segunda-feira, 30 de junho de 2025

TRIO DE AMOR


Queres saber acertar

Quando a luta se avizinha...

Atende ao trio de amor:

Perdoa, Serve e Caminha.

 

Há provação no teu campo,

Recordando erva daninha...

Replanta o chão que te coube,

Perdoa, serve e caminha.

 

Ris-te à força, disfarçando,

A dor que te desalinha...

Escora-te à paciência

Perdoa, serve e caminha.

 

A injúria fere-te o nome,

Envolta em sombra mesquinha...

Não chores, nem te defendas,

Perdoa serve e caminha.

 

Padeces inquietações,

De alma cansada e sozinha...

Trabalha com mais ardor,

Perdoa, serve e caminha...

 

Ouviste maledicência,

Denúncia, intriga, picuinha...

Detém-te no bem que possas,

Perdoa, serve e caminha.

 

Viste quedas, deserções,

Amigos perdendo a linha...

Não lamentes, nem censures,

Perdoa, serve e caminha.

 

Suspiras pelo refúgio,

Onde a paz surge e se aninha...

Simplifica a própria estrada,

Perdoa, serve e caminha.

 

Se indagares do Senhor

Como honrar-lhe a Glória e a Vinha,

Jesus te responderá:

“Perdoa, Serve e Caminha”.

 

 

 

 

Pelo Espírito Casimiro Cunha

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Livro: Correio Fraterno

sexta-feira, 27 de junho de 2025

OÁSIS DE LUZ


Suave, suavemente, belo jorro de luz desceu da Amplidão, coroando, de todo, a casa singela.

Dir-se-ia que a construção fora atingida em segundo por fúlgura cascata de raios luminescentes

Inflamara-se o teto de láurea rutilante.

As paredes coloridas por luminárias ocultas faziam-se transparentes, despedindo bonançosas centelhas.

De janelas e portas,  fluíram de inesperado, caudais de bênçãos, qual se o ambiente interior estivesse inundado de nutriente energia.

Chamas blandiciosas dissolviam as sombras, desabotoando prematura alvorada em meio às trevas noturnas e o firmamento, nos cimos, parecia cálida umbela deitando flores argenteadas sobre o anônimo ninho humano, que passara da condição de apagado recinto à ilha refulgente no mar escuro de alvenaria.

Os insetos da noite ciciaram com mais brandura, cães das proximidades aplacaram ladridos e os habitantes de residências vizinhas experimentaram sem perceber a intangível presença de paz profunda.

Contudo, na intimidade doméstica, acentuava-se, deslumbrante, o painel festivo,  qual se varinha mágica fizesse nascer de pessoas e cousas, balsâmicas radiações de entendimento e simpatia.

Trajara-se a sala modesta de surpreendente grandeza, convertida em deleitoso remanso por banho lustral de amor puro que fixava sorrisos musicais de bondade em cada fisionomia.

Halos fulgurantes revestiram todas as formas alindando-lhes os traços e as cores sob o poder de ignoto cinzel.

Auréolas de esplendor tocaram os moradores, lágrimas de jubilosa esperança tremularam, furtivas, em olhos alumiados de reconforto, rostos brilharam confiantes, impregnaram-se as frontes de lume tênue, palavras ressoaram mais ternas, tonificaram-se corações em novos haustos de força e alcandorou-se a emoção a eminências desconhecidas, em transportes de irresistível candura.

Na esteira de luz em torno, transeuntes do Espaço respiraram felizes, enquanto, não longe, menestréis da Vida Maior, vocalizaram canções de bom ânimo para todo o grupo tocado de intenso brilho.

A transfiguração arrebatadora e imprevista era Jesus, o conviva celeste em visita à casa humilde: instalara-se ali, o culto santificante do Evangelho no lar.

Meimei

 

De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

quinta-feira, 26 de junho de 2025

APRENDAMOS A AGRADECER


“Em tudo dai graças.” – Paulo
(1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:18)


Saibamos agradecer as dádivas que o Senhor nos concede cada dia:

-    a largueza da vida;

-    o ar abundante;

-    a graça da locomoção;

-    a faculdade do raciocínio,

-    a fulguração da ideia;

-    a alegria de ver;

-    o prazer de ouvir;

-    o tesouro da palavra;

-    o privilégio do trabalho;

-    o dom de aprender;

-    a mesa que nos serve;

-    o pão que nos alimenta;

-    o pano que nos veste;

-    as mãos desconhecidas que se entrelaçam no esforço de suprir-nos a refeição e o agasalho;

-    os benfeitores anônimos que nos transmitem a riqueza do conhecimento;

-    a conversação do amigo;

-    o aconchego do lar;

-    o doce dever da família;

-    o contentamento de construir para o futuro;

-    a renovação das próprias forças...

Muita gente está esperando lances espetaculares da “boa sorte mundana”, a fim de exprimir gratidão ao Céu.

O cristão, contudo, sabe que as bênçãos da Providência Divina nos enriquecem os ângulos mais simples de cada hora, no espaço de nossas experiências.

Nada existe insignificante na estrada que percorremos.

Todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida.

Utilizando, pois, o patrimônio que o Senhor nos empresta, no serviço incessante ao bem, aprendamos a agradecer.


 

 

Fonte Viva. Francisco C. Xavier por Emmanuel

quarta-feira, 25 de junho de 2025

BILHETE FRATERNO


“Qualquer que vos der a beber um copo d’água
em meu nome, em verdade vos digo que
não perderá o seu galardão”.
JESUS, MATEUS, 9:41

Meu amigo, ninguém te pede a santidade dum dia para outro.

Ninguém reclama de tua alma espetáculos de grandeza.

Todos sabemos que a jornada humana é inçada de sombras e aflições criadas por nós mesmos.

Lembra-te, porém, de que o Céu nos pede solidariedade, compreensão, amor...

Planta uma árvore benfeitora, à beira do caminho.

Escreve algumas frases amigas que consolem o irmão infortunado.

Traça pequenina explicação para a ignorância.

Oferece a roupa que se fez inútil agora ao teu corpo ao companheiro necessitado, que segue à retaguarda.

Divide, sem alarde, as sobras de teu pão com o faminto.

Sorri para os infelizes.

Dá uma prece ao agonizante.

Acende a luz de um bom pensamento para aquele que te precedeu na longa viagem da morte.

Estende o braço à criancinha enferma.

Leva um remédio ou uma flor ao doente.

Improvisa um pouco de entusiasmo para os que trabalham contigo.

Emite uma palavra amorosa e consoladora onde a candeia do bem estiver apagada.

Conduze uma xícara de leite ao recém-nascido que o mundo acolheu sem um berço enfeitado.

Concede alguns minutos de palestra reconfortante ao colega abatido.

O rio é um conjunto de gotas preciosas.

A fraternidade é um sol composto de raios divinos, emitidos por nossa capacidade de amar e servir.

Quantos raios libertaste hoje do astro vivo que é teu próprio ser imortal?

Recorda o Divino mestre que teceu lições inesquecíveis, em torno do vintém de uma viúva pobre, de uma semente de mostarda, de uma dracma perdida...

Faze o bem que puderes.

Ninguém espera que apagues sozinho o incêndio da maldade.

Dá o teu copo de água fria.

 


Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Segue-me

terça-feira, 24 de junho de 2025

JESUS PARA O HOMEM

 


“E achado em forma como homem, humilhou-se a

si mesmo, sendo obediente até à morte de cruz”.

- PAULO (Fillipenses, 2:8)



O Mestre desceu para servir.

Do esplendor à escuridão...

Da alvorada eterna à noite plena...

Das estrelas à manjedoura...

Do infinito à limitação...

Da glória à carpintaria...

Da grandeza à abnegação...

Da divindade dos anjos à miséria dos homens...

Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...

De governador do mundo a servo de todos...

De credor magnânimo a escravo...

De benfeitor a perseguido...

De salvador a desamparado...

De emissário do amor à vítima do ódio...

De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...

De celeste pastor à ovelha oprimida...

De poderoso trono à cruz do martírio...

Do verbo santificante ao angustiado silêncio...

De advogado das criaturas a réu sem defesa...

Dos braços dos amigos ao contato de ladrões...

De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...

Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!

Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa

Ressurreição no Reino?

 

 

 

Fonte: Livro Antologia Mediúnica do Natal

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Espírito: Emmanuel

segunda-feira, 23 de junho de 2025

COMPANHEIROS ALTERADOS

 


Quantas pessoas te cruzam o caminho, em plenitude de sanidade física, suportando enfermidades espirituais que desconheces? Se conduzidas a exame num laboratório, mostrarão índices perfeitos de equilíbrio orgânico, entretanto, nos recesso do próprio ser, são doentes da alma, em estado grave, reclamando assistência.

Daí nasce o impositivo da serenidade e da tolerância, em observando o comportamento estranho ou registrando determinados conceitos que não esperávamos da atitude ou dos lábios daqueles que convivem conosco.

Esse amigo que se revelava, até ontem, inteiramente ao nosso lado, caminha hoje em direção oposta, ferindo-nos a sensibilidade; a esposa, dantes compreensiva e leal, distanciou-se psicologicamente de nós, ao toque de afinidades outras que haverá descoberto; o esposo devotado e fiel terá cedido a convites outros, abandonando-nos a companhia e desamparando os próprios filhos na idade tenra; esse ou aquele filho ou essa ou aquela filha, depois de crescidos, desprezaram os princípios que nos serviram de alicerces à vida, afastando-se-nos do caminho, conquanto o amor, que nos dediquem, lhes fique inalterável no coração.

Em semelhantes conflitos da alma, é indispensável saber ouvir e suportar, sem reclamações que lhes suscitariam perturbações de resultados imprevisíveis.

Ignoras quais as moléstias da alma de que estarão sendo portadores e, enquanto no corpo físico, não consegues avaliar as forças obsessivas que estarão agindo, por trás de alguém que a suposta normalidade parece favorecer.

Se encontras algum ente amado, em erro manifesto, suporta com paciência o desequilíbrio em andamento e se ouves opiniões contraditórias ou insensatas, não discutas, acirrando animosidade ou separação.

Acalma-te e fala, asserenando o ambiente em que te vês, porque uma só frase de incompreensão ou de azedume, pode ser o fator desencadeante de terrível brecha para a selvageria da delinquência ou para as calamidades da obsessão.

 

 

Emmanuel – psicografia de Chico Xavier. Da obra “Inspiração”

COM JESUS

    A renúncia será um privilégio para você.      O sofrimento glorificará sua vida.      A prova dilatará seus poderes.      O trabalho ...