sexta-feira, 18 de setembro de 2015

INDULGÊNCIA PERMANENTE



   

 Escasseia, cada vez mais, no comportamento humano, a indulgência.
    Relevante para o êxito da criatura em si mesma e em relação ao próximo, o pragmatismo negativo dos interesses imediatos vem, a pouco e pouco, desacreditando-a, deixando-a à margem.
    Sem a indulgência no lar, diante das atitudes infelizes dos familiares ou em referência aos seus equívocos, instala-se a malquerença; na oficina de atividades comerciais, produz a desconfiança; no trato social propicia o desconforto moral e responde pelo competição destrutiva...
    Tentando substituí-la, as criaturas imprevidentes colocam nos lábios a mordacidade no trato com o semelhante, a falsa superioridade, a ofensa freqüente, a hipocrisia em arremedos de tolerância.
    A indulgência para com as faltas alheias é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de outrem, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se, e facultando-a sem assumir rígido comportamento de censor ou injustificável postura de benfeitor.
    A indulgência é um sentimento de humanidade que vige em todas as pessoas, aguardando desdobramento e vitalidade que somente o esforço de cada qual logra realizar.
    É calma e natural, fraterna e gentil, brotando como linfa cristalina ao alcance do sedento.
    Generosa, não guarda qualquer ressentimento, olvidando as ofensas a benefício do próprio agressor.
    A indulgência é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.
    Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de indulgência que possui em relação aos limites e erros alheios.
    Ninguém que jornadeie, no mundo, sem errar e que, por sua vez, não necessite da indulgência daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.
    A indulgência pacifica o infrator, auxiliando-o a crescer em espírito e abre áreas de simpatia naquele que a proporciona.
    Virtude do sentimento, a indulgência revela sabedoria da razão. Agredido pela ignorância do poviléu, ou pela astúcia farisaica, ou pela covardia dos amigos, ou pela pusilanimidade de Pilatos, Jesus foi indulgente para com todos, não obstante jamais houvesse recebido ou necessitasse da indulgência de quem quer que fosse.
    Lecionando o amor, toda a Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.
    Sê, pois, tu também, indulgente em relação ao teu próximo, quão necessitado te encontras da indulgência dos outros assim como da Vida.

Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis. In: Viver e amar

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

CARIDADE E HIGIENE



     
              A higiene alinha vários preceitos de proteção à vida, como sejam:

        o asseio do corpo;
        o uso da água potável não contaminada;
        a renovação do ar no recinto doméstico;
        a faxina habitual;
        a limpeza da moradia;
        o banho diário sempre que possível;
        a roupa lavada;
        a refeição natural;
        e o saneamento do solo em que se vive.
*
        Entretanto, em auxílio à paz de que necessitamos para sermos tranquilos, somos de parecer que o perdão das ofensas, sejam elas quais forem,  é um dos ingredientes fundamentais na segurança da própria alma, porquanto, acalentar ressentimentos é o mesmo que reter substâncias tóxicas, desequilibrando o pensamento e envenenando o coração.


De “LUZ E VIDA”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

BASES





Todas as preciosidades terrestres apresentam-se em base justa.

A casa mantém o próprio equilíbrio sobre os alicerces.

A escola se garante sobre a experiência dos professores.

O carro para movimentar-se apoia-se no combustível.

A flor se escora na planta que a produz.

O mel procede a colmeia.

A fonte surge do nascedouro.

Assim também se expressam os sentimentos humanos.

É imperioso reconhecer que a paciência se baseia na humildade.


De “LUZ E VIDA”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel


terça-feira, 15 de setembro de 2015

RECLAMAR MENOS






“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam,
assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas"
- Jesus (Mateus, 7:12).

Para extinguir a cultura do ódio nas áreas do mundo, imaginemos como seria melhor a vida na terra se todos cumpríssemos fielmente o compromisso de reclamar menos.
Quantas vezes nos maltratamos, reciprocamente, tão só por exigir que se realize, de certa forma, aquilo que os outros só conseguem fazer de outra maneira! De atritos mínimos, então partimos para atitudes extremas. Nessas circunstâncias, costumamos recusar atenção e cortesia até mesmo àqueles a quem mais devemos consideração e amor; implantamos a animosidade onde a harmonia reinava antes; instalamos o pessimismo com a formulação de queixa desnecessária ou criamos obstáculos onde as grandes realizações poderiam ter sido tão fáceis. Tudo porque não desistimos de reclamar, - na maioria das ocasiões, - por simples bagatelas.
De modo geral, as reivindicações e desinteligências reportam, mais frequentemente, entre aqueles que a Sabedoria Divina reuniu com os mais altos objetivos na edificação do bem, seja no círculo doméstico, seja no grupo de serviço ou de ideal. Por isso mesmo, os conflitos e reprovações aparecem quase sempre no mundo, nas faixas de ação a que somos levados para ajudar e compreender. Censuras entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos e amigos. De pequenas brechas se desenvolvem os desastres morais que comprometem a vida comunitária desentendimentos, rixas, perturbações e acusações.
Dediquemos à solução do problema as nossas melhores forças, buscando esquecer-nos, de modo a sermos mais úteis aos que nos cercam, e estejamos convencidos de que a segurança e o êxito de quaisquer receitas de progresso e elevação solicitam de nós a justa fidelidade ao programa que a vida estabelece em toda parte, a favor de nós todos: reclamar menos e servir mais.

Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Segue-me

A GRANDE LUTA

  “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas...