quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

O MOMENTO DE DEUS


       Analisemos as atitudes desencontradas que, várias vezes, assumimos diante do bem.

       Chamados a participar do dia grupo de trabalho, em benefício do semelhante, quase sempre alegamos falta de tempo, pretextando obrigações inadiáveis.

       Entretanto, observemos o aproveitamento dos minutos na atividade diária. Com frequência, encontramos o tempo necessário para a hora:

               do cabeleireiro;

               da manicure;

               da modista;

               do alfaiate;

               do clube;

               do cinema;

               do rádio e da televisão;

               da festa;

               do lazer;

               da reunião com os amigos.

*

       Se não conseguimos, pois, encontrar alguns minutos sequer para Deus, no serviço de auxílio ao próximo, na verdade nosso problema é muito mais de comodismo e indiferença do que propriamente de ocupações e tempo.

 

 

 

De “Decisão”, de Antônio Baduy Filho

pelo Espírito André Luiz

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

PETIÇÃO DO SERVIDOR

 

Pela Infinita Misericórdia com que nos ensinas a encontrar os caminhos da conciliação;

Pelas possibilidades que nos forneces para sustentar o silêncio quando o silêncio se faça preciso;

Pela palavra justa com que nos inspiras a tratar dos assuntos alusivos ao nosso aperfeiçoamento espiritual;

Pelo convite reiterado à paciência e à tolerância que nos envias, através dos companheiros que nos partilham a experiência;

E pelo endereço da paz que nos fazes descobrir por dentro de nós próprios;

Obrigado meu Deus!

 

 

 

De “Centelhas”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

AGRADECIMENTO



Agradeço, alma irmã, o clima da alegria

A que a tua bondade nos conduz

Os brindes de ternura que nos deste

E as palavras de luz.

 

Agradeço-te o campo de trabalho

Em que me renovaste a noção de valor,

Fizeste-me enxergar em minha própria vida

A fonte de serviço a meu dispor.

 

Agradeço o remédio que me estendes

Para que eu possa agir,

Sendo mais forte para ser mais útil

Em demanda ao porvir

 

Agradeço o ambiente em que me acolhes

Onde aprendo a servir e onde posso cantar

Resguardando-me, em tudo, o júbilo bendito

De que me encontro no meu próprio lar!...

 

Mas, acima de tudo, alma querida,

Estou feliz porque me deste as mãos

Fazendo-me sentir que a luz do amor existe

E que na luz do amor todos somos irmãos.

 



Referência: Espírito: Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 5 de janeiro de 2025

GUARDEMOS O CORAÇÃO


"O homem de coração dobre é inconstante
em todos os seus caminhos." - (TIAGO,1:8)

    Urge reconhecer que no sentimento reside o controle da vida.
    Na romagem terrestre, múltiplos são os caminhos que conduzem ao aperfeiçoamento.
    Fartura e escassez; formosura e fealdade, alegria e sofrimento, liberdade e tolhimento, podem aliciar excelentes possibilidades de realização humana para a espiritualidade superior.
    O homem de coração dobre, porém, é infiel às bênçãos divinas em todos os setores da luta construtiva.
    Se recebe talentos da riqueza terrestre, entrega-se, comumente, às alucinações da vaidade.
    Se detém os dons da pobreza, liga-se, quase sempre, aos monstros da inconformação.
    Se possui belo corpo, dá-se, em via de regra, aos excessos destruidores.
    Se dispõe de vaso orgânico defeituoso, na maioria dos casos perde o tempo em desespero inútil.
    No prazer, é incontido.
    Na dor, é revoltado.
    Quando livre, oprime os irmãos e escraviza-os.
    Quando subalterno, perturba os semelhantes e insinua a indisciplina.
    O sentimento é o santuário da criatura. Sem luz aí dentro, é impossível refletir a paz luminosa que flui incessantemente de Cima.
    Ofereçamos ao Senhor um coração firme e terno para que as Divinas Mãos nele gravem os Augustos Desígnios. Atendida semelhante disposição em nossa vida íntima, encontraremos em todos os caminhos o abençoado lugar de cooperadores da Divina Vontade.




Emmanuel/Francisco Candido Xavier. In: Vinha de luz

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

NÓS E CÉSAR


“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai,
pois, a César o que é de César, e a Deus o
que é de Deus.” (Marcos, 12:17)

Em todo lugar do mundo, o homem encontrará sempre, de acordo com os seus próprios merecimentos, a figura de César, simbolizada no governo estatal.

Maus homens, sem dúvida, produzirão maus estadistas.

Coletividades ociosas e indiferentes receberão administrações desorganizadas.

De qualquer modo, a influência de César cercará a criatura, reclamando-lhe a execução dos compromissos materiais.

É imprescindível dar-lhe o que lhe pertence.

O aprendiz do Evangelho não deve invocar princípios religiosos ou idealismo individual para eximir-se dessas obrigações.

Se há erros nas leis, lembremos a extensão de nossos débitos para com a Providência Divina e colaboremos com a governança humana, oferecendo-lhe o nosso concurso em trabalho e boa vontade, conscientes de que desatenção ou revolta não nos resolvem os problemas.

Preferível é que o discípulo se sacrifique e sofra a demorar-se em atraso, ante as leis respeitáveis que o regem, transitoriamente, no plano físico, seja por indisciplina diante dos princípios estabelecidos ou por doentio entusiasmo que o tente a avançar demasiadamente na sua época.

Há decretos iníquos?

Recorda se já cooperaste com aqueles que te governam a paisagem material.

Vive em harmonia com os teus superiores e não te esqueças de que a melhor posição é a do equilíbrio.

Se pretendes viver retamente, não dês a César o vinagre da crítica acerba.

Ajuda-o com o teu trabalho eficiente, no sadio desejo de acertar, convicto de que ele e nós somos filhos do mesmo Deus.

 

 


Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

AGRADECER


“E sede agradecidos.”
Paulo (Colossenses, 3:15)
 

É curioso verificar que a multidão dos aprendizes está sempre interessada em receber graças, entretanto, é raro encontrar alguém com a disposição de ministrá-las.

Os recursos espirituais, todavia, em sua movimentação comum, deveriam obedecer ao mesmo sistema aplicado às providências de ordem material.

No capítulo de bênçãos da alma, não se deve receber e gastar, insensatamente, mas recorrer ao critério da prudência e da retidão, para que as possibilidades não sejam absorvidas pela desordem e pela injustiça.

É por isso que, em suas instruções aos cristãos de Colossos, recomenda o apóstolo que sejamos agradecidos.

Entre os discípulos sinceros, não se justifica o velho hábito de manifestar reconhecimento em frases bombásticas e laudatórias.

Na comunidade dos trabalhadores fiéis a Jesus, agradecer significa aplicar proveitosamente as dádivas recebidas, tanto ao próximo, quanto a si mesmo.

Para os pais amorosos, o melhor agradecimento dos filhos consiste na elevada compreensão do trabalho e da vida, de que oferecem testemunho.

Manifestando gratidão ao Cristo, os apóstolos lhe foram leais até ao último sacrifício; Paulo de Tarso recebe o apelo do Mestre e, em sinal de alegria e de amor, serve à Causa Divina, através de sofrimentos inomináveis, por mais de  trinta anos sucessivos.

Agradecer não será tão somente problema de palavras brilhantes; é sentir a grandeza dos gestos, a luz dos benefícios, a generosidade da confiança e corresponder, espontaneamente, estendendo aos outros os tesouros da vida.

 

 

 

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

PARA VENCER O MAL


“Não te deixes vencer pelo mal,
mas vence o mal com o bem."
- Paulo. (Romanos, 12:21)

Muita gente quando não se mostre positivamente inclinada à vingança, perante o mal que recebe, demonstra atitudes de hostilidade indireta, como sejam o favor adiado, o fel da reprovação de permeio com o mel do elogio, o deliberado esquecimento quando se trate da honra ao mérito ou a diminuição do entusiasmo na prestação de serviço, em favor da pessoa menos simpática...

 

Entretanto, para vencer o mal não basta essa "meia-bondade", peculiar a quantos se devotam à desculpa cortês sem adesão do campo íntimo...

 

Todas as nossas manifestações que acusem essa ou aquela percentagem de mal, são sempre plantação do mal, gerando insucesso e desgosto contra nós mesmos.

 

O Evangelho é claro na fórmula apresentada para a extinção do flagelo.

 

Para que estejamos libertos da baba sinistra do antigo dragão que trava o progresso da Humanidade, é indispensável guardemos paciência contra as suas investidas, procurando esquecê-lo, perdoá-lo e fazer-lhe o bem tanto quanto nos seja possível, porque o bem puro é a única força suscetível de desarmar-lhe as garras inconscientes.

 

Não nos esqueçamos de que para anular a sombra noturna não basta arremeter os punhos cerrados contra o domínio da noite.

 

É preciso acender uma luz.

 


(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de Vida Eterna)

A ORAÇÃO DO JUSTO

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” – (Tiago, 5:16)   Considerando as ondas do desejo, em sua força vital, tod...