terça-feira, 20 de novembro de 2012

PRATICAS A CARIDADE?


           
Por meio de uma linha de pensamentos de enternecedora sensibilidade, nas páginas de luz de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o notável Adolfo, bispo de Argel, trabalha eloquente reflexão sobre a prática da beneficência.
            Enaltecendo os valores que estão enraizados na realização beneficente, o nobre religioso desencarnado faz pensar todo aquele que passa pelo mundo, muitas vezes sem atinar para a importância da sua atuação junto às dores e às dificuldades outras, que aturdem incontáveis filhos de Deus.
            Não são poucos os que afirmam que se as pessoas sofrem é porque fizeram por merecer. Que não deveríamos intervir para que não as impeçamos de cumprir o seu resgate com as leis do Sempiterno.
            Não caberia duvidar do fato de que os padecimentos de quaisquer ordens estão alicerçados sobre necessidades provacionais ou expiatórias. Conviria, porém, cada um refletisse nas razões que levaram o Criador a situar esses necessitados exatamente próximos a nós.
            Sabemos que Deus não se equivoca, e, por não se equivocar, aproxima os que necessitam receber daqueles que necessitam aprender a dar.
            É imprescindível que cada alma reencarnada no planeta desenvolva a sensibilidade diante dos problemas alheios, tanto quanto gostaria de contar com a sensibilidade dos outros em suas quadras de sofrimentos morais ou de carências materiais.
            Nessas atitudes de elaborar o bem do próximo é que a caridade opera os milagres do amor, propiciando inabordáveis estesias aos corações que a operam.
            E tu que avanças na busca de Deus, pelos caminhos do mundo, praticas a caridade?
            Sabes que numa sociedade complexa como a em que vives, são infinitas as chances de realizares a caridade, pois não é só de pão, roupa ou medicação que se constituem as necessidades humanas.
            A caridade da boa palavra chega sempre em boa hora, para alguém aflito, sem nobres perspectivas para os caminhos.
            A caridade do silêncio será auxílio eficaz na hora do tumulto, quando alguém necessita de espaço mental para pensar e meditar por si mesmo.
            A caridade da mensagem de esperança, para quem não vê senão desalento e caos na própria estrada.
            A caridade de dizer não a quem se apresta para mergulhar em pântanos de alucinações contando com o seu aval.
            A caridade da presença cooperadora, que permita aos irmãos saberem que podem contar conosco em tempos de abandono e indiferença.
            A caridade da oferta de um livro espírita a alguém que procura caminhos, enovelado nos cipoais de concepções intelectuais desses tempos.
            Pára e pensa em tudo isso, e inicia ou prossegue o teu esforço por praticar a caridade, porque é por meio dela que, consoante o bispo de Argel, o mundo encontrará a felicidade.

(Livro: Revelações da Luz.  J. Raul Teixeira por Camilo)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

NORMA DA VIDA



Sinto-te o coração dorido em prece
E perguntas, em pranto, alma querida e boa:
— “Como guardar a fé, sem que a prova nos doa
Nos recessos do ser?
Uma norma de paz haverá sobre a Terra,
Que consiga sanar as chagas da alma triste?”
Sem pretensão, respondo que ela existe:
— Trabalhar e esquecer.

A própria Natureza é um livro aberto.
Recorda o tronco antigo e a tempestade;
Desçam raios do céu, a nuvem brade,
Sob a crise da noite a estremecer,
Ei-lo, porém, ereto e firme, aguentando a
tormenta...
Quebra-se-lhe quase toda a ramaria,
Ele guarda, no entanto, as instruções da vida:
— Trabalhar e esquecer.

Vejo a terra humilhada na lavoura,
Ferida e massacrada
Ao peso do trator e entre golpes de enxada
Tem nos vulcões rugindo o seu bravo gemer...
Mas, mesmo assim, produz o pão do mundo,
Injuriada e revolvida
Atende a ordenação que recebe da vida:
— Trabalhar e esquecer.

O fio d’água que nasceu na serra,
Pouco a pouco se fez amplo regato,
Percorrendo quilômetros de mato,
A correr e a correr...
Dessedentando pombos e serpentes,
Sofre a baba do lobo que o domina
E segue para o mar, ante a norma divina:
— Trabalhar e esquecer!...

Assim também, alma querida e boa,
Se carregas contigo farpas de amargura,
Desencanto, tristeza, desventura,
Chora, mas faze o bem — nosso alto dever...
Quanto às pedra e empeços do caminho,
Desengano e aflição, mágoa e mudança,
Olvida!... E segue as vozes da esperança;
— Trabalhar e esquecer!...

(Livro: Assembleia de Luz. Francisco Cândido Xavier por Maria Dolores)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

SE TENS FÉ



    Em Doutrina Espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver.
     Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
     Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração.
     Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
     Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja.
     Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
     Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
     Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que, aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.

(Livro: O Espírito da Verdade.Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira por Emmanuel)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

TRANQUILIDADE EM TUDO



            Em tudo o que fizeres não te esqueças da tranquilidade. Esse gesto assinala o estado da tua vida e o valor que já conquistaste no campo onde mourejas.
            O que procuramos é a harmonia interna; ela ajusta os nossos passos para que não percamos o ambiente do Senhor Jesus. A ocupação não pode ser esquecida nos caminhos da alma em Jesus Cristo; é no trabalho orientado que nasce o amor, em se transformando em caridade; é a caridade em busca do perdão, é o perdão que batalha para granjear a amizade.
            Tranquilidade nos faz lembrar o cuidado permanente da serenidade ajustada às coisas certas; tudo isso e muitas outras coisas mais que geram harmonia não nos deixam esquecer a labuta rumo ao aprimoramento.
            Jesus é o ponto energético que aciona nossas forças internas para a laboração do Divino em nós. Vamos nos lembrar sempre, todos os dias, de nosso Guia, o Cristo; ligando-nos a Ele, receberemos o impulso da busca a nos iluminar por dentro, nos incentivando para todas as realizações do bem comum.
            Fomos feitos simples e ignorantes, no entanto, com todos os valores em estado de sono na intimidade, esperando que a nossa maturidade acorde esse tesouro espiritual, a nos mostrar que somos perfeitos, porque viemos da perfeição.
            A Doutrina Espírita nos mostra como fazer de nós mesmos um todo de luz, pois os Espíritos benfeitores despejam na humanidade, pelas páginas ditadas por eles, uma profusão de entendimentos que eles sabem buscar na vida do Divino Amigo, com a mais alta interpretação dos valores da natureza. Mas isso sempre na tranquilidade que encontram nas leis de Deus.
            Meus queridos companheiros, a felicidade somente é encontrada quando encontramos a harmonia vibrando na cidade íntima da nossa consciência, de maneira a fazer irrigação para o coração e para os impulsos da mente. Não penses que possamos fazer isso sem a ajuda do trabalho. O Espírito superior não perde tempo em descanso inútil; sempre está fazendo tarefa que beneficia ao próximo, atendendo ao chamado das próprias leis naturais, que nos falam através da vida, que nunca para.
            A cura dos nossos desequilíbrios depende de nós; Deus já fez a Sua parte desde o princípio,  e Jesus nos ensina há bilhões de anos. E nós, o que fizemos até hoje? Pensemos nisso e trabalhemos.
            Falamos de tranquilidade em tudo, mas não no sentido de ficarmos descansando. O cristão trabalha no próprio descanso, por já ter despertado para a luz. E se o Espiritismo é Jesus voltando, não pode o Mestre voltar sem intenso serviço em favor da libertação humana.
            Tu, que te encontras lendo, vê a tua vida, se está sendo útil; se não, começa agora a fazer algo de bom. O serviço com o Cristo é libertação da alma, é vida e mais vida nos caminhos, é paz no coração.
            Um dos trabalhos que mais cresce em nós é o estudo bem orientado da Doutrina Espírita. Cabe-nos despertar os valores de Deus na nossa intimidade. E isso é Jesus conosco, é estarmos conscientes em Deus.

(Livro: Cura-te a ti mesmo. João Nunes Maia por Miramez)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ANTE O APELO DO CRISTO


      
  “Sede perfeitos”! — conclamou o Divino Mestre — entretanto, sabemos que estamos presentemente mais distantes da perfeição que o verme da estrela.
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          Ainda assim, Jesus não formularia semelhante apelo se estivesse ele enquadrado no labirinto inextricável do “impossível”.
          Podemos e devemos esposar a nossa iniciação no aprimoramento para a Vida Superior, começando a ser bons.
* * * * * * *
          Entretanto, é necessário distinguir bondade da displicência com que muita vez nos rendemos à falsa virtude, de vez que, em toda parte, existem criaturas boas, emaranhadas na negação da verdadeira bondade.
* * * * * * *
          Vemos pessoas de boas intenções acendendo a fogueira da discórdia, entronizando a astúcia no culto devido à inteligência; para consolidar a maldade; para empreender a separatividade; para os objetivos da desordem; para a conservação da ignorância e da penúria que amortalham grande parte da Humanidade.
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          Busquemos o padrão do Cristo e sejamos bons, quanto o Mestre nos ensinou.
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          É natural não possas ser apresentado, de imediato, em carros de triunfo, à frente da multidão, categorizado à conta de santo ou de herói, mas podes ser o irmão do próximo, estendo-lhe as mãos fraternas.
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          Observa, em torno da mesa farta ou ao redor da saúde que te garante a harmonia orgânica e considera as tuas possibilidades de auxiliar.
          Podes ser o irmão do companheiro infeliz, através de alguma frase de bom ânimo, o benfeitor do coração materno infortunado, o salvador da criança que luta com a enfermidade e com a morte, pela gota de remédio restaurador.
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          Podes ser o amigo dos animais e das árvores, o preservador das fontes e o defensor das sementes que sustentarão o celeiro de amanhã.
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          Desperta e faze algo que te impulsione para a frente na estrada de elevação.
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          Não te detenhas.
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          A vida não te reclama atitudes sensacionais, gestos impraticáveis, espetáculos de súbita grandeza...
          Pede simplesmente que sejas sempre melhor para aqueles que te cruzem os passos.
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          Esqueçamos o mal e procuremos o bem que nos esclareça e melhore.
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          Ainda agora e aqui mesmo, enquanto relemos o convite do Senhor, podemos formular no coração uma prece por todos aqueles que ainda não nos possam compreender e, através da oração, começar a obra de nosso aperfeiçoamento para a Vida Imortal.

(Livro: Canais da Vida. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SEDATIVO


       
 ... Em toda situação insegura, arrima-te
à confiança em Deus, amparando aos
que te rodeiam...


    É possível te encontres sob impacto de aflitiva agitação.
    Pacifica e serve.
    Espera e trabalha.
    Se dificuldades te espantam, eis chega a hora da fé ativa, requisitando-te mais apoio em favor dos outros.
    Se provações desabaram no caminho, terá soado o instante da paciência.
    Surgiram companheiros incompreensivos...
    Estarão em erro.
    Viste irmãos desinformados...
    Necessitam eles de esclarecimento na luz da tolerância.
    Despontam acusadores...
    Precisam de assistência fraterna.
    Destacam-se aqueles outros que envenenam circunstâncias e pessoas, quando a mente se lhes mergulha em desequilíbrio...
    São doentes, aguardando medicação.
    Em toda situação insegura, arrima-te à confiança em Deus, amparando aos que te rodeiam.
    E à frente de todos os que, porventura, te buscam tirar a serenidade, criando problemas e conflitos, matricula-te, pela imagem, na tua enfermaria de silêncio, e oferece-lhe o sedativo da oração.

(Livro: Amizade. Francisco Cândido Xavier por Meimei)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

OBSTÁCULO



Quando te sintas sob o frio do desengano, não creias que o esforço que despendeste no bem haja sido infrutífero.
          O desarranjo de certa máquina te ensina a paciência.
          O afastamento de um companheiro terá sido o meio de te acordar as energias adormecidas, para que te desenvolvas em ação mais ampla.
          O dinheiro que te era devido e ainda na recebeste é um convite da vida que trabalhes mais e melhor.
          A doença controlada ou vencida é uma lição que te auxilia a guardar a própria saúde.
          Quando a crise te busque, lembra-te de que o obstáculo está simplesmente instando contigo para que recomeces a própria tarefa, outra vez.

(Livro: Neste instante. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

A PRECE DE ISMÁLIA

  “Senhor! dignai-vos assim os nossos humildes tutelados, enviando-nos a luz de vossas bênçãos santificantes, nós estamos, prontos para ex...