quinta-feira, 17 de setembro de 2020

APROVEITAMENTO

 

“Medita estas coisas; ocupa-te nelas para

que o teu aproveitamento seja manifesto a

todos.” - Paulo. (I Timóteo, 4:15)

 

Geralmente, o primeiro impulso dos que ingressam na fé constitui a preocupação de transformar compulsoriamente os outros.

Semelhante propósito, às vezes, raia pela imprudência, pela obsessão. O novo crente flagela a quantos lhe ouvem os argumentos calorosos, azorragando costumes, condenando ideias alheias e violentando situações, esquecido de que a experiência da alma é laboriosa e longa e de que há muitas esferas de serviço na casa de Nosso Pai.

Aceitar a boa doutrina, decorar-lhe as fórmulas verbais e estender-lhe os preceitos são tarefas importantes, mas aproveitá-la é essencial.

Muitos companheiros apregoam ensinamentos valiosos, todavia, no fundo, estão sempre inclinados a rudes conflitos, em face da menor alfinetada no caminho da crença. Não toleram pequeninos aborrecimentos domésticos e mantêm verdadeiro jogo de máscara em todas as posições.

A palavra de Paulo, no entanto, é muito clara.

A questão fundamental é de aproveitamento.

Indubitável que a cultura doutrinária representa conquista imprescindível ao seguro ministério do bem; contudo, é imperioso reconhecer que se o coração do crente ambiciona a santificação de si mesmo, a caminho das zonas superiores da vida, é indispensável se ocupe nas coisas sagradas do espírito, não por vaidade, mas para que o seu justo aproveitamento seja manifesto a todos.

  

Vinha de Luz

Francisco Cândido Xavier

Emmanuel)

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O TESTE

 


Reunião pública de 11-12-59

- Questão 469 - O Livro dos Espíritos

 

    Lutando, disseste: "não posso mais".

    E ajudaste os que te roubam a fortaleza.

    Batido, clamaste: "reagirei".

    E amparaste os que te induzem à violência.

    Esquecido, gemeste: "estou sozinho".

    E ajudaste os que te bloqueiam a confiança.

    Caluniado, gritaste: "vingar-me-ei".

    E amparaste os que te guiam à crueldade.

    Ferido, bradaste: "quero justiça".

    E ajudaste os que te furtam a tolerância.

-o-o-o-o-o-o-


    - Enjoei de viver.

    - A fadiga me vence.

    - Tudo perdido.

    - Nada mais a fazer.

    Tentando justificar-te, recorres à filosofia de ocasião e repetes rifões e chavões antigos:

    - A dança obedece à música.

    - Faço como me ensinam.

    - Seja virtuoso quem puder ser.

    - Amanhã virá quem bom me fará.

    - Tarde demais.

    - Fiz tudo.

    - Depois em faço.

    - Lavei as mãos.

-o-o-o-o-o-o-

    Recorda, porém, que toda dificuldade é teste renovador.

    Todos somos tentados na imperfeição que trazemos.

    Queixa é fuga.

    Impaciência é perigo.

    Censura é auxílio ao perseguidor.

    Revolta é força que apressa o crime.

    Ataque é óleo no fogo.

    Desforço é golpe que apaga a luz.

    Desespero é chave do ladrão.

    Maltratado, busca o bem.

    Injuriado, fala o bem.

    Contrariado, procura o bem.

    Traído, renova o bem.

    Assaltado, conserva o bem.

    A única fórmula clara e segura de vencer, no teste contra as influências inferiores,
será sempre, o que for, com quem for e seja onde for, esquecer o mal e fazer o bem.

 



Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

In: Religião dos Espíritos)

terça-feira, 15 de setembro de 2020

MARCAS

 


 

“Desde agora ninguém me moleste,

porque trago no meu corpo as marcas

do Senhor Jesus.” - Paulo. (Gálatas, 6:17)

 

Todas as realizações humanas possuem marca própria. Casas, livros, artigos, medicamentos, tudo exibe um sinal de identificação aos olhos atentos. Se medida semelhante é aproveitada na lei de uso dos objetos transitórios, não se poderia subtrair o mesmo princípio, na catalogação de tudo o que se refira à vida eterna.

Jesus possui, igualmente, os sinais dEle. A imagem utilizada por Paulo de Tarso, em suas exortações aos gálatas, pode ser mais extensa. As marcas do Cristo não são apenas as da cruz, mas também as de sua atividade na experiência comum.

Em cada situação, o homem pode revelar uma demonstração do Divino Mestre. Jesus forneceu padrões educativos em todas as particularidades da sua passagem pelo mundo. O Evangelho no-lo apresenta nos mais diversos quadros, junto ao trabalho, à simplicidade, ao pecado, à pobreza, à alegria, à dor, a glorificação e ao martírio. Sua atitude, em cada posição da vida, assinalou um traço novo de conduta para os aprendizes. Todos os dias, portanto, o discípulo pode encontrar recursos de salientar suas ações mais comuns com os registros de Jesus.

Quando termine cada dia, passa em revista as pequeninas experiências que partilhaste na estrada vulgar. Observa os sinais com que assinalaste os teus atos, recordando que a marca do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de todos.

  

Vinha de Luz

Francisco Cândido Xavier

Emmanuel)

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

AOS DISCÍPULOS


 

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado,

que é escândalo para os judeus e loucura

para os gregos.” Paulo. (I Coríntios, 1:23.)

 

A vida moderna, com suas realidades brilhantes, vai ensinando às comunidades religiosas do Cristianismo que pregar é revelar a grandeza dos princípios de Jesus nas próprias ações diárias.

O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos correspondentes à elevação da palavra, expõe-se, cada vez mais, ao ridículo e à negação.

Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas. E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de palácios egoísticos à base do magnetismo pessoal e psicólogos que ensinam publicamente a sutil exploração das massas.

É nesse quadro obscuro do desenvolvimento intelectual da Terra que os aprendizes do Cristo são expoentes da filosofia edificante da renúncia e da bondade, revelando em suas obras isoladas a experiência divina dAquele que preferiu a crucificação ao pacto com o mal.

Novos discípulos, por isso, vão surgindo, além do sacerdócio organizado. Irmãos dos sofredores, dos simples, dos necessitados, os espiritistas cristãos encontram obstáculos terríveis na cultura intoxicada do século e no espírito utilitário das ideias comodistas.

Há quase dois mil anos, Paulo de Tarso aludia ao escândalo que a atitude dos aprendizes espalhava entre os judeus e à falsa impressão de loucura que despertava nos ânimos dos gregos.

Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do início. Entre eles surge o continuador do Mestre, transmitindo-lhe o ensinamento com o verbo santificado pelas ações testemunhais.

Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.

O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.

O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução envenenada demorar-se-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo, seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.

 

Vinha de Luz

Francisco C. Xavier

                                                                                                                                   Emmanuel 

domingo, 13 de setembro de 2020

COM AMOR

 


“E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o

vínculo da perfeição.” - Paulo. (Colossenses, 3:14)

 

Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.

Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.

O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.

O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.

Toda a preparação é necessária, no capítulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.

A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.

A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.

Mas, como amaremos no serviço diário?

Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.

Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça.

Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.

Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.

 

Livro: Vinha de Luz

Francisco C. Xavier

Emmanuel

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O NECESSÁRIO

 


“Mas uma só coisa é necessária.”

– Jesus. (Lucas, 10:42)

Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve...

Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.

Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro.

Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as consequências de tuas palavras.

Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.

Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.

Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.

“Uma só coisa é necessária”, asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa.

Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse “necessário”, cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.

  

Vinha de Luz

Francisco Cândido Xavier

Emmanuel

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

TÓPICOS DA PRECE

 



    
     Elevemos o nosso coração, sempre que possível, ao Senhor e confiemos em Sua Infinita Bondade!
   
      Na prece está a nossa força e no serviço do Bem o nosso refúgio!
    
     Confiemos nosso pensamento à oração e nossos braços ao trabalho com Cristo Jesus.
   
      E Jesus solucionará os nossos problemas com a bênção do tempo.
    
     Paz e esperança ao coração! Cada noite, apesar do cansaço, não olvides alguns minutos com a oração, para que se nos refaçam as forças.
    
     As tarefas seguem intensas, contudo, quanto possível, os Amigos Espirituais procuram amparar-nos as energias e acrescentá-las ainda mais.
    
     Meus irmãos, muitos Amigos da Espiritualidade sustentam-nos as forças na travessia difícil das horas que passam.
    
     Através da oração recolheremos, como sempre, a inspiração de que necessitamos na superação das lutas redentoras.
    
     Guardemos a tranquilidade mental!
    
     Através da oração, as tarefas do lar são sustentadas com a bênção do Alto.
    
     Receberemos, pela oração, o concurso espiritual, rogando a Jesus para que os nossos corações sejam fortificados no caminho de dor e luz em que nos encontramos.
    
     Agradeçamos a Jesus as bênçãos de cada dia e confiemos na proteção divina, hoje e sempre!
    
     Cada noite consagremos alguns momentos à oração, momentos esses de que se valerão os Amigos Espirituais que nos amparam, a fim de insuflar-nos novas forças para o desempenho de nossas tarefas.
    
     Reanimemo-nos e guardemos o bom ânimo na certeza de que a fé viva em Deus é luz que nos auxilia a dissipar todas as sombras.
    
     Jesus nos abençoe!
   
      Roguemos a Ele, nosso Eterno Benfeitor, nos abençoe os planos de trabalho e renovação à frente do futuro.

  

Apelos Cristãos

Francisco Cândido Xavier

Bezerra de Menezes

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...