domingo, 19 de novembro de 2023

LUZ EM NOSSAS MÃOS!


 "Interrogado pelos fariseus sobre quando viria
o reino de Deus, Jesus lhes respondeu:
Não vem o reino de Deus com aparências
exteriores". (Lucas, 17:20)

    A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.
    Cidades enormes são usadas, a feição de ninhos gigantescos de cimento e aço, por agrupamentos de milhões de pessoas.
    A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do trabalho e do conforto doméstico.
    A Ciência garante a higiene.
    O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.
    A imprensa e a radiotelevisão interligam milhares de criaturas, num só instante, na mesma faixa de pensamento.
    A escola abrilhanta o cérebro.
    A técnica orienta a indústria.
    Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.
    O comércio, sabiamente dirigido, atende ao consumo com precisão.
    Entretanto, estaremos diante de civilização impecável?
    À frente desses empórios resplendentes de cultura e progresso material, recordemos a palavra dos instrutores de Allan Kardec,
nas bases da Codificação do Espiritismo.
    Perguntando a eles "por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa", através da Questão número 793, constante
de "O Livro dos Espíritos", deles recolheu a seguinte resposta:
    "Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados porque tendes feito grandes descobertas e
obtido maravilhosas invenções; porque vos alojais e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o
direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes,
como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização".
    Espíritas, irmãos! Rememoremos a advertência do Cristo quando nos afirma que o reino de Deus não vem até nós com aparências
exteriores; para edificá-lo não nos esqueçamos de que a Doutrina Espírita é luz em nossas mãos. Reflitamos nisso.



(De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

A LIÇÃO DO ESQUECIMENTO

 

        Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se degladiarem indefinidamente.

       Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre e o ódio viveria eternizado, transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.

       A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo, suscetível de valorizar-lhe a replantação do destino, no rumo do porvir.

       De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.

       O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas interiores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.

       Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência a experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas faltas recíprocas, dia a dia.

       Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.

       Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.

       Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.

       O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.

       Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixa, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.

       Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim, aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.

 



Emmanuel
De “Família”, de Francisco Cândido Xavier
– Espíritos Diversos

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

TEU RECOMEÇO


    A cada momento podes recomeçar uma tarefa edificante que  ficou interrompida. Nunca é tarde para fazê-lo; todavia, é muito danoso não lhe dar prosseguimento.


    Parar uma atividade por motivos superiores às forças é fenômeno natural. Deixá-la ao abandono é falência moral.

    A vida é constituída de desafios constantes. Sai-se de um para outro em escala ascendente de valores e conquistas intelectos-morais.

    Sempre há que se começar a vida de novo.

    Uma decepção que parece matar as aspirações superiores; um insucesso que se afigura como um desastre total; um ser querido que morreu e deixou uma lacuna impreenchível; uma enfermidade cruel que esfacelou as resistências; um vício que, por pouco, não conduziu à loucura; um prejuízo financeiro que anulou todas as futuras aparentes possibilidades; uma traição que poderia ter-te levado ao suicídio, são apenas motivos para recomeçar de novo e nunca para se desistir de lutar.

    Não houvesse esses fenômenos negativos na convivência humana, no atual estágio de desenvolvimento das criaturas, e os estímulos para o progresso e a libertação seriam menores.

    Colhido nas malhas de qualquer imprevisto ou já esperado  problema aterrador, tem calma e medita, ao invés de te deixares arrastar pela convulsão que se irá estabelecer. Refugia-te na oração, a fim de ganhares força e inspiração divina.

    Como tudo passa, isto também passará, e, quando tal acontecer, faze teu recomeço, a princípio, com cautela, parcimonioso, até que te reintegre novamente na ação plenificadora.

    Teu recomeço é síndrome de próxima felicidade.



(Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis. Livro: Filho de Deus)

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

TRABALHO

 

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até

agora, e eu trabalho também.” (João, 5: 17)

 

Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.

Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido.

A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.

Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.

O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.

De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.

Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”. Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.

Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.

Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando.

Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?

 

 

Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida

terça-feira, 14 de novembro de 2023

ACEITEMOS A DOR


          Aceitemos realmente a dor na condição de apoio celeste com que a Divina Providência nos enriquece o caminho.

          Toda a natureza para ajudar a experiência do homem, alimentando-o e amparando-o, padece constantes dilacerações.
          Para transformar-se em sementeira proveitosa, morre o grão aquecido no solo.
          Para converter-se a espiga em farinha, humilha-se, asfixiada, sob a mó que a tritura.
          Para dar-se em pão abençoado á mesa, submete-se a farinha à elevada tensão no forno.
          Para servir no levantamento do edifício, sofre a pedra a pressão do martelo.
          Para oferecer-se em beleza e brilho, obedece o seixo bruto ao buril que aprimora.
          Para responder às necessidades do conforto, desce o tronco aos insultos da lâmina.
          Para contribuir no progresso, encontra o metal as injúrias do fogo.
          A responsabilidade na oficina do caráter é a luz que engrandece todo o espírito que lhe atente a obrigação.
          Não lamentes a dificuldade e nem amaldiçoes o sofrimento que porventura te busquem.
          Não temas a dor, na escola da vida, e recolhe, em silêncio, as bênçãos de que se faz emissária.
          Não te enganes com as aparências.
          Quando te vejas no usufruto dessa ou daquela promoção, atento às circunstâncias do mundo, às imposições em que a existência se te condiciona, escolhe a senda da abnegação, em auxílio aos outros, porque o Senhor nos ensinou, em espírito e verdade, que somente a preço do esforço máximo pela vitória do bem com o esquecimento de todo o egoísmo, é que escalaremos o monte da paz com a nossa própria renovação.

 

 

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Nascer e Renascer

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA

 


Guardemos a consciência tranquila.

 

A prática do bem ser-nos-á garantia de paz e a paz em nós se nos fará fonte de permanente alegria.

 

A criatura de consciência culpada é semelhante à pessoa que carrega uma carga superior às próprias forças, parecendo arrastar-se entre o cansaço e a irritação.

 


 

(De “Centelhas”, de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel)
 

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

NÃO ENTENDEM

 


“Querendo ser doutores da lei, e não entendendo

nem o que dizem nem o que afirmam.”

- Paulo. (I Timóteo, 1:7)

 

Em todos os lugares surgem multidões que abusam da palavra.

Avivam-se discussões destrutivas, na esfera da ciência, da política, da filosofia, da religião. Todavia, não somente nesses setores da atividade intelectual se manifestam semelhantes desequilíbrios.

A sociedade comum, em quase todo o mundo, é campo de batalha, nesse particular, em vista da condenável influência dos que se impõem por doutores em informações descabidas. Pretensiosas autoridades nos pareceres gratuitos, espalham a perturbação geral, adiam realizações edificantes, destroem grande parte dos germens do bem, envenenam fontes de generosidade e fé e, sobretudo, alterando as correntes do progresso, convertem os santuários domésticos em trincheiras da hostilidade cordial.

São esses envenenadores inconscientes que difundem a desarmonia, não entendendo o que afirmam.

Quem diz, porém, alguma coisa está semeando algo no solo da vida, e quem determina isto ou aquilo está consolidando a semeadura.

Muitos espíritos nobres são cultivadores das árvores da verdade, do bem e da luz; entretanto, em toda parte movimentam-se também os semeadores do escalracho da ignorância, dos cardos da calúnia, dos espinhos da maledicência. Através deles opera-se a perturbação e o estacionamento. Abusam do verbo, mas pagam a leviandade a dobrado preço, porquanto, embora desejem ser doutores da lei e por mais intentem confundir-lhe os parágrafos e ainda que dilatem a própria insensatez por muito tempo, mais se aproximam dos resultados de suas ações, no círculo das quais essa mesma lei lhes impõe as realidades da vida eterna, através da desilusão, do sofrimento e da morte.




 
Francisco Cândido Xavier
Emmanuel
In: Vinha de Luz)

A ORAÇÃO DO JUSTO

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” – (Tiago, 5:16)   Considerando as ondas do desejo, em sua força vital, tod...