domingo, 2 de novembro de 2025

ADORAÇÃO E FRATERNIDADE


“Ora, temos da parte dele este mandamento,
que aquele que ama a Deus, ame também
a seu irmão.” – João: I JOÃO, 4:21

 

Construirás santuários primorosos no culto ao Senhor da Vida...

Pronunciarás orações sublimes, exaltando-Lhe a glória excelsa...

Tecerás com cintilações divinas a palavra comovente e bela com que Lhe definirás a grandeza...

Combinarás com mestria os textos da Escritura Divina para provar-Lhe a existência...

Exibirás dons mediúnicos dos mais excelentes de modo a falares d¢Ele, com eficiência e segurança, às criaturas irmãs...

Escreverás livros admiráveis, comentando-Lhe a sabedoria...

Comporás poemas preciosos, tentando ornamentar-Lhe a magnificência...

Clamarás por Ele, em súplicas ardentes, revelando confiança e fidelidade...

Adora-Lo-ás com a tua prece, com a tua arte, com o teu carinho e com a tua inteligência...

Contudo, se não amas a teu irmão, por amor a Ele, Pai Amoroso e Justo, de que te vale o culto filial, estéril e egoísta?

Um simples pai de família, no campo da Humanidade imperfeita, alegra-se e dilata-se nos filhos que, em lhe compreendendo a dedicação, se empenham no engrandecimento da própria casa, através do amparo constante aos irmãos menos felizes.

Incontestavelmente, a lealdade de tua fé representa o perfume de alegria nas tuas relações com o Eterno Senhor, mas não olvides que o teu incessante serviço, na plantação e extensão do bem, é a única maneira pela qual podes realmente servi- Lo.

Seja qual for a igreja em que externas a tua reverência à Majestade Divina, guarda, pois, a oração por lâmpada acesa em tua luta de cada dia, mas não te esqueças de que somente amparando os nossos irmãos inexperientes e frágeis, caídos e desditosos, é que, de fato, honraremos a Bênção de Nosso Pai.

 


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel.
In: Palavras de Vida Eterna

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

TUDO MUDA

 

“A não ser o que procede de Deus, nada é imutável no mundo.

Tudo o que procede do homem está sujeito a mudanças.”

- O Evangelho Segundo o Espiritismo

Cap. XXII, ítem 2

 

Sobre o mundo das formas perecíveis, tudo se transforma sob a ação inexorável do tempo.

Com o progresso intelecto-moral, as leis humanas vão se aperfeiçoando, os costumes se depuram, os hábitos se modificam.

Apenas o que procede de Deus sobreviverá ao turbilhão renovador à que a Humanidade, lentamente, submete-se, desprendendo-se do transitório em louvor do que é eterno.

Nas camadas íntimas do ser, um novo homem se encontra em gestação, um novo mundo se esboça para o futuro...

O que hoje se considera um equívoco, amanhã talvez seja analisado por um outro prisma, e vice-versa.

A Ciência alterará certas concepções, a Filosofia capitulará conceitos, a Religião examinará antigos dogmas...

Somente em Jesus Cristo, conforme a inspirada observação do Apóstolo, encontraremos as palavras de vida eterna, ou seja, a Verdade imutável de todas as épocas.

Na admirável dinâmica do Amor, o Evangelho continua hoje tão atual quanto ontem e haverá de sê-lo sempre.

As civilizações continuarão a ser regidas pelos valores éticos que, em todas as culturas e idiomas, encerram a mesma essência divina, norteando os homens no caminho da redenção.

Compreende-se, assim, a transitoriedade da experiência física; que o homem no corpo se encontra no seu porvir espiritual, desde agora procurando amealhar recursos, repletando os seus celeiros de bênçãos, para que, além das fronteiras da morte, não se surpreenda de mãos vazias e coração desprovido de luz.

 



Livro:  Pedi e Obtereis - Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

COMO VIVER COM OS OUTROS


A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto,  e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver.

 

A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais.

 

A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas.

 

Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a  natureza lhes negou.

 

Vemos nisto a presença de Deus, levando-nos ao amor de uns para com os outros.

 

E assim aprendemos a amar por Amor.

 

A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência.

 

A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano.

 

No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar.

 

Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos de seus objetivos.

 

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo.

 

Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz.

 

Quem somente impõe suas idéias, passa a ser joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber.

 

Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida.

 

Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado, as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar.

 

Não gastes teu tempo em palavras que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam.

 

Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma.

 

Procura conversar com os outros na altura que eles já atingiram.

 

Isso não é disfarce, é respeito às sensibilidades, é sentir-se irmão de todos em todas as faixas da vida.

 

Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda?

Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras.

 

A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor.

 

Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida.

 

Fomos feitos para viver em sociedade.

 

Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas, que frutificam mais em conjunto; as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre andam em convivência.

 

Tudo se une para a maior grandeza da criação.

 

Essas lições não são somente para os encarnados.

 

Os Espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem a essa grande regra de viver bem.

 

Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida.

 

Aprendamos, pois, a conviver, a entender e respeitar os nossos irmãos que trabalham e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós, motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.

 

Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz.

 

E para aprender a viver bem com os outros, necessário se faz que nos eduquemos em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes.

 

Sem esse trabalho interior, será difícil alcançar a paz imperturbável no reino do coração.

 


(João Nunes Maia por Lancellin. In: Cirurgia Moral)

terça-feira, 28 de outubro de 2025

CANÇÃO DA FÉ


Se a tua fé não vê ou ainda não viu
A presença da lágrima ou do espinho
Para vencer nos lances do caminho,
Os perigos da marcha e as surpresas da treva.


Se a tua fé não ouve ou ainda não ouviu,
Entre as flores que leva
Desde o berço da crença até agora,
O insulto em que a maldade se avigora,
A fim de que lhe dês,
Outra vez e outra vez,
O apoio da paciência e a lição da bondade...


Se a tua fé não encontrou ainda
Algo que a desagrade,
Na tarefa bem-vinda
Que te impele a servir ao amor e á verdade.


Se a tua fé não teve ou ainda não tem
Ofensas a perdoar e injúrias a esquecer,
No sublime dever
De amparar, socorrer ou levantar alguém...


Se enfim, a tua fé não conheceu
Angústia ou desabrigo,
Se ela não sofre ou ainda não sofreu
Golpes do orgulho vão,
Escárnio, desafio, tentação,
Para que aprendas, coração amigo,
Resistência e humildade,
A tua fé, portanto,
Não passa, por enquanto,
De um sonho que não veio à realidade!...


Porque a fé verdadeira
Que redime e renova a Humanidade,
E vale, em tudo para a vida inteira,
A fé que tanto ama e anda de rastros
Quanto vibra e se eleva para os astros,
Fé valente e profunda,
Que inspira, exemplifica, ergue e fecunda,
Será sempre obtida na batalha,
Na Terra ou Mais Além,
No coração que luta ou se estraçalha
Para a glória do Bem.

 



(Maria Dolores/Francisco Cândido Xavier.
Livro: Coração e Vida)

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A LÍNGUA

 


Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas. 

Ponderada - favorece o juízo. 
Leviana - descortina a imprudência. 
Alegre - espalha otimismo. 
Triste - semeia desânimo. 
Generosa - abre caminho à elevação. 
Maledicente - cava despenhadeiros. 
Gentil - provoca reconhecimento. 
Atrevida - traz a perturbação. 
Serena - produz calma. 
Fervorosa - impõe a confiança. 
Descrente - invoca a frieza.



Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Xavier

Do livro Preces e Mensagens Espirituais

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

CADÁVERES


 “Pois onde estiver o cadáver, ai se ajuntarão
as águias.” (Mateus, 24:28)
 

Apresentando a imagem do cadáver e das águias, referia-se o Mestre à necessidade dos homens penitentes, que precisam recursos de combate à extinção das sombras em que se mergulham.

Não se elimina o pântano, atirando-lhe flores.

Os corpos apodrecidos no campo atraem corvos que os devoram.

Essa figura, de alta significação simbológica, é dos mais fortes apelos do Senhor, conclamando os servidores do Evangelho aos movimentos do trabalho santificante.

Em vários círculos do Cristianismo renascente surgem os que se queixam, desalentados, da ação de perseguidores, obsessores e verdugos visíveis e invisíveis.

Alguns aprendizes se declaram atados à influência deles e confessam-se incapazes de atender aos desígnios de Jesus.

Conviria, porém, muita ponderação, antes de afirmativas desse jaez, que apenas acusam os próprios autores.

É imprescindível lembrar sempre que as aves impiedosas se ajuntarão em torno de cadáveres ao abandono.

Os corvos se aninham noutras regiões, quando se alimpa o campo em que permaneciam.

Um homem que se afirma invariavelmente infeliz fornece a impressão de que respira num sepulcro; todavia, quando procura renovar o próprio caminho, as aves escuras da tristeza negativa se afastam para mais longe.

Luta contra os cadáveres de qualquer natureza que se abriguem em teu mundo interior. Deixa que o divino sol da espiritualidade te penetre, pois, enquanto fores ataúde de coisas mortas, serás seguido, de perto, pelas águias da destruição.

  

 

Pão Nosso. Francisco C Xavier por Emmanuel

terça-feira, 21 de outubro de 2025

COMPREENDAMOS


“Sacrifícios, e ofertas, e holocaustos e oblações
pelo pecado não quiseste, nem te agradaram”
Paulo (Hebreus, 10:8)
 

O mundo antigo não compreendia as relações com o Altíssimo, senão através de suntuosas oferendas e pesados holocaustos.

Certos povos primitivos atingiram requintada extravagância religiosa, conduzindo sangue humano aos altares.

Tais manifestações infelizes vão se atenuando no cadinho dos séculos; no entanto, ainda hoje se verificam lastimáveis pruridos de excentricidade, nos votos dessa natureza.

O Cristianismo operou completa renovação no entendimento das verdades divinas; contudo, ainda em suas fileiras costumam surgir absurdas promessas, que apenas favorecem a intromissão da ignorância e do vício.

A mais elevada concepção de Deus que podemos abrigar no santuário do espírito é aquela que Jesus nos apresentou, em no-Lo revelando Pai amoroso e justo, à espera dos nossos testemunhos de compreensão e de amor.

Na própria Crosta da Terra, qualquer chefe de família, consciencioso e reto, não deseja os filhos em constante movimentação de ofertas inúteis, no propósito de arrefecer-lhe a vigilância afetuosa.

Se tais iniciativas não agradam aos progenitores humanos, caprichosos e falíveis, como atribuir semelhante falha ao TodoMisericordioso, no pressuposto de conquistar a benemerência celeste?

É indispensável trabalhar contra o criminoso engano.

A felicidade real somente é possível no lar cristão do mundo, quando os seus componentes cumprem as obrigações que lhes competem, ainda mesmo ao preço de heróicas decisões. Com o Nosso Pai Celestial, o programa não é diferente, porque o Senhor Supremo não nos pede sacrifícios e lágrimas e, sim, ânimo sereno para aceitar-lhe a vontade sublime, colocando-a em prática.


 


Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

OUVE A CONSCIÊNCIA

  Ouve a consciência que te impele ao dever e não te perturbes. Serve e caminha. Não podemos construir os mínimos tópicos de alegria no ...