sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

APRENDAMOS A AGRADECER



"Em tudo dai graças." –
Paulo (I Tessalonicenses, 5:18.)

        Saibamos agradecer as dádivas que o Senhor nos concede cada dia:
            a largueza da vida;
            o ar abundante;
            a graça da locomoção;
            a faculdade do raciocínio;
            a fulguração da idéia;
            a alegria de ver;
            o prazer de ouvir;
            o tesouro da palavra;
            o privilégio do trabalho;
            o dom de aprender;
            a mesa que nos serve;
            o pão que nos alimenta;
            o pano que nos veste;
            as mãos desconhecidas que se entrelaçam no esforço de suprir-nos a refeição e o  agasalho;
            os benfeitores anônimos que nos transmitem a riqueza do conhecimento;
            a conversação do amigo;
            o aconchego do lar;
            o doce dever da família;
            o contentamento de construir para o futuro;
            a renovação das próprias forças...
        Muita gente está esperando lances espetaculares da "boa sorte mundana", a fim de exprimir gratidão ao Céu.
        O cristão, contudo, sabe que as bênçãos da Providência Divina nos enriquecem os ângulos mais simples de cada hora, no espaço de nossas experiências.
        Nada existe insignificante na estrada que percorremos.
        Todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida.
        Utilizando, pois, o patrimônio que o Senhor nos empresta, no serviço incessante ao bem, aprendamos a agradecer.

 (Livro: Fonte Viva. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

SEGUINDO


        
Não te afastes do bem, ainda mesmo que a estrada se te mostre crivada de obstáculos.
        Não te detenhas.
        Ouvirás aqueles que se instalam na retaguarda a te repetirem, de longe, os sombrios vaticínios que os fizeram parar.
        Falam dos perigos imaginários da frente; relacionam conceitos das inteligências encharcadas de pessimismo; exaltam a filosofia da indiferença; ou destacam erros do passado, apedrejando inutilmente o futuro.
        Entrega ao tempo quantos se fixaram transitoriamente nas margens do caminho, receando calamidades e abismos, e prossegue adiante.
        Não importa encontres aqueles que se revelem capazes de te golpear a esperança.
        Recorda. O espinheiro não nos fere voluntariamente e sim porque ainda se faz conhecer por lâminas agressivas. A  pedra que faz tropeçar na Terra, não tem consciência disso; ela é apenas um calhau fora do lugar de servir.
        Espalha bondade e coragem, suportando com paciência as forças contrárias que, porventura se levantem, buscando barrar-te os passos.
        Caminha, amando e auxiliando e Deus te mostrará que ninguém se eleva, sem suor e sem lágrimas.
        Compreenderás que a lágrima na provação é o suor que purifica e que o suor no trabalho é a lágrima que aperfeiçoa.
        Ainda que experimente, de algum modo, o frio do entardecer, não te amedrontes perante as trevas.
        Acende a lâmpada de tua fé e prossegue servindo sempre.
        Os que caminham com Deus no coração transportam consigo os clarões da alvorada. E por mais espessas se façam as sobras nos cárceres da noite, ninguém consegue prender o esplendor do novo dia.

(Livro: SOMENTE AMOR. Francisco Cândido Xavier por Meimei)

SEM RUÍDOS



"Mas quando vier aquele Espírito de Verdade,
ele vos guiará em toda a verdade". – Jesus - (João, 16:13)

              O caminho de toda a Verdade é Jesus Cristo. O Mestre veio ao mundo instalar essa verdade para que os homens fossem livres e organizou o programa dos cooperadores de seu divino trabalho, para que se preparasse convenientemente o caminho infinito. No fim da estrada colocou a redenção e deu às criaturas o amor como guia.
Conforme sabemos, o guia é um só para todos. E vieram os homens para o serviço divino.
Com os cooperadores vinham, porém, os gênios sombrios, que se ombreavam com eles nas cavernas da ignorância.
            A religião, como expressão universalista do amor, que é o guia, pairou sempre pura acima das misérias que chegaram ao grande campo; mas este ficou repleto das absurdidades. O caminho foi quase obstruído.
            A ambição exigiu impostos dos que desejavam passar, o orgulho reclamou a direção dos movimentos, a vaidade pediu espetáculos, a conveniência requisitou máscaras, a política inferior estabeleceu guerras, a separatividade provocou a hipnose do sectarismo.
            O caminho ficou atulhado de obstáculos e sombras e o interessado, que é o espírito humano, encontra óbices infinitos para a passagem.
  O quadro representa uma resposta a quantos perguntarem sobre os propósitos do Espiritismo cristão, sendo que o homem já conhece todos os deveres religiosos. Ele é aquele Espírito de Verdade que vem lutar contra os gênios sombrios que vieram das cavernas da ignorância e invadiram o campo do Cristo.
  Mas, guerrear como: Jesus não pediu a morte de ninguém. Sim, o Espírito de Verdade vem como a luz que combate e vence as sombras, sem ruídos. Sua missão é transformar, iluminando o caminho para que os homens vejam o amor, que constitui o guia único para todos, até à redenção.

(Livro: Segue-me!... Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

TRANQUILIDADE CONFIANTE


         
 Deixa-te arrastar pelas águas vivas da tranquilidade, certo de que atingirás o abençoado porto da sublime destinação.
            Vence, assim, os calhaus flutuantes em forma de malogro e solicitação inferior, presos aos juncos das enfermidades deprimentes que, muitas vezes, te enleiam a meio da jornada.
            Quanto mais cuidas do mal, mais ele se acentuará.
            A lama valorizada no fundo do poço envilece a água pura que se demora repudiada.
            Da mesma forma, o charco que agasalha doenças e febres, quando drenado, ressurge como terra acolhedora e produtiva a benefício da coletividade.
            Se te deténs a examinar o adubo serás acometido de náuseas ante o fruto que procede dele, através da árvore.
            Observando as dificuldades a transpor, se te atemorizas com elas, não avançarás.
            É indispensável valorizar apenas o bem que esposas, preservando o santuário íntimo contra todas as formas de revolta a desdobrar-se em malquerença com os sequazes que a cercam.
            Amparado pelo comando da fé tranquila, operarás em todo lugar sob modalidade diversa do comum, nas experiências terrenas.
            Sabes por experiência que onde te situavas ontem não impera o crime nem o vício, mas a ignorância e a enfermidade, no jogo das aflições desnecessárias. Divisarás, assim, oportunidades de serviço onde antes vias motivo de nojo e afastamento, cientificado de que, na faixa estreita da observação meramente intelectual, tua apreciação resulta da pretensiosa exigência da maneira de ver.
            Sem te despires da crítica mordaz, improdutiva nos seus resultados, todos os esforços redundarão inúteis nos empreendimentos cristãos.
            Atrela os sentimentos às rédeas dos labores e, conduzido pelo amor, na sua feição pura e simples, recorda Jesus, aprendendo com Ele a realizar incansavelmente, retirando a cegueira dos olhos e extirpando o infortúnio do coração, aprimorando-te e santificando-te, de vez que,  não estando asserenadas as ânsias do Espírito, não estarás capacitado para a experiência da tranquilidade sob o comando da confiança plena.

(Livro: Messe de Amor. Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis)

domingo, 6 de janeiro de 2013

TENDO MEDO



"E, tendo, medo, escondi na Terra o
teu talento..." - Mateus 25-25

    Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
    Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
    Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
    Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica!
    Há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando     medo da ação.
    Medo de trabalhar.
    Medo de servir.
    Medo de fazer amigos.
    Medo de desapontar.
    Medo de sofrer.
    Medo de incompreensão.
    Medo da alegria.
    Medo da dor.
    E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enlouquecer a existência.
    Na vida agarram-se ao medo da morte.
    Na morte, confessam o medo da vida.
    E a pretexto de serem menos favorecidos pela natureza, transformam-se gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
    Se recebeste, pois mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias enriquece-a com a luz do teu esforço próprio no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.


(Livro: Relicário de Luz. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

sábado, 5 de janeiro de 2013

LEITURA DA CARIDADE


       
 A caridade não será transmitida através da frase que a ensina, embora devamos a melhor veneração ao verbo edificante...
        Não será aprendida tão-somente nas páginas consoladoras da antologia religiosa.
        Será lida, acima de tudo, em nossa própria existência.
        No lar, o esposo conhecer-lhe-á os princípios na renunciação da companheira, tanto quanto a esposa contemplar-lhe-á a excelsitude na correção irrepreensível do homem que preside a casa. Os filhos observar-lhes-ão os ensinamentos na conduta enobrecedora dos pais e, os familiares, no sentido comum, procurar-lhe-ão o tesouro vivo naquele que fala e se movimento em seu nome.
        Nas instituições, os dirigentes identificar-lhe-ão sublimidade na cooperação digna dos subalternos e os que obedecem notar-lhe-ão a grandeza que guardam a autoridade e orientam o serviço.
*
        Não nos esqueçamos de que no lar e na vida pública, todos os que nos cercam esperam de nós a mensagem da caridade, através dos nossos mínimos atos de compreensão, afabilidade, carinho e gentileza...
*
        Nosso coração é diariamente lido pelos outros na palavra que emitimos, na frase que escrevemos, no compromisso que assumimos ou nos gestos que praticamos.
        É preciso lembrar, na altura de nossos atuais conhecimentos espiritistas, que não mais nos basta a doação do supérfluo para a revelação da divina virtude, na ordem material da vida.
        Recordemos o dever de dar de nós mesmos, com esforço, sacrifício pessoal, disciplina e suor, em nosso relacionamento com os semelhantes, se desejamos assimilar a lição que Jesus nos legou.
*
        Façamos de nossa experiência um livro aberto de amor puro, em que nossos irmãos de caminho possam ler a fraternidade e a cooperação, em todas as nossas obrigações bem cumpridas e a caridade será fulgurante estrela em nosso coração, brilhando para os que convivem conosco e clareando-nos o caminho para a glória da vida eterna.

(Livro: Mãos Marcadas. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

JUSTIÇA E AMOR


           
 Enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retorno das nossas próprias criações, dentro da vida.
*
            As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.
*
            Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira.
            Há plantas que nascem para o serviço de um dia, quais os legumes que aparecem para o serviço da mesa, enquanto outras surgem para as obras importantes do tempo, quais as grandes árvores, nutridas pelos séculos, destinadas à solução dos nossos problemas de moradia.
*
            Assim também praticamos atos, cujos reflexos nos atingem, de imediato, e mobilizamos outros, cujos efeitos nos alcançarão, no campo do grande futuro.
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            Em razão disso, enquanto falhamos para com as Leis que nos regem, estamos sujeitos ao tacão da justiça.
*
            Só o amor é bastante forte para libertar-nos do cativeiro de nossos delitos.
*
            A Justiça edifica a penitenciária.
            O amor levanta a escola.
            A justiça tece o grilhão.
            O amor traz a bênção.
            Quem fere a outrem encarcera-se nas consequências lamentáveis da própria atitude.
            Quem auxilia adquire o tesouro da simpatia.
            Quem perdoa eleva-se.
            Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.
*
            Tudo é fácil para aquele que cultiva a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age, estabelecendo o caminho em que se arrojará, livre e feliz, à alegria da Vida Eterna.
*
            Quem deseje, pois, avançar para a Luz, aprenda a desculpar, infinitamente, porque o céu da liberdade ou o inferno da condenação residem, na intimidade de nossa própria consciência.
*
            Por isso mesmo, o Mestre Divino ensinou-nos a pedir na oração dominical: — Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como devemos perdoar aos nossos devedores.”

(Livro: Indulgência. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

A ORAÇÃO DO JUSTO

“A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” – (Tiago, 5:16)   Considerando as ondas do desejo, em sua força vital, tod...