terça-feira, 12 de janeiro de 2016

CONVITE À JOVIALIDADE



"Se sabeis estas cousas, bem-aventurados
sois se as praticardes."
(João: capítulo 13º, versículo 17)


A palavra áspera aqui e o conceito azedo ali consubstanciam a aura do desagrado.
O cenho carrancudo em regime de continuidade, deformando a aparência da face, materializa a expressão do tormento íntimo.
A habitual constrição facial, exteriorizando desagrado, produz a possibilidade negativa do intercâmbio fraterno...
Eles passam, os atormentados de toda característica, assinalados pelas marcas fundas dos dramas que ressumam dos painéis perispirituais, gerando deformidades que exteriorizam, desagradáveis.
Indispensável cultivar a jovialidade em qualquer esfera de ação mormente nas tarefas do Cristianismo Redivivo.
Movimentar o bem como quem suporta pesado fardo, significa desfigurar o próprio bem.
Ensinar alegria e confiança entre asperezas, carrancas e severidade para com os outros e sistemática de antipatia representa enunciar palavras belas e viver paisagens sombrias.
Como um semblante vulgarizado por um sorriso de idiotia representa um espírito agrilhoado à expiação, a dureza da face, o verbo cortante constituem as armas de insidiosa enfermidade espiritual.
Jovialidade, portanto.
Um espírito agradável a reproduzir-se numa face amena, não obstante as sombras e as lágrimas que, por vezes, expressam os impositivos da evolução pela dor, gerando simpatia e afabilidade.
Cismando, porém, ameno, carregando a Cruz, todavia, tranquilo, azorragado e humilhado até à extrema e mísera posição, Jesus manteve o alto padrão da jovialidade, em tal monta que mesmo em agonia amenizou as circunstâncias que exornavam a tarde de hediondez para cantar esperanças aos acompanhantes infelizes, acenando-lhes com a promessa do Paraíso, e bordando-lhes a noite pesada em que padeciam intimamente com as estrelas excelsas da paz ditosa.


FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida.
Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 29


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

PERANTE OS AMIGOS




Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.
A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.
Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar os entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.
Em geral, pensamos que nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.
A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos.
Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá-los como são.
Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.
Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.
Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá.
Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.



 Francisco Cândico Xavier/André Luiz. Livro:Sinal Verde cap. 12

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

COMPAIXÃO EM FAMÍLIA



"Mas se alguém não tem cuidado dos
seus e, principalmente, dos da 
sua família, negou a fé ..."
Paulo – I Timóteo, 5:8

    São muitos assim,

    Descarregam primorosa mensagem nas assembléias, exortando o povo  à compaixão; bordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja  lembrada; entretanto, no instituto doméstico, são carrascos de sorriso na  boca.

    Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo  multidões; mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam  entre as paredes familiares.

    Promovem subscrições de auxílio público, em socorro das vítimas  de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em  titulares da grande benemerência; contudo, negam simples olhar de carinho ao  servidor que lhes pões a mesa.

    Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no  levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em  torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o  avô menos feliz que a provação expõe à caducidade.

    Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.

    Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.

    Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem  algum.

    Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quanto nos seja possível;  entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso  hálito. Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho,  no ideal ou na parentela, as nossas principais testemunhas de quitação.



Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Palavras de vida eterna

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

RENOVAÇÃO



        Em nosso renascimento na Terra, entrelaçamo-nos, como é justo, sob a influência de quantos se acumpliciaram conosco na criminalidade ou na sombra, quase sempre erguidos à posição de inexoráveis credores de nossa vida, exigindo-nos pagamento ou reparação.
***
        E, como enxameiam em nosso pretérito próximo ou remoto gravames deploráveis e contas obscuras que nos compete apagar ou ressarcir, na maioria das circunstâncias, a atuação dessa natureza é deprimente e perturbadora, muita vez constrangendo-nos a incidir nos mesmos erros que nos tisnam as consciências e nos dilaceram os corações.
***
        É por isso que, durante a viagem na esfera física, somos habitualmente assaltados por aflitivas surpresas do plano oculto, em qualquer idade e em toda situação.
***
        Há quem se veja enrodilhado nas suas malhas esfogueantes, em plena juventude corpórea, quem lhe conheça o sabor amargo no matrimônio, quem lhe experimente o impacto de angústia nas mais nobres tarefas do lar, quem lhe sinta a presença na esfera da profissão e quem lhe receba a nuvem desnorteante na hora da madureza ou da senectude, em dolorosas inquietações.
***
        Para todos os problemas desse jaez, entretanto, é preciso reconhecer que só o bem puro e espontâneo é remédio justo e eficaz.
***
        Somos, em verdade, seguidos pela influência que aliciamos, como quem apenas recolhe da gleba plantada aquilo que semeou.
***
        E, assim como apenas a lances de suor e trabalho digno, preservamos a lavoura de nosso compromisso contra a hera que lhe sufoca os rebentos ou contra os vermes que lhe devoram as flores, somente ao preço de perdão e renúncia, amor e desinteresse, por vezes com o sacrifício de nossa própria felicidade, é que operaremos em nossos associados da sombra de ontem a necessária renovação, para que a liberdade nos favoreça na reconquista da luz.


Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. Livro: Trilha de Luz


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

MELINDRES



- Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
- Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
-  Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
-  Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
- Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
- Quem reclama, agrava as dificuldades.
- Não cultive ressentimentos.
- Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
- Não se aborreça, coopere.
- Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.


Francisco Cândido Xavier por André Luiz. in: Sinal Verde

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

SUPRIMENTO



Crê, trabalha e não temas,
Deus te apóia e te guarda.

Tentações a vencer?
Deus te dá resistência.

Muito trabalho na vida?
Deus te acrescenta a força.

Nos problemas difíceis
Deus te iluminará.

Se desejas servir
Deus te concede os  meios.

Por mais lutas à frente,
Segue e confia em  Deus.


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Centelhas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

ANO NOVO



         Serão novos os anos que passam, os séculos e os milênios que se sucedem na ampulheta do tempo?
         Não são. O tempo, qual o concebemos, não passa de uma ilusão. Não há tempos novos, nem tempos velhos. O tempo é sempre o mesmo, porque o tempo é a eternidade. Todas as mudanças que constatamos em nós e em torno de nós, são produto da transformação da matéria. Esta, realmente, passa por constantes modificações. A mutabilidade é inerente à matéria e não ao tempo.
         A matéria é volúvel como as ondas e instável como as nuvens que se movimentam no espaço assumindo variadas conformações que se sucedem numa instabilidade constante.
         O nosso envelhecimento não é obra do tempo como costumamos dizer. É a matéria que se vai transformando desde que entramos no cenário terreno. Nascemos, crescemos, atingimos as cumeadas do desenvolvimento compatível com a natureza do nosso corpo. Após esse ciclo, as mudanças tornam-se menos rápidas. Há como que ligeiro repouso. Depois, segue-se a involução, isto é, o curso descendente que nos leva à velhice, à decrepitude e à morte, quando esta não intervém acidentalmente, pelas moléstias, cortando o fio da existência em qualquer de suas fases.
         Todos esses acontecimentos nada têm que ver com o tempo. Trata-se de manifestações da evolução da matéria organizada, vitalizada e acionada pela influência do Espírito.
         O Espírito é tudo. Por ele, e para ele, é que as moléculas se agrupam, se associam, tomando forma, neste ou naquele meio, na Terra ou em outras infinitas moradas da casa do Pai, que é o Universo.
         Na eternidade e na imensidade incomensurável do espaço, o Espírito se agita procurando realizar o senso da Vida, que é a evolução. Para consumá-la percorre as incontáveis terras do céu. Veste e despe centenares de indumentos, assumindo milhares de formas e aspectos.
         A matéria é o instrumento, é o meio através do qual ele consegue a sua ascensão ininterrupta.
         Nada significam, portanto, os anos que passam e os anos que despontam nos calendários humanos. O importante na vida do Espírito são as arrancadas para a frente, são as etapas vencidas, o saber adquirido através da experiência, e as virtudes conquistadas pela dor e pelo amor. O que denominamos – passado – é apenas a lembrança de condições inferiores por onde já transitamos. De outra sorte – o futuro não é mais que a esperança que nutrimos de alcançar um estado melhor. O presente eterno eis a realidade.
         Encaremos assim o tempo e, particularmente, o ano novo que ora se inicia. Façamos o propósito de alcançar no seu transcurso a maior soma possível de aperfeiçoamento.
         É o que, de coração, desejamos aos nossos leitores.


 (Vinícius. Em: Na Seara do Mestre)

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...