel 

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

CAMINHOS DO CORAÇÃO

 

Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.

Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento.

Apresentam-se caminhos ásperos, coalhados de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores.

Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.

Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.

Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.

Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.

Caminhos e caminhantes!

Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.

Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.

Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos...

*

Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.

Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima, assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir.

Se possível, opta pelos caminhos do coração.

Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente, esperando por ti.

*

O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.

O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.

A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.

A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.

A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida, destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na veste física.

Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade e satisfaz-se com os dons do espírito — ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundária importância — os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.

Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.

*

Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao Reino dos Céus. Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.

Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.

Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência.

Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da Humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.

Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.

 

 

 

 

 

FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Felicidade

Pelo Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

JESUS PARA O HOMEM


 “E achado em forma como homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente
até à morte de cruz”.
- PAULO (Fillipenses, 2:8)


    O Mestre desceu para servir.
    Do esplendor à escuridão...
    Da alvorada eterna à noite plena...
    Das estrelas à manjedoura...
    Do infinito à limitação...
    Da glória à carpintaria...
    Da grandeza à abnegação...
    Da divindade dos anjos à miséria dos homens...
    Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...
    De governador do mundo a servo de todos...
    De credor magnânimo a escravo...
    De benfeitor a perseguido...
    De salvador a desamparado...
    De emissário do amor à vítima do ódio...
    De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...
    De celeste pastor à ovelha oprimida...
    De poderoso trono à cruz do martírio...
    Do verbo santificante ao angustiado silêncio...
    De advogado das criaturas a réu sem defesa...
    Dos braços dos amigos ao contacto de ladrões...
    De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...
    Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!
    Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa
    Ressurreição no Reino?


 

(Livro: ANTOLOGIA MEDIÙNICA DO NATAL –  Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

terça-feira, 7 de outubro de 2025

SEMEADORES

 

“Eis que o semeador saiu a semear.”
– Jesus. (Mateus, 13:3)

Todo ensinamento do Divino Mestre é profundo e sublime na menor expressão. Quando se dispõe a contar a parábola do semeador, começa com ensinamento de inestimável importância que vale relembrar.

Não nos fala que o semeador deva agir, através do contrato com terceiras pessoas, e sim que ele mesmo saiu a semear.

Transferindo a imagem para o solo do espírito, em que tantos imperativos de renovação convidam os obreiros da boa-vontade à santificante lavoura da elevação, somos levados a reconhecer que o servidor do Evangelho é compelido a sair de si próprio, a fim de beneficiar corações alheios.

É necessário desintegrar o velho cárcere do “ponto de vista” para nos devotarmos ao serviço do próximo.

Aprendendo a ciência de nos retirarmos da escura cadeia do “eu”, excursionaremos através do grande continente denominado “interesse geral”. E, na infinita extensão dele, encontraremos a “terra das almas”, sufocada de espinheiros, ralada de pobreza, revestida de pedras ou intoxicada de pântanos, oferecendo-nos a divina oportunidade de agir a benefício de todos.

Foi nesse roteiro que o Divino Semeador pautou o ministério da luz, iniciando a celeste missão do auxílio entre humildes tratadores de animais e continuando-a através dos amigos de Nazaré e dos doutores de Jerusalém, dos fariseus palavrosos e dos pescadores simples, dos justos e dos injustos, ricos e pobres, doentes do corpo e da alma, velhos e jovens, mulheres e crianças.

Segundo observamos, o semeador do Céu ausentou-se da grandeza a que se acolhe e veio até nós, espalhando as claridades da Revelação e aumentando-nos a visão e o discernimento.

Humilhou-se para que nos exaltássemos e confundiu-se com a sombra a fim de que a nossa luz pudesse brilhar, embora lhe fosse fácil fazer-se substituído por milhões de mensageiros, se desejasse.

Afastemo-nos, pois, das nossas inibições e aprendamos com o Cristo a “sair para semear”.

 


XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...