sexta-feira, 7 de novembro de 2025

CONVITE AO PERDÃO


“Porque se perdoardes aos homens

as suas ofensas também vosso

Pai celeste vos perdoará.”

(Mateus: capítulo 6º, versículo 14 e 15)

 

Por mais rude haja sido a agressão, perdoa.

Mesmo que a injustiça prossiga amargando as tuas elevadas aspirações, perdoa.

Não obstante, o amigo momentaneamente enganado se haja transformado em teu algoz, perdoa.

Apesar dos teus esforços no bem nada conseguires, permitindo a sementeira da calúnia a multiplicar dificuldades e espinhos pela senda, perdoa.

Em qualquer circunstância perdoa aqueles que te ofendam, esquecendo as ofensas com que te agridam.

O ofensor é alguém a um passo do desequilíbrio.

Aquele que se compraz na perseguição, ignora o grau de enfermidade que o vítima.

O perseguidor permanece enleado nas teias do desvario e em breve será vítima de si mesmo.

Indubitavelmente a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que possui para dar.

Muitas vezes serás convidado ao revide, conclamado à reação engendrada pela ira, que provoca a rebelião, tal a soma de circunstâncias negativas em que te verás envolvido.

Tem, porém, cuidado.

Reflexiona antes de reagir a fim de não agires por precipitação e reflexionares tardiamente.

Jesus, convidado diretamente à reação negativa, vezes sem conta, permaneceu integérrimo perdoando e amando, por saber que aqueles que O afligiam eram espíritos aturdidos, afligidos em si mesmos, por essa razão, dignos de perdão.

 

 

Convites da Vida

Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

CONVITE À FELICIDADE


"O meu reino não é deste mundo."

(João: capítulo 18º, versículo 36)

 


Desnecessária a fortuna a fim de frui-la.

Secundária a juventude de modo a gozá-la.

Dispensável o poder para experimentá-la.

A felicidade independe dos valores externos, sempre transitórios, sem maior significação, além daquela que se lhes atribuem

Quando na velhice, o homem repassa as evocações, os sucessos e lamenta a juventude vencida.

Na enfermidade, considera os tesouros da saúde e sofre-lhe a ausência.

Diante da constrição da pobreza lembra as dádivas das moedas e experimenta amargura por não as possuir.

Sob condições de dependência, padece não ser forte no mundo dos negócios ou da política, deixando-se afligir desnecessariamente.

Acicatado por problemas morais, angustia-se ao verificar o júbilo alheio daqueles que transitam guindados a situações de destaque ou exibindo sorrisos de tranquilidade.

Isto por ignorar o testemunho de aflição que cada um deve doar no panorama da evolução inadiável, de que ninguém se pode eximir.

Felicidade é construção demorada, que se realiza interiormente a tributo de laboriosa ação sacrificial.

Sem características externas, a seu turno, quando invade o ser, exterioriza-se qual luz brilhante aprisionada em redoma de delicado cristal...

Mesmo quando o homem consegue adicionar a juventude, o poder, a fortuna e a saúde aparente a felicidade não está implicitamente com ele.

Por essa razão, lecionou Jesus que o Seu Reino não é deste mundo, como a corroborar que a felicidade não pode ser encontrada na Terra, por ser ainda o Orbe o domicílio expiatório e de provações onde todos forjamos a felicidade real, que virá só futuramente.

Realiza o teu quinhão de dever com devotamento e faze sempre o melhor a fim de que o aplauso da consciência tranqüila te conduza ao pórtico da felicidade real.

Não te exasperes face à desdita aparente. Nem te apegues ao júbilo momentâneo também ilusório.

De tudo e todos os estados retira o proveito da aprendizagem e, assim fazendo, a pouco e pouco perceberás que a felicidade é consequência da autoiluminação libertadora, como decorrência do amor exercido em plenitude fraternal.

 


 

 

FRANCO, Divaldo Pereira

Convites da Vida

Pelo Espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 4 de novembro de 2025

CONFIAREMOS


 

"E se sabemos que ele nos ouve, quanto

ao que lhe pedimos, estamos certos de

que obtemos os pedidos que lhe temos feito".

- João (I João, 5:15)

 

Em nos dirigindo ao Senhor, rogando alguma concessão, condicionemo-nos ao Critério Divino.

Digamos no íntimo do ser:

"Se julgardes, Senhor, que isso nos ajudará a ser melhores para os nossos irmãos, em louvor dos vossos desígnios..."

"Se considerardes que assim poderemos ser mais úteis em vossa obra..."

E façamos dentro de nós o silêncio preciso, emudecendo qualquer indisciplina mental.

Sintonizemos o coração em ponto certo, ou, melhor, liguemos o pensamento para a Infinita Sabedoria, tendo o cuidado imprescindível para que a estática de nossas paixões e sensações não interfira com a recepção da bênção que nos advirá da Divina Bondade.

Oremos, unindo-nos aos planos do Senhor, sem exigir que os planos do Senhor se submetam aos nossos, e aprenderemos a ver e a aceitar o que seja melhor para nós, asserenando o coração.

Não gritarmos "eu quero..." mas afirmar, em nossa condição de espíritos imperfeitos: “se posso querer”...

Em qualquer setor de organização humana, o benefício solicitado se divide em duas fases essenciais - o pedido e a solução.

Forçoso, porém, reconhecer que, se todo pedido é livre, qualquer solução exige exame.

Empregadores não atendem às requisições dos subordinados sem analisar-lhes a ficha de mérito, sob pena de prejudicarem a máquina administrativa. Professores não satisfarão exigências de alunos sem, antes, lhes observar o aproveitamento, se não querem perturbar as funções educativas da escola.

É licito rogar ao Senhor tudo aquilo de que carecemos e até mesmo tudo quanto quisermos, porquanto na maioria das ocasiões não passamos de crianças caprichosas, mas saibamos implorar dele a compreensão necessária para recebermos as respostas do Alto, sem prejuízo para a harmonia da vida, porque, se sabemos o meio exato e amplo de pedir, somente Deus - pelos Mensageiros Divinos que o representam, junto de nós - sabe, em nosso favor, como, onde e quando nos atender.

 

 

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: segue-me

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

CARIDADE DA LUZ

 

Santa – a moeda amiga ao tornar-se carinho

Em todo lar sem pão que a penúria flagela,

Enaltecida sempre – a roupa mais singela

Que protege a nudez ao vento e ao desalinho!...

 

Glorificado seja – o pouso que tutela

O enfermo relegado às pedras do caminho,

Preciosa – a afeição para quem vai sozinho,

Trancando-se na dor em que se desmantela!...

 

Nobreza em toda ação que represente amparo

Do auxílio de um vintém ao apoio mais raro,

Que a simpatia expresse e a bondade presida!...

 

Brilhe em tudo, porém, com mais força e grandeza

A palavra do Bem que apure a Natureza,

Iluminando o Amor e libertando a Vida!...

 

 

XAVIER, Francisco Cândido

Pelo Espírito Auta de Souza

domingo, 2 de novembro de 2025

ADORAÇÃO E FRATERNIDADE


“Ora, temos da parte dele este mandamento,
que aquele que ama a Deus, ame também
a seu irmão.” – João: I JOÃO, 4:21

 

Construirás santuários primorosos no culto ao Senhor da Vida...

Pronunciarás orações sublimes, exaltando-Lhe a glória excelsa...

Tecerás com cintilações divinas a palavra comovente e bela com que Lhe definirás a grandeza...

Combinarás com mestria os textos da Escritura Divina para provar-Lhe a existência...

Exibirás dons mediúnicos dos mais excelentes de modo a falares d¢Ele, com eficiência e segurança, às criaturas irmãs...

Escreverás livros admiráveis, comentando-Lhe a sabedoria...

Comporás poemas preciosos, tentando ornamentar-Lhe a magnificência...

Clamarás por Ele, em súplicas ardentes, revelando confiança e fidelidade...

Adora-Lo-ás com a tua prece, com a tua arte, com o teu carinho e com a tua inteligência...

Contudo, se não amas a teu irmão, por amor a Ele, Pai Amoroso e Justo, de que te vale o culto filial, estéril e egoísta?

Um simples pai de família, no campo da Humanidade imperfeita, alegra-se e dilata-se nos filhos que, em lhe compreendendo a dedicação, se empenham no engrandecimento da própria casa, através do amparo constante aos irmãos menos felizes.

Incontestavelmente, a lealdade de tua fé representa o perfume de alegria nas tuas relações com o Eterno Senhor, mas não olvides que o teu incessante serviço, na plantação e extensão do bem, é a única maneira pela qual podes realmente servi- Lo.

Seja qual for a igreja em que externas a tua reverência à Majestade Divina, guarda, pois, a oração por lâmpada acesa em tua luta de cada dia, mas não te esqueças de que somente amparando os nossos irmãos inexperientes e frágeis, caídos e desditosos, é que, de fato, honraremos a Bênção de Nosso Pai.

 


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.
In: Palavras de Vida Eterna

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

TUDO MUDA

 

“A não ser o que procede de Deus, nada é imutável no mundo.

Tudo o que procede do homem está sujeito a mudanças.”

- O Evangelho Segundo o Espiritismo

Cap. XXII, ítem 2

 

Sobre o mundo das formas perecíveis, tudo se transforma sob a ação inexorável do tempo.

Com o progresso intelecto-moral, as leis humanas vão se aperfeiçoando, os costumes se depuram, os hábitos se modificam.

Apenas o que procede de Deus sobreviverá ao turbilhão renovador à que a Humanidade, lentamente, submete-se, desprendendo-se do transitório em louvor do que é eterno.

Nas camadas íntimas do ser, um novo homem se encontra em gestação, um novo mundo se esboça para o futuro...

O que hoje se considera um equívoco, amanhã talvez seja analisado por um outro prisma, e vice-versa.

A Ciência alterará certas concepções, a Filosofia capitulará conceitos, a Religião examinará antigos dogmas...

Somente em Jesus Cristo, conforme a inspirada observação do Apóstolo, encontraremos as palavras de vida eterna, ou seja, a Verdade imutável de todas as épocas.

Na admirável dinâmica do Amor, o Evangelho continua hoje tão atual quanto ontem e haverá de sê-lo sempre.

As civilizações continuarão a ser regidas pelos valores éticos que, em todas as culturas e idiomas, encerram a mesma essência divina, norteando os homens no caminho da redenção.

Compreende-se, assim, a transitoriedade da experiência física; que o homem no corpo se encontra no seu porvir espiritual, desde agora procurando amealhar recursos, repletando os seus celeiros de bênçãos, para que, além das fronteiras da morte, não se surpreenda de mãos vazias e coração desprovido de luz.

 



Livro:  Pedi e Obtereis - Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

COMO VIVER COM OS OUTROS


A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto,  e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver.

 

A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais.

 

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas.

 

Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a  natureza lhes negou.

 

Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao amor de uns para com os outros.

 

E assim aprendemos a amar por Amor.

 

A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência.

 

A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano.

 

No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar.

 

Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos de seus objetivos.

 

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo.

 

Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz.

 

Quem somente impõe suas idéias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber.

 

Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida.

 

Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado, as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.

 

Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam.

 

Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma.

 

Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram.

 

Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-se irmão de todos em todas as faixas da vida.

 

Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda?

Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras.

 

A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor.

 

Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida.

 

Fomos feitos para viver em sociedade.

 

Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas, que frutificam mais em conjunto; as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre andam em convivência.

 

Tudo se une para a maior grandeza da criação.

 

Essas lições não são somente para os encarnados.

 

Os Espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem a essa grande regra de viver bem.

 

Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida.

 

Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.

 

Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz.

 

E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes.

 

Sem esse trabalho interior, será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.

 


(João Nunes Maia por Lancellin. In: Cirurgia Moral)

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...